Agronegócio
17ª Parecis SuperAgro começa em Campo Novo do Parecis e destaca força econômica do maior chapadão agricultável do mundo

Divulgação/Plenário MT
Teve início na manhã desta terça-feira (14) a feira do maior chapadão agricultável do mundo, a 17ª Parecis SuperAgro. Com o tema “Território de Gigantes”, esta edição reforça a importância estratégica da feira de negócios e tecnologia agrícola, considerada uma referência em força política e econômica do Estado.
O presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e coordenador-geral da feira, Antônio Brolio, destaca que a feira é uma oportunidade de bons negócios, além de reunir mais de 100 marcas expostas. “Os participantes da Parecis SuperAgro vão ter acesso a palestras técnicas, análises econômicas e políticas, e uma gama de serviços, produtos e inovações tecnológicas durante a feira”, enfatiza.
Com a presença de diversas autoridades, a solenidade de abertura da feira contou com a participação do governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta. “É uma honra participar desta feira tão importante como governador de Mato Grosso. Estamos assistindo a um período de dificuldade no setor da agricultura, e o governo do Estado tem a obrigação de captar o sentimento da sociedade como um todo e do segmento que sustenta a economia do Estado. Por isso, venho reafirmar o compromisso de continuar servindo o povo mato-grossense com excelência”.
O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Sebastião Tomain, enfatizou que a “Parecis SuperAgro é uma feira muito importante para Mato Grosso. Esta é uma região nobre para a produção da agricultura e pecuária. A feira é a oportunidade para o produtor ver novas soluções e inovações, levando possibilidades de um planejamento melhor para dentro de suas fazendas. E temos orgulho de participar da feira por meio do Senar, que conta com mais de 200 cursos disponíveis para a formação no campo”, ressaltou.
Já o prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, destacou a importância da feira para o município, considerado estratégico para as rotas de escoamento do agronegócio. “Temos uma produção diversificada, com a industrialização crescendo e a consolidação de outras frentes, como biocombustíveis e pecuária de precisão com confinamento. Somos uma terra de gigantes e, por isso, todos os expositores que acreditaram mais uma vez na feira merecem todo o respeito e o desejo de ótimos negócios”.
Quem também marcou presença na solenidade de abertura da feira foi o ex-governador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi. “Esta é uma feira que tem muitos anos e que sempre traz novidades, onde os produtores se reúnem e conhecem, na prática, as inovações. Os produtores devem aproveitar esse momento e fazer bons negócios”.
Também participaram da solenidade de abertura o deputado estadual Chico Guarnieri, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, o ex-presidente da Aprosoja, Antônio Galvan, além de demais autoridades políticas da região, produtores rurais, empresários e sociedade em geral.
Programação reúne palestras técnicas, análises e grandes nomes do agro
Entre os destaques da programação desta edição estão a palestra de abertura com o ex-procurador da República Deltan Dallagnol, com o tema “A Defesa do Agro na Política, na Justiça e na Mídia: as Narrativas e a Verdade”. Outro nome de peso é o climatologista Luiz Carlos Molion, que falará sobre perspectivas climáticas para 2026 e tendências para os próximos 10 anos, tema considerado estratégico para o planejamento das próximas safras.
A programação também inclui palestra promovida pela Aprosoja-MT com o jornalista e escritor Leandro Narloch, que trará o tema “5 Mitos Sobre o Brasil”, além de palestras técnicas voltadas ao setor produtivo e aos desafios do campo, como reforma tributária no agronegócio, crédito rural e entraves socioambientais, cobrança pelo uso da água e análises de safra com especialistas do IMEA.
A feira ainda contará com palestras voltadas a pequenos negócios, empreendedorismo rural e gestão no campo, além da entrega do Troféu Armando Brólio e da palestra de encerramento com o empresário Geraldo Rufino, com o tema “O Catador de Sonhos”. Além disso, a programação inclui leilões e atrações especiais, como a presença VIP do perfil Primos Agro.
17ª Parecis SuperAgro
A Parecis SuperAgro é uma realização do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e conta com o patrocínio da Aprosoja-MT, Senar-MT, Aster (Concessionária JD), Sicoob Credisul e Sicredi, além do apoio da Prefeitura de Campo Novo do Parecis e da Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis.
Plenário MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Safra de inverno 2026/27 avança no RS com boas condições climáticas e redução da área de trigo

Foto: Gerson Gerloff
A safra de inverno 2026/27 começa a ganhar ritmo na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, especialmente nas áreas de solos arrozeiros, onde produtores avançam na implantação das culturas com condições consideradas favoráveis neste início de ciclo. O cenário climático registrado ao longo do outono tem contribuído para o bom estabelecimento das lavouras e para a execução dos manejos agrícolas dentro das janelas ideais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Edison Jacociunas, as últimas precipitações ocorreram no início do mês, permitindo melhora significativa nas condições de solo para a semeadura. Com a redução da umidade superficial, os produtores conseguiram realizar o plantio em profundidade adequada, fator decisivo para garantir uniformidade na emergência das plantas e maior potencial produtivo nas fases iniciais das culturas.
O período também favoreceu a realização do manejo pré-emergente para controle de plantas invasoras, prática considerada estratégica para reduzir a competição por água, luz e nutrientes durante o desenvolvimento inicial das lavouras de inverno.
Aveia apresenta excelente desenvolvimento na região
Entre os cultivos já implantados, a aveia se destaca pelo desempenho positivo nas áreas da Fronteira Oeste. As lavouras apresentam bom vigor vegetativo e vêm sendo aproveitadas em sistemas integrados de produção, especialmente por meio do pastoreio intensivo.
A integração entre agricultura e pecuária segue como alternativa importante para os produtores que utilizam solos arrozeiros durante o inverno, ampliando a rentabilidade das propriedades e otimizando o uso das áreas agrícolas no período de entressafra.
Área de trigo registra forte retração na Fronteira Oeste
Apesar das condições favoráveis para implantação, a cultura do trigo apresenta redução significativa de área cultivada nesta safra na região da Fronteira Oeste gaúcha. Ainda assim, as lavouras já semeadas encontram-se em fase de emergência, dentro da janela considerada ideal para o desenvolvimento da cultura.
O estabelecimento adequado nesta fase inicial é visto como fundamental para que as plantas avancem no ciclo produtivo com melhores condições sanitárias e maior potencial de rendimento.
A retração da área de trigo reflete fatores econômicos e estratégicos enfrentados pelos produtores, incluindo custos de produção elevados, margens pressionadas e incertezas de mercado.
Canola mantém bom potencial mesmo após geadas
As áreas cultivadas com canola também apresentam evolução satisfatória na região, mesmo após as geadas registradas na semana passada. O frio provocou impactos pontuais no desenvolvimento inicial das plantas, mas, até o momento, o cenário geral permanece positivo para a cultura.
A expectativa dos produtores é de que as condições climáticas sigam favoráveis ao longo das próximas semanas, garantindo continuidade no desenvolvimento das lavouras de inverno no Rio Grande do Sul.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Carne suína ganha competitividade histórica frente à bovina e amplia espaço no consumo brasileiro

Foto: CNA
A carne suína brasileira atingiu em maio de 2026 o maior nível de competitividade da história frente à carne bovina, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento é impulsionado principalmente pela queda nos preços da proteína suinícola no atacado, em meio à demanda doméstica enfraquecida.
Na parcial de maio, até o dia 26, o preço médio da carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo recuou 3,7% em comparação com abril, sendo negociada a R$ 8,68 por quilo. Em termos reais, considerando os valores corrigidos pelo IPCA de abril de 2026, este é o menor patamar registrado desde outubro de 2018.
De acordo com pesquisadores do Cepea, o mercado interno segue pressionado pelo consumo lento, cenário que vem predominando praticamente durante todo o ano. A menor procura pela proteína tem reduzido a sustentação dos preços no setor suinícola.
Diferença entre carne bovina e suína atinge recorde histórico
Com a retração nos preços da carne suína e a manutenção dos valores elevados da carne bovina, o diferencial entre as duas proteínas chegou a R$ 16,56 por quilo na parcial de maio, avanço de 2,1% frente ao mês anterior.
Segundo o Cepea, este é o maior diferencial da série histórica iniciada em 2004, reforçando a elevada competitividade da carne suína diante da bovina no mercado brasileiro.
O cenário favorece a migração do consumo para proteínas mais acessíveis, especialmente em um ambiente de renda pressionada e maior cautela dos consumidores nas compras de alimentos.
Carne suína também ganha espaço frente ao frango
Além da vantagem em relação à carne bovina, a proteína suína também ampliou competitividade frente à carne de frango. O diferencial de preços entre as duas proteínas caiu 23,4% de abril para maio, ficando em R$ 1,39 por quilo.
Este é o menor nível desde abril de 2022, quando a diferença era de R$ 1,15 por quilo. Conforme destacam os pesquisadores do Cepea, quanto menor a distância de preços entre as proteínas, maior tende a ser a atratividade da carne suína para o consumidor final.
Mercado acompanha comportamento da demanda interna
O desempenho da carne suína nos próximos meses deve continuar diretamente ligado à recuperação do consumo doméstico. Apesar da competitividade crescente frente às proteínas concorrentes, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à demanda enfraquecida no varejo.
Ao mesmo tempo, o cenário de preços mais acessíveis pode contribuir para estimular as vendas no mercado interno, principalmente diante da preferência crescente do consumidor por proteínas com melhor relação custo-benefício.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Frigoríficos no Cerrado falham no controle do desmatamento e 96% têm baixo compromisso socioambiental, aponta Radar Verde

Divulgação
Um novo levantamento do Radar Verde acendeu um alerta sobre a cadeia da carne bovina no Cerrado. Segundo o estudo, 96% dos frigoríficos avaliados apresentam grau muito baixo de compromisso no controle do desmatamento, evidenciando fragilidades estruturais na rastreabilidade socioambiental do setor.
A análise avaliou 225 empresas frigoríficas, responsáveis por 262 plantas industriais no bioma, e identificou um cenário de baixa transparência e limitada capacidade de monitoramento da origem do gado ao longo da cadeia produtiva.
Apenas 4% das empresas analisadas ficaram na faixa de baixo compromisso, enquanto nenhuma atingiu níveis intermediários, altos ou muito altos de conformidade ambiental.
Grandes frigoríficos lideram ranking, mas maioria não comprova controle efetivo
Entre as empresas com melhor desempenho no ranking do Radar Verde, aparecem nomes de grande relevância no setor, como Marfrig, Masterboi, Minerva, JBS, Cooperfrigu, Carnes Boi Branco, Plena Alimentos, Agra Agroindustrial de Alimentos S.A. e Frigorífico Pantanal LTDA.
Apesar disso, o estudo destaca que a maior parte do setor ainda não demonstra mecanismos robustos de controle ambiental, especialmente no que diz respeito ao rastreamento completo da cadeia de fornecimento.
De acordo com o relatório, apenas cerca de 3% das empresas avaliadas apresentaram algum nível de controle sobre fornecedores diretos. Já em relação aos fornecedores indiretos — etapa que inclui cria e recria dos animais — não foram identificadas evidências consistentes de monitoramento efetivo.
Essa lacuna é considerada crítica, já que os fornecedores indiretos representam grande parte do ciclo de vida do animal e podem estar associados a áreas com histórico de desmatamento ou irregularidades ambientais.
Baixa transparência agrava cenário e nenhuma empresa respondeu ao levantamento
Outro ponto destacado pelo estudo é a ausência de transparência ativa por parte do setor. Nenhuma das empresas avaliadas respondeu ao questionário enviado pelo Radar Verde para detalhar práticas de monitoramento e controle da cadeia de fornecimento.
Segundo o relatório, a falta de resposta não implica, por si só, irregularidades ambientais, mas reforça a dificuldade de verificação pública das práticas adotadas pelo setor frigorífico no Cerrado.
Diante disso, a avaliação foi baseada exclusivamente em fontes públicas, como políticas ambientais divulgadas, auditorias independentes, documentos oficiais e bases de dados abertas.
Cerrado opera fora do sistema robusto de controle da carne bovina
O estudo aponta que os principais mecanismos de controle socioambiental da pecuária brasileira foram historicamente desenvolvidos com foco na Amazônia, especialmente por meio de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs da Carne) e protocolos de auditoria.
No Cerrado, entretanto, não existe um acordo equivalente com força regulatória semelhante. O Protocolo de Monitoramento Voluntário de Fornecedores de Gado no Cerrado, lançado em 2024, é citado como avanço, mas ainda sem mecanismos de punição ou obrigatoriedade.
Essa diferença estrutural faz com que grande parte da cadeia produtiva da carne no bioma opere com menor nível de fiscalização e rastreabilidade em comparação à Amazônia.
Mais de 70% das fazendas do Cerrado estão fora do alcance dos sistemas de controle
A análise também evidencia uma limitação territorial significativa dos sistemas atuais de monitoramento.
O Cerrado possui 973.705 propriedades rurais com pelo menos um hectare de pastagem. Desse total, apenas 209.481 fazendas (22%) estão dentro da Amazônia Legal, onde historicamente se concentram os sistemas de rastreabilidade mais consolidados.
As outras 764.224 propriedades, equivalentes a 78% do total, estão fora dessa área e, segundo o relatório, permanecem com baixa cobertura de monitoramento efetivo por parte da indústria frigorífica.
O problema se intensifica no caso dos fornecedores indiretos, que em muitos casos não são acompanhados de forma estruturada pelos sistemas de controle existentes.
Cerrado concentra dinâmica própria de desmatamento e pressão agropecuária
O estudo também destaca que o desmatamento no Cerrado possui características distintas em relação à Amazônia. Enquanto na região amazônica o problema está frequentemente ligado a áreas públicas e conflitos fundiários, no Cerrado a conversão ocorre majoritariamente em propriedades privadas.
Outro fator relevante é o enquadramento legal da supressão de vegetação. No bioma, o Código Florestal permite a preservação de apenas 20% a 35% da vegetação nativa, dependendo da região, enquanto na Amazônia esse percentual pode chegar a 80%, o que amplia a complexidade da análise ambiental.
Segundo o levantamento, essa diferença torna insuficiente a avaliação baseada apenas em desmatamento ilegal para medir o impacto socioambiental das cadeias produtivas.
Cerrado já perdeu metade da vegetação nativa e lidera desmatamento no país
O Cerrado ocupa 23,3% do território brasileiro e já perdeu cerca de 93 milhões de hectares de vegetação nativa, o equivalente a quase metade de sua cobertura original.
Desse total, 51% foram convertidos em pastagens, 28% em áreas agrícolas e 17% em mosaicos agropecuários.
Em 2024, o bioma registrou 652.197 hectares desmatados, representando 52,5% de todo o desmatamento ocorrido no Brasil no período, consolidando-se como o principal foco de perda de vegetação nativa do país pelo segundo ano consecutivo.
O cenário reforça a pressão crescente sobre o setor pecuário e frigorífico, que passa a ser cada vez mais cobrado por rastreabilidade completa, transparência e comprovação de origem sustentável da carne bovina produzida no bioma.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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