Economia
Exportações recordes de soja sustentam receita do Brasil em meio à tensão global e alta das commodities

O mercado global da soja iniciou a semana sob forte influência de dois fatores decisivos: o recorde das exportações brasileiras e a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Enquanto o Brasil mantém liderança absoluta nos embarques da oleaginosa, os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago avançaram nesta segunda-feira (11), acompanhando a disparada do petróleo e o movimento generalizado de valorização das commodities agrícolas.
Segundo levantamento do Cepea, o desempenho das exportações brasileiras continua sendo o principal suporte da receita do setor, mesmo diante da pressão causada pela ampla oferta interna, pela queda do dólar e pelo recuo das cotações domésticas.
Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, o maior volume já registrado para o mês na série histórica da Secex. O resultado representa crescimento de 15,35% em relação a março e avanço de 9,6% frente ao mesmo período do ano passado.
A China permaneceu como principal destino da soja brasileira, ampliando suas compras em 17,6% na comparação mensal. No acumulado de janeiro a abril, os embarques nacionais alcançaram 40,24 milhões de toneladas, também um recorde para o período.
O ritmo acelerado das exportações tem ajudado a equilibrar o mercado interno e sustentado a renda do produtor, mesmo com a pressão de uma safra robusta e preços domésticos mais enfraquecidos.
Oriente Médio e petróleo elevam volatilidade global
No cenário internacional, os mercados operam sob forte volatilidade após o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O aumento das incertezas ganhou força depois de o governo iraniano rejeitar uma proposta norte-americana relacionada aos conflitos na região.
Na sequência, o ex-presidente Donald Trump criticou publicamente a resposta iraniana, reacendendo temores sobre uma possível escalada geopolítica e seus impactos sobre o fornecimento global de energia.
Com isso, os futuros do petróleo voltaram a subir com intensidade. Por volta das 7h20 (horário de Brasília), o barril do Brent avançava 2,09%, cotado a US$ 97,40, enquanto o WTI registrava alta de 2,1%, negociado a US$ 103,43.
A valorização da energia impulsionou diretamente o complexo soja. Os contratos futuros da oleaginosa subiam mais de 10 pontos na Bolsa de Chicago, levando o vencimento julho para US$ 12,20 por bushel e o agosto para US$ 12,14. O farelo de soja avançava mais de 1,4%, enquanto o óleo registrava ganhos próximos de 0,6%.
Milho, trigo e açúcar também avançam
O movimento positivo se espalhou para outras commodities agrícolas. O trigo operava com alta próxima de 1%, cotado a US$ 6,24 por bushel, enquanto o milho subia mais de 0,8%, alcançando US$ 4,75 por bushel.
O açúcar negociado em Nova York também acompanhava o avanço das commodities, sustentado pela valorização do petróleo. O cacau operava em campo positivo, enquanto café e algodão apresentavam ajustes após registrarem ganhos nas primeiras horas do pregão.
Analistas destacam que a forte correlação entre energia e commodities agrícolas voltou a ganhar força nesta semana. Com o petróleo em alta, aumentam as expectativas de maior demanda por biocombustíveis, especialmente biodiesel e etanol, favorecendo diretamente o complexo soja e o milho.
Além disso, investidores seguem atentos às condições logísticas no Oriente Médio, sobretudo na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e fertilizantes.
Mercado aguarda novo relatório do USDA
Outro fator que mantém os agentes do mercado em alerta é a expectativa pelo novo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), previsto para esta terça-feira, 12 de maio.
O documento trará as primeiras estimativas oficiais para a safra 2026/27 e poderá redefinir o comportamento dos mercados agrícolas nas próximas semanas, especialmente para soja, milho e trigo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Friboi, da JBS, abre 62 vagas em programa de formação de líderes industriais em todo o Brasil

Foto: JBS
A Friboi, pertencente à JBS, anunciou o lançamento de um novo programa voltado à formação de jovens lideranças industriais. A iniciativa, chamada Friboi Desenvolve, oferece 62 vagas distribuídas em unidades da empresa em diversas regiões do país.
As oportunidades estão disponíveis nos estados de São Paulo, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará e Rondônia. As inscrições podem ser realizadas até o dia 22 de maio de 2026 por meio do portal oficial de carreiras da companhia.
Foco em formação de lideranças no setor industrial
O programa é direcionado a profissionais com até dois anos de formação em cursos de nível superior. O objetivo é preparar talentos para assumir posições de supervisão nas áreas de produção e manutenção industrial — funções estratégicas para a operação da empresa.
A jornada de desenvolvimento terá duração total de 18 meses, sendo:
- 12 meses de atuação prática nas unidades industriais
- 6 meses em regime de supervisão compartilhada
Ao final do ciclo, os participantes poderão ser efetivados em cargos de liderança, conforme desempenho e necessidade da empresa.
Metodologia combina prática, mentoria e capacitação técnica
A estrutura do programa segue o modelo de aprendizagem 70-20-10:
- 70% do desenvolvimento ocorre na prática, com job rotation
- 20% envolve aprendizado social, com interação com equipes e lideranças
- 10% é composto por treinamentos formais e workshops
Essa abordagem busca acelerar a formação técnica e comportamental dos participantes em ambientes industriais de alta complexidade.
Áreas e perfis profissionais
Para a área de produção, o programa busca candidatos formados em:
- Engenharia (Alimentos, Produção ou Agronômica)
- Zootecnia
- Medicina Veterinária
- Gestão Industrial
Já para a área de manutenção, são elegíveis profissionais com formação em:
- Engenharia Elétrica
- Engenharia Mecânica
- Mecatrônica
- Engenharia Química
- Automação
- Manutenção Industrial
Segundo Wanderson Costa, diretor de Recursos Humanos da Friboi, a iniciativa reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento de talentos e a formação de lideranças alinhadas às demandas do setor.
Setor de alimentos impulsiona geração de empregos
O programa surge em um contexto de forte relevância do setor de proteína animal para a economia brasileira. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, a indústria de alimentos emprega cerca de 10,6 milhões de pessoas no país, o que representa aproximadamente 10,3% da força de trabalho nacional.
Diante desse cenário, iniciativas como o Friboi Desenvolve buscam preparar profissionais para atuar em um ambiente dinâmico, com alta demanda por qualificação técnica e capacidade de gestão.
Processo seletivo em várias etapas
O processo seletivo será composto por seis fases, incluindo:
- Testes online
- Avaliações técnicas voltadas à resolução de problemas industriais
- Entrevistas com lideranças locais e comitês corporativos
A expectativa da empresa é atrair jovens talentos com perfil analítico, capacidade de adaptação e interesse em construir carreira no setor industrial do agronegócio.
Oportunidade para carreira no agroindustrial
Com presença relevante no mercado global de proteína animal, a JBS reforça sua estratégia de investimento em capital humano como diferencial competitivo.
Para recém-formados que buscam ingressar em uma das maiores cadeias produtivas do agronegócio brasileiro, o programa representa uma porta de entrada estruturada para crescimento profissional e atuação em escala nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Preço dos ovos, feijão e leite dispara nos supermercados do Sudeste e pressiona inflação dos alimentos

Imagem Ilustrativa
O consumidor brasileiro voltou a sentir no bolso o avanço dos preços dos alimentos em março, especialmente nos supermercados da região Sudeste. Ovos, feijão e leite lideraram as altas do período e reforçaram a pressão sobre a inflação alimentar, segundo levantamento da empresa de tecnologia e inteligência de dados Neogrid.
De acordo com o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, os itens básicos da alimentação continuam sendo os principais responsáveis pelo aumento das despesas das famílias, mesmo diante da queda registrada em produtos como açúcar e café.
No cenário nacional, leite e feijão apresentaram as maiores elevações do mês, ambos com alta de 11,1%. O preço médio do leite passou de R$ 4,27 em fevereiro para R$ 4,75 em março, enquanto o feijão avançou de R$ 6,76 para R$ 7,51.
Os legumes também tiveram forte valorização, com aumento de 10,7%, seguidos pelos ovos, que subiram 7,1%, e pelo papel higiênico, com alta de 3,6%.
Ovos lideram alta no Sudeste
Na região Sudeste, a pressão inflacionária foi ainda mais intensa em alguns produtos da cesta básica.
Os ovos registraram a maior alta regional em março, com avanço de 14,6%. Em seguida aparecem feijão (14,2%), leite UHT (12,9%), legumes (9,5%) e papel higiênico (3,4%).
O movimento reforça a preocupação do consumidor com os custos da alimentação básica e amplia a busca por alternativas mais econômicas no varejo.
Segundo Marcelo Alves, gerente executivo de dados da Neogrid, o cenário revela uma inflação mais concentrada e regionalizada, alterando o comportamento de compra das famílias brasileiras.
“O consumidor está mais atento aos preços, comparando marcas, reduzindo volumes e ajustando a cesta de compras para equilibrar o orçamento”, destaca.
Açúcar e café aliviam parcialmente orçamento das famílias
Apesar das altas nos alimentos essenciais, alguns produtos apresentaram queda de preços em março e ajudaram a reduzir parcialmente a pressão sobre o orçamento doméstico.
As maiores retrações ocorreram no açúcar, que caiu 6,1%, passando de R$ 3,98 para R$ 3,73. O café em pó e em grãos também recuou 4,7%, seguido pela cerveja (-4,6%), farinha de trigo (-3,9%) e detergente líquido (-3,2%).
No Sudeste, os principais recuos foram observados no café (-5,5%), cerveja (-4,7%), açúcar (-4,4%), detergente líquido (-3%) e creme dental (-2,8%).
A redução nos preços do açúcar e do café ocorre após meses de forte valorização dessas commodities no mercado interno, refletindo ajustes de oferta, acomodação do consumo e oscilações do mercado internacional.
Legumes acumulam maior alta em 2026
No acumulado de 2026, entre dezembro de 2025 e março deste ano, os legumes lideram a inflação dos supermercados, com alta expressiva de 22,9%.
Na sequência aparecem feijão (18,1%), ovos (12,9%), carne bovina (6,9%) e queijos (3,9%).
Os produtos hortifrutigranjeiros continuam sendo os mais sensíveis aos efeitos climáticos, à sazonalidade e aos custos logísticos, fatores que seguem pressionando os preços no varejo brasileiro.
Consumidor deve seguir cauteloso nos próximos meses
A expectativa da Neogrid é de manutenção do atual cenário nos próximos meses, principalmente para alimentos in natura e categorias mais dependentes das condições climáticas.
A tendência é que hortifrutis continuem pressionados, enquanto produtos industrializados devem apresentar comportamento mais estável.
Para o agronegócio, o cenário reforça a importância do monitoramento dos custos de produção, logística e oferta agrícola, especialmente em cadeias ligadas à proteína animal, leite e hortaliças, que seguem entre os principais motores da inflação alimentar no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Safra recorde de grãos impulsiona empregos no agronegócio e amplia demanda por profissionais qualificados

Divulgação
Produção histórica aquece mercado de trabalho no agro
O agronegócio brasileiro vive um momento de forte expansão, impulsionado pela safra recorde de grãos 2025/26. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, a produção deve alcançar 356,3 milhões de toneladas, consolidando o maior volume já registrado no país.
A soja lidera o crescimento, com estimativa de 177,6 milhões de toneladas, seguida pelo milho, que deve atingir cerca de 118 milhões de toneladas. Esse avanço produtivo, aliado à modernização tecnológica no campo, tem reflexo direto no mercado de trabalho, ampliando a demanda por profissionais em diversas áreas.
Digitalização e expansão elevam procura por mão de obra qualificada
Com o agro cada vez mais conectado e eficiente, empresas do setor intensificam a busca por talentos, especialmente em tecnologia da informação, logística, operações industriais e atendimento ao cliente.
A transformação digital no campo abre espaço não apenas para funções tradicionais, mas também para novas carreiras ligadas à inovação, análise de dados e desenvolvimento de soluções digitais. O cenário é considerado estratégico para profissionais em busca de recolocação ou crescimento na carreira.
Empresas ampliam contratações em diferentes regiões
Entre as companhias com vagas abertas, destaca-se a Yanmar, multinacional japonesa do setor de máquinas compactas para agricultura e construção. A empresa disponibiliza oportunidades em Indaiatuba (SP), incluindo posições como assistente financeiro júnior, estagiário(a) financeiro, analista de vendas e analista de qualidade, além de banco de talentos para pessoas com deficiência (PCD).
Outra empresa em expansão é a Orbia, que atua como uma plataforma digital integrada no agro, conectando mais de 284 mil usuários no Brasil e no México. As vagas estão concentradas em São Paulo (SP), com modelo de trabalho híbrido, e incluem cargos como engenheiro(a) de confiabilidade de site (SRE) sênior, coordenador(a) de dados, product designer e especialista fiscal.
Oportunidades refletem novo perfil do agro brasileiro
O atual ciclo de crescimento do agronegócio evidencia uma mudança estrutural no setor, que passa a demandar profissionais com perfil multidisciplinar e habilidades digitais.
Além da força produtiva no campo, o agro brasileiro se consolida como um ambiente cada vez mais tecnológico e dinâmico, oferecendo oportunidades tanto para especialistas técnicos quanto para profissionais ligados à inovação.
Resumo do cenário
- Safra recorde: 356,3 milhões de toneladas previstas
- Destaques: soja (177,6 mi t) e milho (118 mi t)
- Empregos: crescimento da demanda em tecnologia, logística e indústria
- Empresas: vagas abertas em multinacionais e plataformas digitais
- Tendência: agro mais digital, conectado e gerador de oportunidades
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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