Mato Grosso
Decretos liberam equipamentos para agricultura familiar

Gerada por IA
A Prefeitura de São José do Rio Claro, a 315 quilômetros de Cuiabá, autorizou a cessão de equipamentos agrícolas e resfriadores de leite para a APRALIMPA — Associação de Produtores Rurais Sant’Ana da Água Limpa. As medidas foram oficializadas nesta sexta-feira (22.05) por meio dos Decretos nº 037 e nº 038.
Os decretos foram assinados pelo prefeito Tarcísio Anor Garbin (PSB) e contemplam a associação com uma colheitadeira de sementes, uma ensiladeira e cinco resfriadores de leite com capacidade de 500 litros cada.
Conforme os documentos, os equipamentos deverão ser utilizados exclusivamente no apoio às atividades agrícolas e aos produtores rurais associados da comunidade Sant’Ana da Água Limpa.
A permissão de uso das máquinas agrícolas terá validade de três anos, podendo ser prorrogada mediante interesse das partes. Já os resfriadores foram cedidos gratuitamente, permanecendo como patrimônio do município.
A APRALIMPA ficará responsável pelas despesas de manutenção, combustível, transporte e conservação dos equipamentos, além da prestação de contas sobre os serviços realizados e a utilização dos bens.
Segundo a Prefeitura, as medidas buscam fortalecer a agricultura familiar, fomentar a produção rural e impulsionar a cadeia produtiva leiteira no município.
Nicolle Ribeiro/VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Mato Grosso terá R$ 18 milhões para projetos indígenas e rurais

Reprodução/REM MT
O Programa REM MT lançou dois editais que somam R$ 18,6 milhões para financiamento de projetos voltados à bioeconomia, fortalecimento de comunidades tradicionais, gestão territorial, proteção ambiental e ações voltadas aos povos indígenas em Mato Grosso.
Os editais serão oficialmente apresentados nesta sexta-feira (22.05) e fazem parte dos subprogramas Agricultura Familiar e Povos e Comunidades Tradicionais, além do eixo Territórios Indígenas.
Do total de recursos, R$ 10 milhões serão destinados ao edital voltado à agricultura familiar e povos tradicionais. Outros R$ 8,6 milhões serão aplicados em iniciativas direcionadas aos territórios indígenas.
Poderão participar instituições formalizadas, com CNPJ ativo há pelo menos dois anos, sem pendências fiscais ou jurídicas. Também será exigida carta de anuência das comunidades beneficiadas pelos projetos.
No edital voltado aos povos e comunidades tradicionais, os projetos poderão ser inscritos em dois eixos principais.
O primeiro é destinado a iniciativas em territórios tradicionalmente ocupados, com foco em gestão territorial, fortalecimento da governança local e geração de renda. O público inclui quilombolas, indígenas, ribeirinhos, extrativistas e pescadores artesanais.
Já o segundo eixo prioriza projetos ligados à bioeconomia inclusiva, especialmente cadeias produtivas da sociobiodiversidade, envolvendo agricultores familiares e comunidades tradicionais.
No edital voltado aos territórios indígenas, poderão participar organizações indígenas, entidades indigenistas, organizações da sociedade civil e cooperativas que atuem em parceria com comunidades indígenas.
As propostas poderão ser inscritas em quatro linhas temáticas: sustentabilidade ambiental, segurança alimentar, geração de renda e fortalecimento do protagonismo feminino e da equidade de gênero nas comunidades.
Segundo o programa, as propostas aprovadas serão divulgadas publicamente nos canais institucionais.
O REM MT é financiado pelos governos da Alemanha e do Reino Unido, por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), como reconhecimento pela redução do desmatamento em Mato Grosso.
Entre 2022 e 2025, o programa afirma ter apoiado 155 projetos em Mato Grosso, beneficiando mais de 44 mil pessoas em 108 municípios do Estado. Conforme os dados divulgados, as ações alcançaram mais de 500 aldeias indígenas nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal.
O programa é coordenado pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), com gestão financeira da Fundação Amazônia Sustentável (FAS).
Gislaine Morais/VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Imposto de Renda 2026: produtor rural precisa redobrar atenção com Livro Caixa e fiscalização tributária

Imagem Ilustrativa
O produtor rural brasileiro enfrenta um cenário fiscal mais rigoroso em 2026 e precisa ampliar os cuidados com a organização financeira e tributária da propriedade. Com o prazo final da declaração do Imposto de Renda 2026, ano-base 2025, marcado para 29 de maio, especialistas alertam que erros no preenchimento do Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR) podem gerar fiscalização, perda de créditos tributários e até bloqueios no acesso ao crédito rural.
Além da entrega do IR, o mesmo prazo também vale para o envio do LCDPR, documento obrigatório para produtores rurais que registraram receita bruta superior a R$ 4,8 milhões no período.
Reforma tributária aumenta exigências no campo
A entrada em vigor da reforma tributária ampliou a necessidade de controle fiscal dentro das propriedades rurais. Em 2026, começaram as cobranças iniciais dos novos tributos IBS e CBS, ainda com alíquotas reduzidas, mas que passarão por ajustes graduais nos próximos anos.
Outro ponto de atenção envolve as novas alíquotas do Funrural, válidas desde abril deste ano:
- 1,63% para produtor rural pessoa física;
- 2,23% para produtor rural pessoa jurídica.
A definição do regime de recolhimento deveria ter sido realizada até 31 de janeiro, aumentando a importância do planejamento tributário antecipado.
LCDPR ganha importância estratégica para o agronegócio
Com as mudanças fiscais em andamento, o Livro Caixa Digital do Produtor Rural passou a exercer papel central na comprovação de despesas, rastreamento de créditos tributários e validação das operações financeiras das propriedades.
Segundo especialistas da Aegro, um dos erros mais comuns entre produtores ocorre quando os valores informados no LCDPR não coincidem com os dados lançados na ficha de Atividade Rural da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).
Essas divergências podem levar a declaração diretamente para fiscalização da Receita Federal.
Notas fiscais incorretas podem gerar perda de benefícios
Mesmo com a manutenção do regime de caixa para apuração do Imposto de Renda da atividade rural, prevista na Lei Complementar nº 214 da reforma tributária, produtores precisam ficar atentos à regularidade fiscal das compras realizadas na fazenda.
De acordo com especialistas, a aquisição de insumos sem nota fiscal ou com classificação fiscal incorreta pode trazer consequências relevantes, como:
- perda do benefício de redução de 60% na alíquota;
- impossibilidade de geração de créditos tributários;
- aumento do risco de autuações fiscais;
- dificuldades futuras em compensações tributárias.
O cenário reforça a necessidade de maior controle sobre fluxo de caixa, planejamento tributário e armazenamento correto da documentação fiscal.
Fiscalização será mais automatizada e integrada
A expectativa do setor é de aumento no cruzamento eletrônico de informações fiscais nos próximos anos. Órgãos de fiscalização deverão integrar automaticamente:
- notas fiscais eletrônicas;
- declarações fiscais;
- cadastros estaduais;
- movimentações financeiras;
- informações tributárias do produtor rural.
Especialistas alertam que a falta de organização financeira poderá resultar em:
- perda de créditos tributários;
- retenção na malha fina;
- autuações fiscais;
- restrições no acesso ao crédito rural.
Tecnologia ganha espaço na gestão das propriedades
Diante do novo ambiente tributário, ferramentas de gestão agrícola vêm ganhando espaço no agronegócio brasileiro. Segundo a Aegro, o uso de softwares especializados pode auxiliar produtores no controle fiscal e financeiro das propriedades, automatizando rotinas, aumentando a segurança de dados e melhorando a previsibilidade tributária.
Com a fiscalização mais digital e integrada, especialistas recomendam que o produtor rural trate a gestão tributária como parte estratégica da administração da fazenda, reduzindo riscos e aumentando a segurança jurídica da atividade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Governo define valores de arroz, milho e trigo

Portaria muda regras de venda de estoques agrícolas – Byrinc.ca
O governo federal publicou a Portaria nº 908/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que fixa os chamados “Preços de Liberação dos Estoques Públicos” para produtos estratégicos como arroz, milho, trigo e derivados da mandioca. A medida define os valores mínimos para comercialização dos estoques públicos administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio de leilões eletrônicos.
A nova regulamentação foi assinada pelo ministro substituto da Agricultura, Cleber Oliveira Soares, e entrou em vigor imediatamente.
Entre os produtos contemplados estão arroz em casca, farinha de mandioca, fécula de mandioca, milho em grãos e trigo. Os preços variam conforme a região do país e o período de vigência.
Para o arroz em casca, por exemplo, o preço foi fixado em R$ 78,80 por saca de 50 quilos nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, enquanto nas demais regiões o valor chega a R$ 98,81 por saca de 60 quilos.
Já o milho terá valores diferenciados por região. Nas regiões Centro-Oeste e Norte — com exceção do Tocantins e Pará — o preço foi estabelecido em R$ 48,43 por saca de 60 quilos. No Sudeste e Paraná, o valor sobe para R$ 63,82. Para parte do Nordeste, a saca poderá atingir R$ 78,37.
A portaria também definiu o preço do trigo em grãos tipo pão em R$ 97,01 por saca de 60 quilos para a Região Sul, com validade entre julho de 2026 e junho de 2027.
Segundo o texto, os estoques serão comercializados pela Conab por meio do Sistema de Comercialização Eletrônica (SISCOE). O governo ainda estabeleceu que, caso os preços de mercado ultrapassem os valores fixados, a venda dos estoques dependerá de autorização prévia dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.
A medida faz parte da política de regulação de estoques públicos e busca equilibrar o abastecimento nacional, reduzir oscilações bruscas de preços e garantir segurança alimentar, especialmente em períodos de instabilidade no mercado agrícola.
A portaria ressalta ainda que os preços definidos para o milho não serão aplicados às vendas destinadas ao Programa de Venda em Balcão (ProVB), voltado principalmente para pequenos criadores e agricultores familiares.
Lucione Nazareth/VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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