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Sanidade ganha protagonismo em novo cenário da pecuária brasileira

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Foto: Divulgação

O Dia Nacional do Boi, celebrado em 24 de abril, trouxe novamente ao centro das discussões a importância da sanidade animal para a produtividade da pecuária brasileira. Mesmo após a data, o tema segue em evidência no campo, especialmente diante das mudanças no cenário sanitário do país e da necessidade crescente de manejos preventivos mais eficientes. O Brasil abriga um dos maiores rebanhos bovinos do mundo, com 238,2 milhões de cabeças , e se destaca globalmente pela qualidade e escala de sua produção. Nesse contexto, o setor avança impulsionado por ganhos de eficiência, evolução tecnológica e pela crescente importância da sanidade animal como pilar para sustentar produtividade, competitividade e segurança alimentar.

Nesse cenário, a sanidade animal passa a ocupar um papel ainda mais estratégico dentro dos sistemas produtivos. A recente retirada da obrigatoriedade da vacinação contra a febre aftosa, embora represente um avanço no status sanitário do país, também traz novos desafios ao manejo nas propriedades. A mudança tem impactado o comportamento de parte dos pecuaristas, levando à redução de práticas regulares de manejo sanitário — o que pode comprometer indicadores produtivos e a sustentabilidade das operações.

“A sanidade sempre foi um dos pilares da pecuária eficiente, mas agora ela se torna ainda mais crítica. A retirada da vacinação contra aftosa não elimina os riscos sanitários dentro da propriedade. Pelo contrário, exige um olhar mais atento e uma rotina estruturada de manejo preventivo”, afirma Janaina Giordani, Gerente de Produto da linha de Antiparasitário da Zoetis Brasil.

Entre os principais pontos de atenção estão o controle de parasitas e a prevenção de doenças que impactam diretamente o desempenho dos animais. A vermifugação estratégica e os protocolos de vacinação continuam sendo ferramentas essenciais para garantir ganho de peso, eficiência alimentar e bem-estar animal.

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Estudos do setor indicam que infestações parasitárias podem reduzir significativamente o potencial produtivo do rebanho, afetando desde a conversão alimentar até a taxa de prenhez. Foi comprovado que os parasitas internos (vermes) e externos, causam prejuízos próximos a R$ 70 bilhões por ano no Brasil, reforçando a importância de um controle sanitário eficiente .

Uma das abordagens que vêm ganhando destaque no campo é o controle estratégico de verminoses do protocolo 5-8-11, que orienta o produtor sobre momentos-chave para a realização da vermifugação. Originalmente desenvolvido pela Zoetis e validado pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), essa abordagem recomenda a aplicação de vermífugos em três períodos-chave do ano – maio (5) com Treo Ace, agosto (8) com Cydectin e novembro (11) novamente com Treo Ace. Estudos mostram que, em propriedades que seguem esse calendário, os animais podem apresentar ganho de até 20 kg, graças à redução eficaz da carga parasitária. Com a entrada do período seco a partir de maio, este é um momento crítico para o controle parasitário, em que soluções como o endectocida Treo Ace, da Zoetis, se torna aliado importante no manejo.

“A adoção de uma rotina bem estruturada, com manejos definidos e um calendário sanitário claro ao longo do ano é fundamental para que o produtor tenha mais controle sobre os desafios sanitários e tome decisões baseadas em dados e evidências. Protocolos como o 5-8-11 entram como aliados dentro dessa estratégia, contribuindo diretamente para ganhos de produtividade e rentabilidade”, explica Janaina.

Com um dos maiores rebanhos do mundo e papel central no abastecimento global de carne bovina, o Brasil segue como referência internacional. Nesse contexto, a adoção de práticas sanitárias consistentes será determinante para sustentar o crescimento do setor e garantir sua competitividade nos próximos anos.

“A Zoetis investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento para oferecer soluções que atendam às necessidades reais do campo. Nosso foco é apoiar o produtor com ferramentas que tragam eficiência, praticidade e resultados consistentes”, complementa a porta-voz.

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Agrolink & Assessoria

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Prêmio Ernesto Illy celebra 35 anos e destaca os melhores cafeicultores do Brasil em premiação de excelência

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Assessoria

 

Prêmio Ernesto Illy completa 35 anos valorizando a cafeicultura brasileira

A cerimônia de entrega do 35º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso marcou mais um capítulo da história de uma das mais importantes premiações da cafeicultura nacional.

Ao completar 35 anos, o prêmio reafirma seu papel estratégico no incentivo à produção de cafés de alta qualidade, fortalecendo práticas sustentáveis e promovendo inovação no setor cafeeiro brasileiro.

Criado para valorizar o produtor rural e estimular a excelência na produção de café destinado ao espresso, o prêmio foi pioneiro ao adotar critérios rigorosos de qualidade aliados à sustentabilidade e rastreabilidade.

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Ao longo de mais de três décadas, a iniciativa já reconheceu milhares de cafeicultores brasileiros e ajudou a consolidar uma cultura de melhoria contínua no campo.

Minas Gerais domina premiação nacional do café

Nesta edição histórica, Minas Gerais voltou a se destacar ao conquistar os três primeiros lugares entre os 40 finalistas selecionados por uma comissão julgadora formada por especialistas nacionais e internacionais da illycaffè.

Os vencedores nacionais do prêmio foram:

  • Agro Fonte Alta — Sul de Minas
  • Raimundo Dimas Santana Filho — Matas de Minas
  • São Mateus Agropecuária — Cerrado Mineiro

Os três produtores receberam diplomas e premiação de R$ 10 mil cada, além de garantirem vaga no 11º Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, que será realizado no exterior no segundo semestre deste ano.

A classificação definitiva entre primeiro, segundo e terceiro lugar será anunciada durante a etapa internacional da premiação.

Premiação internacional fortalece café brasileiro no mundo

A relevância do Prêmio Ernesto Illy ultrapassou as fronteiras brasileiras e deu origem ao Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, que reúne os melhores cafés produzidos nos países fornecedores da illycaffè.

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O modelo se consolidou internacionalmente por valorizar qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade em toda a cadeia produtiva do café.

A iniciativa também contribui para ampliar a visibilidade do café brasileiro no mercado global de cafés especiais, segmento que segue em crescimento nos principais países consumidores.

Reconhecimento também para classificadores de café

Durante a cerimônia, também foram anunciados os vencedores regionais e os ganhadores do Prêmio Classificador do Ano.

A homenagem reconhece os profissionais responsáveis pela análise técnica e classificação das amostras, etapa considerada fundamental para garantir o elevado padrão de excelência dos cafés selecionados pela illycaffè.

Qualidade e sustentabilidade seguem como pilares da cafeicultura

O 35º Prêmio Ernesto Illy reforça a transformação da cafeicultura brasileira nas últimas décadas, marcada pela busca crescente por qualidade, eficiência produtiva e sustentabilidade.

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Com reconhecimento internacional e forte participação dos produtores mineiros, a premiação consolida sua posição como referência global na valorização do café de excelência produzido no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Vendas de sêmen bovino avançam e reforçam profissionalização do setor

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Imagem: reprodução Pensar Agro

 

A comercialização de sêmen bovino manteve ritmo elevado em 2025 e consolidou o avanço da inseminação artificial no rebanho brasileiro. Foram mais de 25 milhões de doses vendidas no País, segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), em um movimento que acompanha a intensificação da pecuária e a busca por maior eficiência produtiva.

As raças de corte seguem liderando a demanda. A pressão por padronização de lotes, maior ganho de peso e redução do ciclo produtivo tem levado pecuaristas a ampliar o uso de genética melhoradora, principalmente em sistemas de cria e recria. O cruzamento industrial continua como principal estratégia, com uso de raças taurinas sobre matrizes zebuínas para elevar desempenho.

Uso de terraços em lavouras reduz perda de água e solo

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Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), mostram que 15,77 milhões de matrizes de corte foram inseminadas em 2025. O número indica que a tecnologia deixou de ser nicho e passou a operar em escala, com presença crescente em propriedades comerciais.

O movimento ocorre em paralelo à valorização do bezerro, que passou a ocupar posição central na formação de renda da pecuária. A necessidade de produzir animais mais homogêneos e com melhor desempenho na terminação tem sustentado a demanda por sêmen de maior valor agregado.

Na ponta final da cadeia, a intensificação também avança. O confinamento chegou a 9,25 milhões de cabeças em 2025, o equivalente a 21,7% do abate total, segundo estimativas do setor. Esse modelo exige animais mais eficientes e previsíveis, reforçando a importância da genética no resultado econômico.

A produtividade acompanha esse processo. O peso médio das carcaças aumentou nos últimos anos e se aproxima de 260 quilos por animal, refletindo ganhos consistentes de desempenho. A combinação entre genética, nutrição e manejo tem permitido produzir mais em menos área, com impacto direto sobre custos e rentabilidade.

Com margens mais apertadas e maior exigência por qualidade, o investimento em inseminação tende a avançar. O mercado de sêmen se consolida como um dos pilares da modernização da pecuária brasileira e deve seguir em expansão, sustentado pela necessidade de eficiência dentro da porteira.

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Com Pensar Agro

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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