Agronegócio
Dólar próximo de R$ 5,06 reduz competitividade do arroz brasileiro e trava mercado interno

Foto: Paulo Rossi
O mercado brasileiro de arroz segue operando com baixa liquidez, em um cenário marcado pelo desalinhamento entre a oferta disponível e a disposição de venda por parte dos produtores. Mesmo com o avanço da colheita, o ritmo de negociações permanece reduzido, refletindo uma postura mais cautelosa no campo.
Produtores seguram estoques e limitam negócios
De acordo com análise de Safras & Mercado, os produtores seguem adotando uma estratégia defensiva, mantendo o produto estocado diante de preços considerados insuficientes para cobrir os custos de produção.
Esse comportamento reduz significativamente o volume de negociações no mercado spot, contribuindo para a sustentação das cotações, ainda que de forma artificial. Como resultado, o mercado apresenta baixa fluidez e dificuldade na formação de preços mais consistentes.
Indústria atua com cautela e reforça baixa liquidez
Do lado da demanda, a indústria mantém uma postura conservadora, operando com compras pontuais e evitando a formação de estoques mais longos.
Essa atuação “da mão para a boca” limita ainda mais a profundidade do mercado, criando um ambiente de pouca referência real de preços. Sem maior agressividade nas aquisições, o ritmo de negócios segue travado.
Câmbio elevado prejudica competitividade do arroz brasileiro
A valorização do dólar, próximo de R$ 5,06, tem impactado diretamente a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional.
A paridade de exportação apresenta deterioração, comprimindo margens e reduzindo a atratividade do produto brasileiro no mercado FOB. Com isso, o spread internacional se estreita, limitando oportunidades de arbitragem e impondo um limite para a valorização das cotações internas.
Na prática, a exportação deixa de cumprir seu papel como importante canal de escoamento da produção.
Demanda externa enfraquece e reduz equilíbrio do mercado
Com menor competitividade, a demanda internacional pelo arroz brasileiro também perde força.
Compradores externos adotam uma postura mais cautelosa, aguardando melhores condições de preço ou recuos no mercado interno. A ausência de um fluxo relevante de exportações retira um dos principais mecanismos de equilíbrio do setor.
Margens da indústria seguem pressionadas
A indústria enfrenta margens comprimidas, o que limita sua capacidade de pagamento e reforça a disciplina na originação do produto.
Esse cenário contribui para o travamento do mercado: enquanto os produtores resistem em vender, a indústria evita ampliar suas compras, mantendo o ritmo lento de negociações.
Preço do arroz apresenta leve alta semanal
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos de arroz (com 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista) foi cotada a R$ 62,66 na quinta-feira.
O valor representa alta de 0,27% em relação à semana anterior e avanço de 11,58% na comparação mensal. Apesar disso, no comparativo com 2025, o preço ainda acumula queda de 18,92%, refletindo os desafios enfrentados pelo setor ao longo do período.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
17ª Parecis SuperAgro começa em Campo Novo do Parecis e destaca força econômica do maior chapadão agricultável do mundo

Divulgação/Plenário MT
Teve início na manhã desta terça-feira (14) a feira do maior chapadão agricultável do mundo, a 17ª Parecis SuperAgro. Com o tema “Território de Gigantes”, esta edição reforça a importância estratégica da feira de negócios e tecnologia agrícola, considerada uma referência em força política e econômica do Estado.
O presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e coordenador-geral da feira, Antônio Brolio, destaca que a feira é uma oportunidade de bons negócios, além de reunir mais de 100 marcas expostas. “Os participantes da Parecis SuperAgro vão ter acesso a palestras técnicas, análises econômicas e políticas, e uma gama de serviços, produtos e inovações tecnológicas durante a feira”, enfatiza.
Com a presença de diversas autoridades, a solenidade de abertura da feira contou com a participação do governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta. “É uma honra participar desta feira tão importante como governador de Mato Grosso. Estamos assistindo a um período de dificuldade no setor da agricultura, e o governo do Estado tem a obrigação de captar o sentimento da sociedade como um todo e do segmento que sustenta a economia do Estado. Por isso, venho reafirmar o compromisso de continuar servindo o povo mato-grossense com excelência”.
O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Sebastião Tomain, enfatizou que a “Parecis SuperAgro é uma feira muito importante para Mato Grosso. Esta é uma região nobre para a produção da agricultura e pecuária. A feira é a oportunidade para o produtor ver novas soluções e inovações, levando possibilidades de um planejamento melhor para dentro de suas fazendas. E temos orgulho de participar da feira por meio do Senar, que conta com mais de 200 cursos disponíveis para a formação no campo”, ressaltou.
Já o prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, destacou a importância da feira para o município, considerado estratégico para as rotas de escoamento do agronegócio. “Temos uma produção diversificada, com a industrialização crescendo e a consolidação de outras frentes, como biocombustíveis e pecuária de precisão com confinamento. Somos uma terra de gigantes e, por isso, todos os expositores que acreditaram mais uma vez na feira merecem todo o respeito e o desejo de ótimos negócios”.
Quem também marcou presença na solenidade de abertura da feira foi o ex-governador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi. “Esta é uma feira que tem muitos anos e que sempre traz novidades, onde os produtores se reúnem e conhecem, na prática, as inovações. Os produtores devem aproveitar esse momento e fazer bons negócios”.
Também participaram da solenidade de abertura o deputado estadual Chico Guarnieri, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, o ex-presidente da Aprosoja, Antônio Galvan, além de demais autoridades políticas da região, produtores rurais, empresários e sociedade em geral.
Programação reúne palestras técnicas, análises e grandes nomes do agro
Entre os destaques da programação desta edição estão a palestra de abertura com o ex-procurador da República Deltan Dallagnol, com o tema “A Defesa do Agro na Política, na Justiça e na Mídia: as Narrativas e a Verdade”. Outro nome de peso é o climatologista Luiz Carlos Molion, que falará sobre perspectivas climáticas para 2026 e tendências para os próximos 10 anos, tema considerado estratégico para o planejamento das próximas safras.
A programação também inclui palestra promovida pela Aprosoja-MT com o jornalista e escritor Leandro Narloch, que trará o tema “5 Mitos Sobre o Brasil”, além de palestras técnicas voltadas ao setor produtivo e aos desafios do campo, como reforma tributária no agronegócio, crédito rural e entraves socioambientais, cobrança pelo uso da água e análises de safra com especialistas do IMEA.
A feira ainda contará com palestras voltadas a pequenos negócios, empreendedorismo rural e gestão no campo, além da entrega do Troféu Armando Brólio e da palestra de encerramento com o empresário Geraldo Rufino, com o tema “O Catador de Sonhos”. Além disso, a programação inclui leilões e atrações especiais, como a presença VIP do perfil Primos Agro.
17ª Parecis SuperAgro
A Parecis SuperAgro é uma realização do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e conta com o patrocínio da Aprosoja-MT, Senar-MT, Aster (Concessionária JD), Sicoob Credisul e Sicredi, além do apoio da Prefeitura de Campo Novo do Parecis e da Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis.
Plenário MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Exportações de carne bovina de MT crescem 74% no 1º trimestre de 2026

Divulgação
As exportações de carne bovina de Mato Grosso cresceram 74% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, e somaram US$ 1,136 bilhão. Os dados foram compilados pelo DataHub da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), com base nos números da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os resultados reforçam o protagonismo de Mato Grosso no comércio internacional de proteína animal.
A China seguiu como principal destino da produção mato-grossense. O país comprou US$ 550,83 milhões, valor que representa 48,5% de toda a carne bovina exportada pelo Estado nos três primeiros meses do ano. O volume comprado pelos chineses também mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2025, quando as aquisições totalizaram US$ 273,30 milhões.
Na segunda posição, os Estados Unidos mantiveram o posto, mesmo com a sobretaxação de 50%, o chamado tarifaço, imposto ao produto brasileiro. As compras norte-americanas passaram de US$ 52,06 milhões para US$ 105,89 milhões, o equivalente a 9,3% do total exportado no trimestre.
Principais mercados
Chile, com US$ 69,40 milhões, Rússia, com US$ 63,67 milhões, e Emirados Árabes Unidos, com US$ 36,01 milhões, completam a lista dos cinco maiores compradores da carne bovina de Mato Grosso.
Juntos, esses cinco destinos concentraram 72,7% de todo o valor exportado pelo Estado no primeiro trimestre de 2026.
| Posição | País | Valor exportado |
|---|---|---|
| 1º | China | US$ 550,83 milhões |
| 2º | Estados Unidos | US$ 105,89 milhões |
| 3º | Chile | US$ 69,40 milhões |
| 4º | Rússia | US$ 63,67 milhões |
| 5º | Emirados Árabes Unidos | US$ 36,01 milhões |
Entre os movimentos mais expressivos do período, os Emirados Árabes Unidos ganharam destaque. O país saiu da 15ª posição no primeiro trimestre de 2025 para o 5º lugar em 2026.
Além disso, as compras triplicaram. O volume passou de US$ 11 milhões para US$ 36 milhões, o que representa alta de 222,4%.
Diversificação de destinos
O resultado sinaliza o avanço das relações comerciais com o Oriente Médio. Essa tendência também apareceu no crescimento de Israel e dos Países Baixos entre os principais destinos da carne bovina mato-grossense.
Na sequência do ranking, aparecem ainda Egito, Israel, Itália, Países Baixos e Arábia Saudita, formando um portfólio diversificado de mercados consumidores.
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, os números confirmam que a estratégia de internacionalização do agronegócio mato-grossense segue no caminho certo, com avanço em volume e também em diversidade de destinos.
“Crescer 74% nas exportações de carne bovina em um único trimestre é um resultado expressivo, mas o que mais chama atenção é a qualidade desse crescimento. Estamos ampliando mercados, como vimos com os Emirados Árabes Unidos e, ao mesmo tempo, consolidando as relações com quem já compra do nosso estado. Essa combinação é justamente o que buscamos com a nossa estratégia de diversificação comercial”, afirmou.
24HMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Cotações Agropecuárias: Importações de cebola avançam, mas chuvas na Argentina podem afetar oferta

Imagem: Freepik
Em março, as importações brasileiras de cebola somaram pouco mais de 23 mil toneladas, alta de 22,5% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
Segundo a equipe de hortifrúti do Cepea, embora o volume atual ainda seja consideravelmente baixo, a expectativa é de crescimento a partir deste mês, período em que tanto a oferta nacional quanto a qualidade dos produtos começam a diminuir.
Produtor rural convive com apagões e prejuízos
Recentemente, o mercado brasileiro foi abastecido principalmente pela Argentina (73%) e pelo Chile (27%). Contudo, segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, no curto prazo, esse cenário deve mudar devido às fortes chuvas na Argentina, a principal região produtora que exporta os produtos ao Brasil.
Alagamentos no país vizinho comprometeram tanto o volume quanto a qualidade das colheitas prontas para exportação.
Assim, os produtores e exportadores chilenos podem se beneficiar deste panorama, reforçando a representatividade que o país tem ganhado na entrada do Brasil com o passar dos anos.
TRIGO/CEPEA: Oferta restrita e demanda ativa mantêm preço em alta no BR
No mercado brasileiro, os preços do trigo continuam subindo, mesmo diante da retração das cotações externas e da desvalorização do dólar frente ao Real.
Segundo o Cepea, esse movimento de alta interna é impulsionado, principalmente, pela necessidade de reposição de estoques dos compradores e pela baixa disponibilidade no mercado spot durante a entressafra.
Além disso, a postura retraída dos vendedores, que priorizam os trabalhos da safra de verão, reforça o avanço dos preços. No mercado externo, as cotações futuras recuaram nas bolsas norte-americanas, influenciadas pelo aumento dos estoques globais e pelas recentes chuvas nas Grandes Planícies do sul dos Estados Unidos.
Em relação aos derivados, de acordo com o Cepea, os preços do farelo de trigo recuaram na última semana, pressionados pelo aumento da oferta e pela menor demanda, com consumidores já abastecidos ou optando por substitutos na ração animal.
Em sentido oposto, os preços das farinhas avançaram, refletindo o encarecimento da matéria-prima e a necessidade de reposição. Moinhos também relatam dificuldades logísticas, com restrições no transporte decorrentes da colheita da soja, conforme aponta o Centro de Pesquisas.
Com Cepea
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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