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Crédito rural: Bancada articula para derrubar restrições indevidas

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Foto: Agência FPA

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) deve atuar em pelo menos duas vias para reverter os efeitos de duas resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN). Essa norma tem causado insegurança e dúvida em produtores que pretendem tomar crédito rural, pois prevê restrições em financiamentos.

As resoluções 5.268 de 2025 e 5.193 de 2024 entraram em vigor em 1º de abril e, na prática, obrigam que instituições financeiras consultem o Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes de liberar o crédito. No entanto, produtores têm relatado que os bloqueios ocorrem mesmo em áreas regulares.

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“A questão do Prodes é uma questão correta, uma questão que não há questionamentos sobre a eficiência. O problema é que está gerando uma insegurança jurídica enorme para os produtores, porque eles estão sendo embargados ou tendo anotações no seu CAR [Cadastro Ambiental Rural], sem ter prévio aviso ou direito à ampla defesa”, destacou o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), após a reunião-almoço desta terça-feira, 07.

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Ainda conforme o líder da bancada, uma das atuações da FPA será dentro do Congresso Nacional. Por lá, tramitam dois projetos de lei — 2.564/2025 e 205/2025. O primeiro impede que a imposição de embargo ambiental ocorra somente por meio de detecção remota de supressão de vegetação. Já o segundo aponta quais são as condicionantes ambientais que bloqueiam o acesso ao crédito rural, tendo como base o previsto no Código Florestal.

“Teve um caso que nos apresentaram hoje de um pomar de caqui de produção comercial, em que os pés têm que ser cortados e plantados novamente como acontece no café e tantas outras culturas, e que entram com uma anotação de desmatamento. E isso impede o produtor de acessar crédito”, exemplificou Lupion.

A outra via de trabalho é através é uma sensibilização do governo federal para ajustar a norma de forma que garanta o desincentivo ao desmatamento ilegal, mas não penalize produtores que estão regulares. “Nós já pedimos ao Ministério da Fazenda, ao Ministério do Planejamento e ao Banco Central para nos ouvir, para que a gente possa apresentar quais são esses desafios”, completou.

Quem também participou da reunião da FPA foi o presidente da Datagro, Plínio Nastari. Ele ressaltou o papel que o Prodes tem e trouxe mais exemplos que podem ocorrer caso as regras não sejam ajustadas.

“O Prodes faz uma varredura por imagens de satélite. O problema é que ele gera apontamentos sobre atividades usuais da atividade rural, como limpeza de pasto, supressão de pomar para outro tipo de produção ou supressão de área ocupada com eucalipto para o plantio de cafezal. Tudo isso gera apontamento. Na verdade, a intenção deveria ser controlar o desmatamento ilegal”, disse aos parlamentares.

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Conforme dados da Datagro, foram registrados 5,4 milhões de apontamentos positivos no Prodes em propriedades rurais até outubro de 2025. Especialista alertou que parte desses avisos são falso-positivos, ou seja, o Prodes detectou supressão de vegetação mas não há comprovação de essa retirada está regular ou que faz parte de uma atividade de cultivo.

Solução emergencial

A bancada também vai trabalhar para que um dos seis projetos de decreto legislativo que derrubam as resoluções seja aprovado de forma emergencial. “O que nós precisamos fazer agora nesse momento é derrubar essa resolução, porque se não vai ficar muito difícil a situação do crédito para o produtor”, destacou o 2º vice-presidente da FPA no Senado, senador Jaime Bagattoli (PL-RO), que é autor da proposta 205/2025.

Também tratando sobre o tema, o coordenador da Comissão de Endividamento Rural da FPA, deputado Lúcio Mosquini (PL-RO), explicou a intenção do projeto 2.564/2025. “O que nós queremos aqui é uma segurança jurídica como a que a multa de trânsito tem. Com a multa você é notificado, agora, no caso do Prodes essa resolução [5193] trouxe a desclassificação da operação”, disse.

Com Agência FPA

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Pivetta sanciona nova lei para fiscalização de madeira em MT

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Gerada por IA

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), sancionou a Lei Complementar n.º 843/2026, que estabelece novos procedimentos de inspeção e verificação de conformidade no transporte e comercialização de produtos de origem florestal no Estado.

A nova legislação foi publicada no Diário Oficial do Estado (Iomat) desta quinta-feira (14.05) e redefine regras de fiscalização de cargas de madeira e outros produtos florestais de origem nativa extraídos em Mato Grosso.

Conforme o texto, a inspeção e verificação de conformidade passam a ser consideradas atos formais de fiscalização e controle ambiental, destinados a verificar se a carga transportada corresponde às informações presentes na documentação fiscal e florestal obrigatória.

A lei estabelece que o transporte interestadual de produtos florestais poderá ser submetido à fiscalização volante por amostragem, utilizando critérios de risco e inteligência fiscalizatória para definir quais cargas serão inspecionadas.

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Na prática, as equipes de fiscalização poderão direcionar as abordagens prioritariamente para operações consideradas suspeitas ou que apresentem inconsistências documentais, padrões atípicos de transporte, alertas de monitoramento, reincidência ou outros parâmetros definidos posteriormente pelo Poder Executivo.

Outro trecho da nova legislação prevê que, caso seja identificada divergência relevante entre os documentos apresentados e a carga efetivamente transportada, deverá ser elaborado um laudo oficial de constatação prévia contendo informações técnicas sobre o volume total da carga, descrição dos itens verificados e demais elementos necessários para subsidiar eventual procedimento administrativo.

A norma também estabelece tratamento específico para casos em que houver divergência de espécie científica da madeira transportada, desde que a carga esteja acompanhada de documentação de origem rastreável. Nessas situações, o caso deverá passar por procedimento administrativo de averiguação relacionado ao projeto de origem do produto florestal.

Segundo a legislação, as inspeções deverão ser realizadas por servidores públicos competentes e devidamente capacitados, responsáveis pela emissão de autos de inspeção ou autos de constatação conforme cada situação.

O texto ainda deixa expresso que as alterações promovidas pela nova lei não reduzem o poder de polícia ambiental do Estado nem limitam a atuação dos órgãos fiscalizadores no controle do transporte, armazenamento e comercialização de produtos florestais.

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Mesmo com a adoção do sistema de fiscalização por amostragem, permanecem obrigatórias todas as documentações fiscais e florestais exigidas pela legislação ambiental.

A nova lei também revoga duas legislações anteriores: a Lei Complementar n.º 235/2005 e a Lei Complementar n.º 621/2019, que tratavam de normas relacionadas ao controle e fiscalização de produtos florestais em Mato Grosso.

Gislaine Morais/VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Ovinocultura avança em Mato Grosso e produtores destacam potencial da carne ovina na AGRIFAM

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Fotos: Matheus Guimarães

 

A ovinocultura vem conquistando espaço no campo mato-grossense e foi um dos destaques da AGRIFAM, realizada anexa à ExpoVG. Produtores, técnicos e representantes do setor participaram de debates e apresentações voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva de ovinos no Estado, destacando o potencial econômico da carne ovina e as oportunidades para pequenos produtores rurais.

Presidente da Ovinomat, Cássio Carollo destacou que a demanda pela carne ovina cresce de forma acelerada, tanto em Mato Grosso quanto em grandes mercados consumidores do país.

Segundo ele, atualmente há espaço para ampliação da produção e comercialização, principalmente devido ao alto valor agregado da carne e ao interesse crescente dos consumidores.

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“A carne ovina tem uma demanda muito grande. Se você tiver três toneladas vende, se tiver dez toneladas também vende. Existe mercado não só em Mato Grosso, mas principalmente em São Paulo e em outras regiões do Brasil”, afirmou.

Para fortalecer o setor, a entidade vem articulando ações junto a frigoríficos, órgãos técnicos e instituições parceiras, buscando estruturar toda a cadeia produtiva, desde a criação até a comercialização da carne.

Entre os parceiros envolvidos estão secretarias municipais, Empaer, Sebrae, Famato e Senar, que integram um comitê criado para oferecer suporte técnico e estratégico aos produtores.

Cássio explicou ainda que uma das metas é facilitar a logística para os pequenos criadores, especialmente aqueles localizados em comunidades rurais e assentamentos.

A proposta prevê a utilização de caminhões específicos para coleta dos animais, além da implantação de identificação eletrônica por chip, permitindo rastreabilidade e melhor organização da produção.

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“O pequeno produtor precisa ter segurança para produzir. Ele precisa saber onde vai vender, receber um preço justo e ter rentabilidade. Além disso, é necessário conhecimento técnico sobre manejo, nutrição, vacinação e cuidados com os animais”, ressaltou.

Outro avanço citado pelo presidente da Ovinomat é a criação de uma plataforma digital que permitirá aos produtores negociarem diretamente da propriedade, além de acessar compras coletivas de insumos e vacinas com preços reduzidos.

A participação gratuita dos produtores na AGRIFAM também foi destacada como incentivo importante para aproximar o setor rural das novas tecnologias e oportunidades de mercado.

Conhecimento e manejo fortalecem produção

Entre os participantes da AGRIFAM esteve o produtor rural Marco Joeli, proprietário de uma criação de ovinos em Campo Verde, próximo à Serra de São Vicente.

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Ele conta que decidiu investir na atividade para dar continuidade ao trabalho iniciado pelo sogro e, desde então, vem buscando capacitação constante para aprimorar a produção.

“A ovinocultura exige cuidados diferentes. Os animais são mais sensíveis que o gado e tudo envolve técnica e manejo. Participar de eventos como esse agrega muito conhecimento”, destacou.

Marco também participou de cursos especializados em cortes de carne ovina e afirma que a qualidade da carne surpreende consumidores.

“O ovino possui praticamente os mesmos cortes do bovino. O segredo está em saber fazer o corte correto. Além disso, a carne é muito saborosa”, comentou.

Na propriedade, ele investe em reprodutores da raça Poll Dorset, conhecida pelo rápido ganho de peso, qualidade premium de carcaça e excelente desempenho em cruzamentos industriais.

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Segundo o produtor, a genética da raça contribui para a produção de cordeiros mais precoces, vigorosos e com melhor qualidade comercial, fortalecendo ainda mais o potencial da ovinocultura em Mato Grosso.

SECOMVG

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Informações sobre todas as obras públicas da Sinfra estão disponíveis em site

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 Sinfra-MT

 

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) disponibiliza em seu site informações sobre todas as obras públicas contratadas pelo órgão. As informações estão disponíveis em painéis que fazem parte do sistema Sinfralog, desenvolvido pela pasta.

As ferramentas permitem que qualquer cidadão possa acompanhar os dados atualizados sobre os investimentos do Governo do Estado. No painel de obras, é possível ver a localização das obras no mapa. Cada tipo de obra tem uma cor diferente e aquelas de maior valor são representadas por bolhas maiores. É possível aplicar diversos filtros para encontrar as obras que são realizadas em cada município, a empresa responsável pela obra, ou se o contrato ainda está vigente, foi encerrado ou rescindido. Também é possível escolher um contrato específico.

Ao clicar sobre uma obra são mostradas informações sobre o andamento, incluindo a porcentagem de execução, o valor do contrato, a data prevista para finalização. Também é possível ver fotos da execução da obra, que são atualizadas diariamente, no caso daquelas que ainda estão em andamento.

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Também há um painel de contratos, com informações mais gerenciais sobre as obras, mas também com dados sobre execução e fotos atualizadas. O objetivo é que o painel seja intuitivo, permitindo que o cidadão possa encontrar os dados de forma simples.

O sistema foi desenvolvido pela Unidade de Gerenciamento de Projetos (Unigep) da Sinfra-MT. Ele pode ser acessado aqui: https://www.sinfralog.mt.gov.br/

Além disso, está disponível no site da Sinfra-MT a Central Infra, que tem mapas e painéis interativos sobre a infraestrutura de transporte em Mato Grosso. Isso inclui a localização de todas as pontes do Estado, cruzamento com dados socioeconômicos e de produção. Também na central estão disponíveis as imagens das câmeras de todas as obras com videomonitoramento do Estado.

Guilherme Blatt | Sinfra-MT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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