Transporte
Polícia Civil apura fraude em licitação e cumpre 10 mandados em três cidades de MT

PJC
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (15.4), a Operação Areia Movediça para cumprimento de dez mandados judiciais nas cidades de Araguaiana, Pontal do Araguaia e Água Boa.
A investigação da Delegacia de Polícia de Araguaiana apura possíveis fraudes em procedimento licitatório e na execução de contrato administrativo da administração pública do município.
Os envolvidos são investigados pelos crimes de fraude no caráter competitivo de licitação, falsidade ideológica e uso de documento falso.
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar e cinco ordens judiciais de quebra de sigilo telemático, expedidos pelo Juízo das Garantias da Comarca de Barra do Garças. As medidas têm como objetivo a coleta de elementos probatórios para o avanço das investigações.
Investigação
As diligências iniciaram a partir do registro de boletim de ocorrência, relatando apontamentos inconsistências no processo licitatório.
Com base nas informações foi instaurado inquérito policial para apurar os fatos, bem como realizadas diligências técnicas, oitivas e análise documental.
Os indícios colhidos pelos policiais civis identificaram crimes de fraude no caráter competitivo de licitação, falsidade ideológica e uso de documento falso, relacionados ao Pregão Presencial nº 09/2025, que resultou na contratação de empresa para realização de um evento esportivo no município de Araguaiana.
De acordo com as investigações, há elementos que indicam possíveis irregularidades na fase interna do procedimento licitatório, incluindo a simulação de pesquisa de preços, utilização de orçamento sem autorização do suposto emitente e padronização suspeita de documentos apresentados por empresas distintas.
A Delegacia de Araguaiana também identificou condutas de direcionamento do certame, com possível ajuste prévio entre participantes, além de incompatibilidade temporal entre a homologação do processo e a execução contratual, sugerindo que materiais e serviços já estariam previamente disponíveis antes da conclusão formal da licitação.
Outro ponto apurado refere-se a possível sobrepreço em itens contratados, como materiais esportivos, camisetas e troféus, com valores superiores aos praticados no mercado. Há ainda indícios de inconsistências na execução financeira do contrato, especialmente quanto à destinação de recursos previstos para premiações, com divergências entre valores anunciados e aqueles efetivamente recebidos por participantes do evento.
De acordo com as investigações, há elementos que indicam possíveis irregularidades na fase interna do procedimento licitatório, incluindo a simulação de pesquisa de preços, utilização de orçamento sem autorização do suposto emitente e padronização suspeita de documentos apresentados por empresas distintas.
A Delegacia de Araguaiana também identificou condutas de direcionamento do certame, com possível ajuste prévio entre participantes, além de incompatibilidade temporal entre a homologação do processo e a execução contratual, sugerindo que materiais e serviços já estariam previamente disponíveis antes da conclusão formal da licitação.
Outro ponto apurado refere-se a possível sobrepreço em itens contratados, como materiais esportivos, camisetas e troféus, com valores superiores aos praticados no mercado. Há ainda indícios de inconsistências na execução financeira do contrato, especialmente quanto à destinação de recursos previstos para premiações, com divergências entre valores anunciados e aqueles efetivamente recebidos por participantes do evento.
Assessoria | Polícia Civil-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Amazon amplia entregas com PMEs e prevê até R$ 30 mil anuais por parceiro
A Amazon amplia no Brasil o uso do Amazon Hub Delivery, programa que integra pequenas e médias empresas (PMEs) à sua operação logística e projeta gerar mais de R$ 300 milhões por ano em receita adicional para os negócios parceiros.
A iniciativa permite que estabelecimentos como minimercados, papelarias, floriculturas, oficinas, cafeterias, salões de beleza e lojas de celular realizem entregas de pacotes em suas próprias regiões. A estimativa é de que cada PME participante possa obter até R$ 30 mil por ano, conforme o volume de entregas.
“Com o Amazon Hub, funcionários dos estabelecimentos realizam entregas nos horários em que há menor movimento em seus negócios. Por exemplo, o dono de um salão de cabeleireiro, com maior fluxo de clientes pela manhã e à noite, pode usar o programa para preencher os horários vagos durante a tarde. Quando crescemos com as comunidades onde operamos, criamos um ciclo virtuoso de desenvolvimento que beneficia a todos”, afirma Marcio Neves, líder de Transportes da Amazon Brasil.
Os pacotes são disponibilizados diariamente, e os estabelecimentos definem a quantidade que conseguem processar, com flexibilidade de horários e possibilidade de atuação ao longo da semana.
Em operação no País desde 2024, o programa já está presente em 10 Estados e tem contribuído para a redução dos prazos de entrega, que podem cair de até cinco dias para até um dia em determinadas regiões.
A expansão inclui o credenciamento de novos parceiros em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Goiânia e João Pessoa. Para participar, é necessário documentação regularizada e espaço seguro para guardar temporariamente os pedidos diários. As inscrições para o Amazon Hub Delivery podem ser realizadas através do site.
Imagem: Divulgação
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Transporte
Governo nega suspensão imediata de multas de evasão no sistema free flow
O Ministério dos Transportes afirmou nesta segunda-feira, 30, que as multas relacionadas ao sistema de pedágio eletrônico (free flow) não estão suspensas no momento. Segundo a pasta, a medida só entraria em vigor depois da emissão de parecer da Consultoria Jurídica (Conjur) e eventual publicação do ato normativo no Diário Oficial da União.
“A possibilidade de interrupção das penalidades relacionadas ao sistema de pedágio eletrônico integra a proposta que, atualmente, está em análise pela Conjur, para emissão de parecer. Até a conclusão desse processo e eventual publicação de ato normativo, não há decisão vigente que determine a suspensão das multas”, afirmou o ministério.
Nos últimos dias tem ganhado força as informações de que o governo federal planeja suspender cerca de 3 milhões de multas de trânsito emitidas em decorrência de evasão de free flow em rodovias federais e estaduais. O entendimento de integrantes do Executivo é que as multas são “abusivas” e favorecem as empresas que administram as rotas.
No domingo, 29, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), confirmou a informação por meio de seu perfil no X.
Os pedágios free flow são um sistema de cobrança automática em rodovias que elimina as praças físicas tradicionais. Em vez de parar o carro para pagar, o veículo passa por uma estrutura com sensores e câmeras que identificam a placa ou um dispositivo de cobrança eletrônica (tag). O valor do pedágio é cobrado depois, de forma automática.
A penalidade por evasão de pedágio no Brasil custa R$ 195,23, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e é considerada uma infração grave. Além do valor financeiro, o condutor recebe 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O sistema já opera em alguns trechos de rodovias brasileiras, principalmente em projetos recentes de concessão. Entre os principais exemplos estão a BR-101 (Rio-Santos), que foi o projeto piloto, e a BR-116, entre São Paulo e Rio de Janeiro. Em âmbito estadual, há pórticos em vias como a SP-333 e a SP-99, além de rodovias no Rio Grande do Sul, como a ERS-122.
Com informação do Estadão de Conteúdo (João Caires).
Imagem: Shutterstock
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Transporte
DHL coloca Brasil no centro das rotas globais e projeta crescimento de até 30% nas cargas
A DHL Global Forwarding, divisão da DHL especializada no agenciamento de cargas, está implementando um modelo de hubs no Brasil. Os aeroportos de Guarulhos e Viracopos, ambos no Estado de São Paulo, passam a servir como gateways estratégicos para a companhia, e o País atua como centro de distribuição de cargas entre Ásia, Europa e Américas.
Historicamente, cargas vindas da Ásia ou da Europa com destino aos países do Cone Sul costumavam ser enviadas via Miami, nos Estados Unidos, a partir de onde eram redistribuídas. O novo modelo altera essa lógica, aproveitando a localização geográfica, a infraestrutura aeroportuária e conectividade aérea do Brasil.
“O Brasil está pronto para ser o protagonista logístico da região e assumir um papel cada vez mais proeminente no cenário logístico global. Temos a infraestrutura para operações complexas e uma localização que nos permite oferecer tempos de trânsito competitivos com os grandes gateways globais”, afirma Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding para o Brasil.
A expectativa é de um crescimento de até 30% no volume de cargas consolidadas até o final de 2026 com foco na inteligência de malha. Isso significa que a companhia vai ampliar o uso da vasta conectividade brasileira para abastecer mercados na América Latina com maior agilidade. O modelo já demonstra ganhos de eficiência, com metas de otimização operacional que vão de 10 a 30%.
O foco é o transporte de carga geral e seca, atendendo indústrias que exigem rigor técnico e velocidade, como as de Tecnologia, Automotivo, Engenharia e Manufatura e Óleo e Gás, segmentos que tendem a capturar os maiores ganhos de eficiência e competitividade com o novo modelo de consolidação regional.
“Ao manter a carga dentro da zona alfandegária, diferentemente do que ocorre em outros gateways globais, a DHL reduz drasticamente o manuseio e os riscos associados, fatores críticos para mercadorias de alto valor agregado. A operação torna-se mais ágil e digital com soluções que permitem gerenciar o trânsito internacional de forma segura e padronizada”, diz a empresa, em nota.
Para o mercado, o principal atrativo é a competitividade tarifária. “O Brasil tem uma frequência aérea superior a 600 voos internacionais mensais, o que nos permite otimizar rotas”, explica André Maluf, diretor de Produto Aéreo da companhia.
Imagem: Divulgação
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