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Agronegócio

Menor oferta de leite pressiona indústria e eleva preços

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Gerada por IA

A redução na produção de leite no campo tem pressionado a cadeia láctea brasileira e elevado a concorrência entre os laticínios pela compra da matéria-prima. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) mostra que o Índice de Captação de Leite (ICAP-L) acumulou queda de 11,1% no primeiro trimestre deste ano, refletindo a menor oferta do produto nas propriedades rurais.

Com menos leite disponível, o preço pago ao produtor registrou o terceiro aumento consecutivo. Em março, a chamada “Média Brasil” alcançou R$ 2,3924 por litro, alta de 10,5% em relação a fevereiro. No acumulado do primeiro trimestre, a valorização chegou a 17,6%.

Segundo o Cepea, a retração da produção está ligada principalmente à sazonalidade, que reduz a disponibilidade de pastagens e aumenta os custos com alimentação animal. Além disso, produtores adotaram uma postura mais cautelosa para novos investimentos após enfrentarem margens mais apertadas ao longo de 2025.

Os custos de produção também continuam pressionando a atividade. Em abril, o Custo Operacional Efetivo (COE) avançou 1,1% na média nacional, acumulando alta de 3,24% no ano. Entre os principais fatores estão o aumento das despesas com nutrição do rebanho, sanidade animal e operações mecanizadas. O diesel, por exemplo, teve valorização média de 5,42% no período analisado.

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A menor oferta de leite no campo refletiu diretamente na indústria. Com estoques mais ajustados, os derivados registraram forte valorização em abril. O leite UHT subiu 20,17% e a muçarela avançou 12,65% nas negociações entre indústrias e distribuidores.

Apesar da alta, o Cepea observa que o mercado já começa a demonstrar cautela. A demanda mais fraca e a resistência dos consumidores aos preços mais elevados podem limitar novos reajustes nos próximos meses, especialmente se houver recuperação da produção e manutenção das importações em níveis elevados.

VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

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Agronegócio

Indonésia amplia interesse pela carne de MT e reforça potencial bilionário do mercado halal

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Com 287 milhões de habitantes, a Indonésia é o quarto país mais populoso do planeta e o país com a maior população muçulmana do mundo, o que a torna um mercado estratégico para a carne bovina de Mato Grosso. Nesta quinta-feira (28), o embaixador da Indonésia no Brasil, Andhika Chrisnayudhanto, participou de um jantar promovido pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), em Cuiabá, com o objetivo de estreitar relações comerciais e apresentar o potencial da proteína bovina produzida no estado.

A aproximação ocorre em um momento em que Mato Grosso busca ampliar sua presença em mercados internacionais e diversificar seus destinos de exportação. Atualmente, o estado lidera as exportações brasileiras de carne bovina e possui uma estrutura consolidada para atender mercados que exigem certificação halal, sistema de produção voltado ao consumo da população muçulmana.

“Ainda não exploramos todo o potencial do mercado indonésio para a carne de Mato Grosso. Essa é uma oportunidade de abrir mais espaço junto a esses consumidores, especialmente para a carne halal. Atualmente temos 12 unidades frigoríficas autorizadas a vender para a Indonésia e 29 com abate halal, aptas, portanto, exportar nossa proteína para a Indonésia”, explica a diretora-executiva do Imac, Paula Sodré Queiroz.

De janeiro a abril deste ano, Mato Grosso exportou 1,1 mil toneladas de carne bovina para a Indonésia, gerando uma receita de US$ 4,6 milhões. Em 2025, foram comercializadas 4,5 mil toneladas da proteína para o país asiático, movimentando US$ 16,1 milhões.

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“A Indonésia tem como objetivo se tornar um país desenvolvido e, por conta disso, uma das preocupações é relacionada à segurança alimentar. Esperamos que o Brasil possa ser um parceiro estratégico nesse contexto”, avaliou o embaixador da Indonésia no Brasil.

Durante o jantar, Chrisnayudhanto também teve a oportunidade de provar a carne produzida em Mato Grosso e destacou a qualidade do produto. “A carne brasileira é muito gostosa, me impressionei bastante. Tive a oportunidade, nesse jantar, de comer a carne brasileira e é bastante deliciosa, tem um sabor especial.”

O presidente do Instituto Ásia-Pacífico (IAP), Alberto Carbonar, também participou do encontro e ressaltou a importância do fortalecimento das relações entre os dois países. “A função do Instituto é promover as relações do Brasil com o Sudeste Asiático. A Indonésia é um parceiro estratégico e trazer o embaixador para Mato Grosso é muito importante para as relações comerciais do nosso país.”

Vice-presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Agenor Andrade enfatizou a importância comercial da Indonésia para a pecuária estadual e afirmou que Mato Grosso possui capacidade para atender o aumento da demanda do país asiático.

“É extremamente importante Mato Grosso receber essa delegação da Indonésia para expor o potencial do nosso estado e explicar como conseguimos produzir com apenas 40% do território voltado para a produção. Eles tiveram a oportunidade de conhecer o nosso modo de produção e entender que conseguimos atender às suas demandas”, pontuou Andrade. (com Assessoria/GT Comunicação)

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Feijão perde fôlego no fim de maio após forte alta; preços seguem em patamares recordes

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Foto: Ibrafe

 

Depois de acumular expressivas altas ao longo de maio, o mercado brasileiro de feijão encerrou o mês com sinais de desaceleração nas negociações. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a última semana de maio foi marcada por uma redução da demanda compradora, movimento que trouxe maior cautela aos negócios e pressionou parte das cotações.

De acordo com os pesquisadores, a entrada de novos lotes comerciais oriundos do Paraná contribuiu para aumentar a oferta disponível no mercado, impactando principalmente os preços do feijão carioca. Já o feijão preto apresentou comportamento diferente, encontrando sustentação e mantendo a trajetória de valorização observada nas últimas semanas.

O Cepea destaca que esse recuo na demanda ocorre após um período de forte escalada nos preços, impulsionado pela menor disponibilidade do produto e pela disputa entre compradores. Como resultado, as cotações do feijão carioca atingiram recordes nas médias mensais, enquanto o feijão preto intensificou seu movimento de alta.

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Os números reforçam a dimensão da valorização registrada em maio. Conforme a série histórica do Cepea em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), iniciada em setembro de 2024, tanto o feijão carioca quanto o feijão preto apresentaram as maiores variações mensais já registradas pelo indicador.

Apesar do enfraquecimento das compras na reta final do mês, os preços seguem em níveis historicamente elevados, refletindo um mercado ainda atento ao equilíbrio entre oferta e demanda nas principais regiões produtoras do país. Especialistas avaliam que o comportamento da comercialização nas próximas semanas será decisivo para indicar se o setor caminha para uma acomodação dos preços ou se novas altas poderão ocorrer diante de eventuais restrições na oferta.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Alta do óleo de soja impulsiona mercado internacional, mas demanda fraca limita reação dos preços no Brasil

Publicado

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Foto: Freepik

 

A forte valorização do óleo de soja no mercado internacional continua dando sustentação aos preços da oleaginosa e modificando a composição da rentabilidade das indústrias de processamento nos Estados Unidos. De acordo com análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o principal fator por trás desse movimento é o aquecimento da demanda do setor de biodiesel, que elevou significativamente as cotações do derivado ao longo de maio.

Com o avanço dos preços, o óleo de soja passou a representar uma parcela maior das margens obtidas pela indústria norte-americana, fortalecendo a atratividade econômica do processamento da oleaginosa. O cenário também foi favorecido pelas expectativas de continuidade da demanda por combustíveis renováveis, especialmente nos Estados Unidos.

No Brasil, entretanto, os reflexos desse movimento externo ainda são limitados. Segundo os pesquisadores do Cepea, a valorização observada no mercado internacional não tem sido totalmente repassada aos preços domésticos devido à pressão exercida pelos prêmios de exportação e pela demanda interna enfraquecida.

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Outro derivado que apresentou valorização no exterior foi o farelo de soja. As cotações internacionais foram impulsionadas pela expectativa de aumento da procura pelo produto norte-americano no mercado global, fortalecendo os preços ao longo da semana.

No mercado brasileiro, porém, o comportamento foi diferente. Os preços do farelo recuaram diante da retração da demanda doméstica. De acordo com o Cepea, boa parte dos consumidores segue abastecida, realizando apenas compras pontuais para reposição de estoques, o que reduz o ritmo das negociações e limita movimentos de alta.

O cenário reforça o contraste entre os mercados externo e interno. Enquanto os derivados da soja ganham força no comércio internacional, especialmente com o avanço do biodiesel e da demanda global por farelo, o mercado brasileiro ainda enfrenta desafios relacionados ao consumo doméstico e à competitividade das exportações

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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