Mato Grosso
Da educação básica à formação continuada, JBS investe em trilha completa de desenvolvimento de lideranças

Crédito: divulgação JBS
A JBS estruturou um modelo integrado de desenvolvimento de pessoas que acompanha a formação educacional e profissional desde a base até a ocupação de posições estratégicas de liderança. Com cerca de 280 mil colaboradores no mundo — sendo 158 mil no Brasil — a companhia aposta na combinação entre educação formal, capacitação técnica, desenvolvimento comportamental e mobilidade interna como pilares para formar líderes e sustentar seu crescimento de longo prazo.
Presente em mais de 30 unidades da empresa e com mais de 2,5 mil estudantes em formação, o Instituto J&F, mantido pelo grupo há 15 anos, é um dos principais eixos dessa estratégia. A iniciativa conecta educação básica, ensino técnico e superior a programas de capacitação corporativa, criando um ambiente contínuo de preparação para o mundo do trabalho e para futuras posições de liderança.
“A formação de lideranças é um compromisso contínuo e parte do propósito da JBS como uma empresa educadora. Em um setor essencial como o de alimentos, a excelência operacional só se sustenta quando está apoiada em pessoas qualificadas, engajadas e alinhadas à cultura e aos valores da Companhia”, afirma Fernando Meller, diretor-executivo de Recursos Humanos da JBS Brasil.
Nos últimos dois anos, a Companhia promoveu mais de 70 mil colaboradores, reforçando a aposta no desenvolvimento interno como motor de crescimento sustentável. Hoje, mais de 65 mil profissionais da JBS no Brasil pertencem à Geração Z, o que amplia a importância de iniciativas estruturadas de formação e retenção de jovens talentos.
Educação como base da liderança
A JBS oferece aos colaboradores desde a Educação de Jovens e Adultos (EJA) nas unidades fabris até programas de capacitação profissional alinhados à realidade do negócio. Além disso, o Instituto J&F conta com ensino fundamental, médio, técnico e superior para formação de futuras lideranças. Entre os alunos formados pelo Instituto J&F, entre 2022 e 2024, cerca de 85% estão atualmente em empresas do grupo.
“Ao longo de mais de 70 anos, estruturamos uma agenda consistente de desenvolvimento de pessoas, que integra formação educacional, capacitação técnica, inclusão social e mobilidade interna. Acreditamos que a pessoa certa, no lugar certo e com o conhecimento adequado gera os melhores resultados”, diz Meller.
A inclusão de jovens é um dos eixos centrais dessa estratégia. Programas como o Evoluir, voltado a jovens aprendizes, e a abertura contínua de vagas de estágio funcionam como portas de entrada para a Companhia. A partir daí, os colaboradores passam a integrar trilhas estruturadas de desenvolvimento, que conectam aprendizado prático, formação comportamental e interação com lideranças e desafios reais.
Trilha estruturada para formar líderes
A formação de liderança na JBS é organizada em uma trilha contínua, pensada para acompanhar cada etapa da carreira. O modelo inclui eixos que vão desde a preparação para a primeira liderança até a atuação estratégica e de influência. Entre os programas de formação estão os Masters de Produção e de Vendas, voltados à formação de novos supervisores, além de iniciativas como fóruns de liderança, workshops e trilhas de capacitação direcionada.
A Companhia também mantém programas específicos para formação técnica e educacional, como o Germinare VET, voltado à formação de futuros líderes na área de produção e supervisão fabril, com foco em veterinária, e as Faculdades de Gestão Comercial e Excelência Operacional em Produção. Outro pilar relevante é o Global Talent, programa que oferece oportunidades de carreira internacional, preparando profissionais para atuar em diferentes países onde a JBS opera.
Da sala de aula à liderança internacional
Um exemplo concreto dessa estratégia da Companhia é a trajetória de Maria Luisa Bueno Ramos, de 24 anos, atual gerente de exportação da Seara. Sua história reúne, em uma única carreira, os principais elementos do modelo de formação da JBS. “Minha trajetória na JBS começou aos 14 anos. Considerando o período como aprendiz, estágios e posições efetivas, já são dez anos de Companhia”, conta.
Maria Luisa ingressou no Instituto J&F aos dez anos de idade, ainda no Ensino Fundamental. Ao longo de sete anos, concluiu o ciclo de educação básica em período integral, com uma formação voltada ao mundo dos negócios. “A formação ia muito além da sala de aula tradicional. Estudávamos gestão de pessoas, finanças, logística, planejamento, contabilidade e direito”, lembra. O inglês, segundo ela, sempre foi exercitado. “Passei a aprender o idioma no instituto. Hoje, trabalho diariamente com mais de 20 países”, afirma.
Na JBS, Maria Luisa passou por diferentes áreas, de estagiária no comercial a gerente de exportação da Seara. Hoje, lidera dois profissionais, ambos egressos do Instituto J&F, e responde pela estratégia comercial da marca na América Central. Paralelamente, cursa um MBA em Administração e Negócios, com apoio da Companhia. “A JBS tem sido essencial para consolidar minha formação profissional e de liderança. Valores como disciplina, atitude de dono, humildade e simplicidade fazem diferença no meu dia a dia como líder”, ressalta.
Ao integrar educação formal, prática operacional e desenvolvimento comportamental, a JBS consolida um modelo de gestão orientado para o futuro, baseado na atenção contínua de lideranças e na valorização das pessoas. “Mais do que ocupar posições, estamos cumprindo nossa missão de oferecer a oportunidade de um futuro melhor aos nossos colaboradores. Essa engrenagem é o que garante que o crescimento sustentável dos nossos negócios caminhe lado a lado com a evolução das nossas pessoas”, conclui Meller.
Assessoria
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Delegação chinesa mira carne sustentável e novos negócios em MT

A China é destino de metade da produção de grãos e proteína animal de Mato Grosso. – Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT
Uma missão internacional liderada pela Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais (CFNA) está em Mato Grosso até 6 de maio com foco direto na carne bovina, sustentabilidade e ampliação da relação comercial com o país asiático. A China é destino de metade da produção de grãos e proteína animal de Mato Grosso.
O primeiro compromisso foi realizado nesta segunda-feira (4), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, em reunião com o governador Otaviano Pivetta, secretários de Estado e representantes do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), que intermediou e é anfitriã da comitiva. A delegação reúne técnicos da CFNA e cerca de 20 empresários asiáticos que atuam na importação, logística e distribuição de proteína animal no mercado chinês.
A visita tem caráter técnico e estratégico. Mato Grosso foi escolhido como vitrine de um dos temas que hoje mais pesam na abertura e manutenção de mercado: a capacidade de produzir com sustentabilidade comprovada e rastreabilidade completa, da origem do animal até o destino.
A delegação veio ao Estado para avaliar, in loco, como funciona o modelo de carne sustentável e como esse sistema pode atender às novas exigências do mercado chinês, cada vez mais atento a critérios ambientais, sanitários e de transparência na cadeia produtiva.
“A visita ao Brasil está diretamente ligada ao avanço da carne com sustentabilidade. Mato Grosso já é reconhecido como uma das regiões mais avançadas do país nesse tema, e viemos entender como esse modelo funciona na prática, desde a fazenda até a chegada do produto ao mercado chinês”, afirmou a vice-presidente da CFNA, Yu Lu.
Além da carne bovina, a missão também observa a capacidade produtiva do Estado em outras commodities e avalia oportunidades de diversificação da pauta exportadora. O movimento acompanha uma estratégia mais ampla da China de garantir segurança alimentar com múltiplos fornecedores e cadeias mais previsíveis.
“A gente não está olhando apenas para a carne bovina. Mato Grosso tem força também em soja, milho e outros produtos, e isso amplia o interesse da China na região”, completou Yu Lu.
Cota para exportação
Outro ponto tratado na reunião foi a cota de exportação de carne para a China, que já apresenta alto nível de utilização nos primeiros meses do ano e gera preocupação entre produtores brasileiros. A cota do Brasil é de embarque de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina por ano. De janeiro a março, o país já usou 46% da cota. Apenas Mato Grosso exportou para a China no ano passado 978,4 mil toneladas.
Apesar disso, a avaliação da delegação chinesa é de continuidade nas compras, com possibilidade de ajustes futuros no modelo. Yu Lu explicou que existe um mecanismo de controle de volume, mas também há espaço para estudos e ajustes que permitam ampliar esse mercado ao longo dos próximos anos.
Do lado do Governo de Mato Grosso, o discurso foi de reposicionamento estratégico. O Estado quer consolidar uma imagem de fornecedor confiável em um mercado cada vez mais exigente.
“Mato Grosso não quer ser apenas um grande produtor. Queremos ser reconhecidos pela qualidade, pela sustentabilidade e pela rastreabilidade da nossa produção. É isso que garante acesso a mercado e competitividade no longo prazo”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.
A leitura do Governo é de que essa agenda representa uma mudança de patamar na relação comercial com a China, especialmente pela presença direta da CFNA, que atua como elo entre o governo chinês e o setor produtivo e tem influência sobre regras de acesso ao mercado.
“Essa agenda mostra que Mato Grosso está sendo observado não só pelo volume que produz, mas pela forma como produz. A rastreabilidade e as boas práticas comerciais são diferenciais que colocam o estado em outro nível nas negociações internacionais”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman.
A estratégia também passa por agregar valor à produção local e ampliar a participação do estado em etapas mais qualificadas da cadeia, incluindo industrialização e atração de investimentos estrangeiros.
“Mato Grosso já é essencial para a segurança alimentar chinesa porque entrega escala, regularidade e segurança. O próximo passo é avançar em valor agregado, industrialização e integração dessa cadeia com o mercado chinês”, destacou o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.
Ganho para cadeia produtiva
Entre os avanços discutidos, está a possibilidade de ampliar a pauta exportadora com a inclusão de miúdos bovinos (fígado, rins, língua, coração, dentre outros), que ainda não fazem parte da cota padrão chinesa, hoje concentrada na carcaça bovina. A medida pode representar ganho imediato de valor para a cadeia produtiva.
A agenda da missão segue nos próximos dias com visitas técnicas a frigoríficos e associações do setor, nesta terça-feira (5), além de um workshop técnico no dia 6 de maio, organizado com o Imac, para aprofundar discussões sobre sustentabilidade, rastreabilidade e oportunidades comerciais.
Débora Siqueira | Assessoria/Sedec
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Paróquia São Francisco de Assis realiza semana especial de fé e celebrações em Aripuanã

Imagem Ilustrativa
A Paróquia São Francisco de Assis iniciou, nesta semana, uma programação especial de celebrações religiosas em Aripuanã, reunindo fiéis das comunidades urbanas e rurais em momentos de oração, reflexão e fortalecimento da fé. As atividades seguem até o próximo domingo, 10 de maio, data em que se celebra o Dia das Mães.
A programação é conduzida pelo pároco, padre Pedro, com a participação de padres convidados e lideranças comunitárias. Segundo a organização, a iniciativa tem como objetivo principal promover a união da comunidade católica, incentivar a vivência espiritual e reforçar o compromisso com a missão evangelizadora da Igreja.
Durante toda a semana, os fiéis poderão participar de missas diárias, momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento, atendimento de confissões, bênção dos enfermos e celebrações realizadas também nas comunidades, garantindo maior acesso à programação religiosa.
A agenda teve início na segunda-feira (4) com Santa Missa na matriz e o tradicional Terço das Mães que Oram pelos Filhos. Ao longo dos dias, as celebrações seguem com missas em diferentes horários e locais, incluindo comunidades como Santa Catarina, Cristo Rei, Nossa Senhora do Rosário e Rainha do Brasil, além de atividades no Colégio São Gonçalo.
Um dos destaques da programação acontece na quinta-feira (8), com a adoração ao Santíssimo Sacramento e confissões ao longo da tarde, proporcionando aos fiéis um momento mais profundo de espiritualidade e reconciliação.
O encerramento será no domingo (10), com duas celebrações especiais na Igreja Matriz, às 7h e às 10h, em homenagem ao Dia das Mães. A data também será marcada por mensagens de fé e reconhecimento à importância das mães na construção das famílias e da comunidade.
A Paróquia reforça o convite para que toda a população participe das atividades. “É um momento de renovar a fé, fortalecer os laços comunitários e celebrar o amor e a dedicação das mães, que são sinal de amor, força e fé”, destacou a organização.
A programação é aberta a toda a comunidade, e a orientação é que os fiéis participem e levem suas famílias, vivenciando juntos essa semana especial de espiritualidade em Aripuanã.
Fonte: TOP NEWS
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Governo avalia nova investigação sobre importação de leite e produtora nacional reage com apreensão

Assesoria
Setor leiteiro tenta reação a importações baratas vindas do Mercosul
O governo federal retomou o debate sobre a possibilidade de instaurar uma investigação antidumping contra importações de leite em pó, principalmente oriundo dos países do Mercosul. A medida surge após pressão crescente do setor leiteiro nacional, que denuncia concorrência desleal e afirma que importações a preços reduzidos têm pressionado fortemente os produtores.
As reclamações ganharam força após dados recentes apontarem para um volume significativo de leite em pó importado, reconstituído e comercializado no país o que, segundo representantes do setor, corrói os preços pagos ao produtor, reduz as margens de lucro e coloca em risco a sustentabilidade da cadeia produtiva brasileira.
Queda no preço do litro de leite e insustentabilidade para pequenas propriedades
Nos últimos meses, produtores rurais denunciam queda expressiva no preço pago por litro de leite. Em 2025, o valor médio pago ao produtor caiu de cerca de R$ 2,64 para R$ 2,44 entre janeiro e setembro, um recuo que, em algumas regiões menos favorecidas, chegou a valores tão baixos quanto R$ 1,60 por litro.
Com esses patamares, muitos produtores afirmam que nem os custos básicos de produção estão sendo cobertos. A combinação de preços baixos e importações massivas tem elevado alertas de insolvência, endividamento e aumento de pedidos de recuperação judicial no setor, especialmente entre pequenos e médios produtores.
O que motiva a retomada da investigação e os obstáculos técnicos e legais
A solicitação de investigação partiu da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que em dezembro de 2024 formalizou pedido junto ao governo, apontando suposta prática de dumping ou seja, importações com preços inferiores aos praticados no mercado doméstico, vindas de países como Argentina e Uruguai.
Segundo técnicos da CNA, os argumentos apresentados incluem comprovação de que o leite importado chegaria com preço até 50-55% abaixo do valor nacional, inviabilizando a competitividade dos produtores brasileiros e provocando desequilíbrio estrutural no mercado.
No entanto, o processo não é simples: recentemente, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) questionou se leite em pó importado e leite fluido nacional poderiam ser considerados produtos “semelhantes” o que complicou a aplicação de medidas antidumping. A mudança nessa interpretação técnica gerou resistência e faz com que a investigação esteja sendo revisitada com cautela.
Debate político e propostas legislativas para proteger a produção nacional
No Congresso e nas assembleias estaduais, parlamentares têm apresentado projetos para restringir a importação e a comercialização de leite importado reconstituído. Um exemplo é o Projeto de Lei 5738/2025, de autoria do deputado Zé Silva (MG), que visa proibir a reconstituição de leite em pó importado para venda como leite fluido ou uso em derivados em todo o país — uma tentativa de evitar a concorrência desleal e resguardar a renda dos produtores nacionais.
Para os produtores rurais e representantes do setor, a adoção de medidas de defesa comercial é vista como fundamental para garantir a sobrevivência da produção nacional, especialmente diante de custos elevados de produção, endividamento crescente e queda no consumo interno.
Risco de desmonte do setor leiteiro brasileiro
Caso a investigação e eventual restrição às importações não avancem com rapidez, muitos produtores alertam que o Brasil pode vivenciar uma verdadeira crise estrutural na pecuária leiteira. A combinação de baixa rentabilidade, concorrência desleal e instabilidade de mercado ameaça não apenas a produção de leite mas a manutenção de comunidades rurais, empregos no campo e a oferta nacional de alimentos básicos.
By Lavínia de Sousa Peixoto Oliveira
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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