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Agronegócio

Mercado avalia impactos da produção de arroz

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Os dados indicam avanços expressivos nas principais regiões produtoras – Foto: USDA

A colheita do arroz irrigado no Rio Grande do Sul está praticamente encerrada e o mercado passa agora a avaliar com mais clareza o tamanho da safra e seus efeitos sobre a comercialização. As informações são de Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, com base em números divulgados pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA).

A safra 2025/26 atingiu 98,68% da área colhida no Estado, com produtividade média de 8.818 quilos por hectare. Na prática, esse desempenho projeta uma produção próxima de 7,76 milhões de toneladas de arroz em casca apenas no Rio Grande do Sul, volume considerado extremamente relevante para a formação do mercado nacional.

Os dados indicam avanços expressivos nas principais regiões produtoras. A Fronteira Oeste aparece com 98,41% da área colhida e produtividade média de 9.068 quilos por hectare, mantendo a liderança estadual em rendimento. A Zona Sul também apresenta desempenho forte, com 99,69% da colheita concluída e média de 9.033 quilos por hectare, consolidando uma safra tecnicamente excelente.

A Campanha alcançou 99,43% da área colhida, com produtividade média de 8.743 quilos por hectare. A Região Central registra 96,74% de avanço e média de 8.473 quilos por hectare. Na Planície Costeira Externa, a colheita chegou a 98,68%, com rendimento médio de 8.262 quilos por hectare, enquanto a Planície Costeira Interna atingiu 98,99%, com média de 8.890 quilos por hectare.

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Com a colheita praticamente concluída, a atenção do setor se desloca para a capacidade de escoamento interno, o ritmo das exportações e o poder financeiro da indústria e dos produtores para retenção de estoques. O desafio deixa de ser produzir bem e passa a ser comercializar bem.

Apesar do resultado técnico positivo no campo, o setor enfrenta crédito caro, custos elevados de carregamento e necessidade de maior fluidez comercial. Também será importante acompanhar o comportamento do Mercosul e da Ásia nos próximos meses, diante do aumento global dos custos de diesel, fertilizantes e financiamento agrícola. Em uma safra cheia, a falta de estratégia comercial pode ampliar a pressão sobre as margens da cadeia.

Agrolink – Leonardo Gottems

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Batata pressiona inflação e faz cesta básica quebrar recorde em Cuiabá

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Divulgação

O preço da batata disparou nos supermercados de Cuiabá e tornou-se o principal fator para o custo da cesta básica atingir o patamar recorde de R$ 896,80 na segunda semana de maio de 2026.

Sozinho, o tubérculo registrou uma escalada de 18,79% em apenas sete dias, liderando com folga a inflação dos alimentos na capital.

Segundo o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), o cenário atual reflete o impacto direto de fatores climáticos e sazonais sobre produtos sensíveis. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a batata acumulou uma alta expressiva de 38,92%.

Por que o preço da batata subiu tanto?

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A análise técnica do IPF-MT aponta que o bolso do consumidor cuiabano está sofrendo o reflexo de um duplo impacto na cadeia de abastecimento:

Fim da Colheita (Entressafra): A oferta natural do produto diminuiu devido ao encerramento dos ciclos de colheita nas principais regiões fornecedoras. Com menos mercadoria disponível no mercado atacadista, o preço sobe.

Excesso de Chuvas no Campo: Os registros de chuvas constantes nas áreas produtoras prejudicaram o trabalho de retirada do tubérculo do solo. O excesso de umidade dificulta a logística de colheita, acelera a deterioração do alimento e encarece o transporte até as gôndolas.

O impacto no orçamento familiar

Atualmente, o quilo da batata em Cuiabá está sendo comercializado pela média de R$ 8,34. Por ser um ingrediente estratégico e de consumo diário na mesa dos mato-grossenses, a oscilação heterogênea do produto anula os alívios trazidos pela queda de outros itens, como a banana.

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O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, reforça que a persistência dessas pressões inflacionárias concentradas em alimentos básicos deteriora o poder de compra das famílias, aproximando o custo total da cesta básica da marca histórica de R$ 900,00.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Menor safra 26/27 pode aliviar estoque de suco de laranja

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Fundecitrus

A safra 2026/27 de laranja do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro está projetada em 255,2 milhões de caixas de 40,8 kg, volume 13% inferior ao da temporada anterior, de acordo com a primeira estimativa do Fundecitrus divulgada neste mês. Segundo o Cepea, em termos de mercado, a redução da oferta brasileira tende a limitar parte da pressão observada sobre os estoques globais de suco de laranja ao longo da safra 2025/26.

Apesar disso, analistas do Cepea ressaltam que o potencial de recuperação das cotações internacionais dependerá menos do ajuste produtivo isoladamente e mais da capacidade de retomada da demanda nos principais mercados consumidores. Isso porque o setor entra em 2026/27 em uma conjuntura bastante distinta daquela observada durante o choque de escassez de 2024, quando a forte restrição de oferta elevou rapidamente os preços internacionais em um ambiente de estoques de suco extremamente baixos.

Ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, na atual temporada, o mercado voltou a operar com maior disponibilidade relativa de produto, recomposição parcial dos estoques globais e demanda mais cautelosa, especialmente nos mercados maduros. Nesse contexto, a sensibilidade dos preços internacionais às oscilações da oferta tende a ser menor do que a observada no período anterior.

com Assessoria

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Suinocultura registra forte queda nos preços em abril e pior desvalorização para o período desde 2002

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Imagem Ilustração

Os preços do suíno vivo encerraram abril em forte queda nas principais praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O movimento de baixa, intensificado nas últimas semanas do mês, levou a uma desvalorização histórica no acumulado de 2026, especialmente no mercado paulista.

Segundo levantamento do Cepea, na região SP-5 — que engloba Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba — o suíno vivo acumulou queda real superior a 30% na comparação entre a média de abril deste ano e a registrada em dezembro de 2025, considerando os valores deflacionados pelo IGP-DI de março de 2026. De acordo com o centro de pesquisas, trata-se da retração mais intensa já registrada para esse intervalo desde o início da série histórica, em 2002.

Apesar da forte pressão sobre os preços internos, as exportações brasileiras de carne suína seguiram em patamar elevado. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil embarcou 138,3 mil toneladas da proteína em abril, o maior volume já registrado para o mês na série iniciada em 1997. Embora o resultado represente recuo de 9,1% frente a março, quando foram exportadas 152,2 mil toneladas, houve crescimento de 8,2% em relação a abril de 2025.

No campo, a relação de troca também piorou para os produtores. Mesmo com recuos nas cotações do milho e da soja, os suinocultores paulistas perderam poder de compra diante da queda mais intensa nos preços do animal vivo. Conforme análise da equipe de grãos do Cepea, o mercado spot do milho apresentou negociações limitadas, reflexo da demanda enfraquecida e da estratégia de consumidores em priorizar o uso de estoques, realizando aquisições pontuais.

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Entre as proteínas concorrentes, abril apresentou cenários distintos. O preço do frango resfriado subiu no período, enquanto a carne bovina também registrou valorização na Grande São Paulo. Já a carcaça suína sofreu forte retração. Nesse ambiente, a carne de frango atingiu sua maior competitividade frente à bovina em quatro anos. Em relação à proteína suína, porém, o frango apresentou o pior nível de competitividade desde 2022, refletindo a forte queda dos preços da carne suína no mercado doméstico.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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