Agronegócio
Boa Safra anuncia nova gerência com foco em TSI

Imagem Pessoal
A Boa Safra anuncia reforço da estratégia para Tratamento Industrial de Sementes com o estabelecimento de uma gerência com foco em TSI. Na liderança da área está Túlio Pytlak, agrônomo pós-graduado em gestão de negócios pela Fundação Dom Cabral, com passagem por multinacionais como Syngenta e LongPing High-Tech.
Em 2023, entre os 164 mil big bags vendidos, 52 mil big bags tiveram Tratamento de Sementes Industrial – TSI, o que representa um crescimento de 37% em relação ao ano anterior. O objetivo da companhia para 2024 é seguir expandindo o portfólio de soluções. Atualmente todas as unidades de beneficiamento e centros de distribuição contam com máquinas para realização de tratamento industrial de sementes.
Além disso, a companhia vai ofertar receitas adequadas a cada perfil e necessidade em pacotes como TSI Boa Safra Básico, TSI Boa Safra TOP e TSI Boa Safra Premium. Cada pacote abrange uma demanda específica e os detalhes podem ser conferidos com os representantes comerciais da empresa.
Jaqueline Braz/ Consultora de comunicação
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Produtores ganham mercado futuro para venda do leite

Imagem: Faep
Os produtores de leite terão mais previsibilidade sobre o valor que receberão pela produção. Isso porque o mercado agora conta com a possibilidade de contratos futuros para os produtos lácteos, a exemplo de outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo.
No chamado “mercado futuro”, os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro de proteção (ferramenta hedge), que visa a minimizar os riscos das oscilações do preço do leite, está em funcionamento desde 13 de maio. O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema FAEP, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
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“O desenvolvimento da ferramenta teve atuação direta do Sistema FAEP, que participou ativamente até chegar a essa solução”, comenta o presidente da entidade, Ágide Eduardo Meneguette.
Além de atuar diretamente na construção da ferramenta, pela Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite e pela atuação do Conselho Paritário de Produtores Rurais e Indústrias de Laticínios (Conseleite-Paraná), o Sistema FAEP colabora para que os produtores do Paraná cheguem mais preparados para a atuação no mercado futuro.
“Trabalhamos por anos para desenvolver um mecanismo que desse mais previsibilidade para o produtor de leite do Paraná e de todo o país”, complementa Ronei Volpi, que até há dois meses presidia a Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA. “Agora, com a ferramenta, o produtor pode travar o preço e saber quanto vai receber lá no futuro. Europa, Estados Unidos e outras commodities do Brasil já vinham utilizando”, afirma.
Com preço já conhecido a médio e longo prazos, o produtor terá mais segurança para tomar crédito e realizar os investimentos necessários para aumentar a escala, eficiência e produtividade.
“A ferramenta é aberta para produtores e indústrias de todos os portes. Para acessar, basta ter uma conta na corretora, porque esse é um contrato de balcão, negociado diretamente com a corretora”, explica Guilherme Dias, assessor técnico da CNA.
Ainda de acordo com Dias, nada muda na comercialização física do leite. O instrumento vai apenas ser aliado nas negociações. “Vai contribuir para que o produtor tenha uma remuneração adequada pelo produto, onde eventuais perdas no mercado físico serão compensadas pelo contrato financeiro”, completa.
Produção paranaense
O Paraná produz mais de quatro bilhões de litros de leite por ano, sendo o segundo produtor nacional, atrás apenas de Minas Gerais. As principais bacias leiteiras paranaenses ficam nas regiões dos Campos Gerais e Sudoeste.
Para Eduardo Lucacin, presidente da CT de Bovinocultura de Leite e vice-presidente do Conseleite-Paraná, o mercado futuro do leite é uma conquista histórica importante para toda cadeia leiteira do país. “É uma revolução. É uma ferramenta importantíssima de controle e previsibilidade”, afirma.
Desde o último dia 13 de maio, a corretora StoneX já utiliza os indicadores do Cepea para a liquidação dos contratos: Leite UHT Sudeste (R$/litro) e Queijo Muçarela Sudeste (R$/kg), ambos de divulgação diária; e do Leite em Pó Industrial 25 quilos São Paulo (R$/kg), de periodicidade semanal.
“Já temos os preços pelos contratos por quilo e por litro, até o final do ano. Então hoje, com a nova ferramenta, como produtor, já tenho possibilidade de ver o preço do mercado futuro de dezembro e tomar decisões em cima disso”, completa Lucacin, que também produz leite em Mariluz, região Noroeste do Paraná.
Conseleite Paraná
Desde que foi criado, há mais de vinte anos, o Conseleite desenvolve um cálculo que baliza os preços do mercado de leite no Paraná.
“O valor de referência calculado pelo Conselho é determinante para a negociação de leite da maioria dos produtores do Paraná. De maneira muito confiável, as informações divulgadas pelo Conseleite mostram a tendência, o mercado e os valores praticados pela indústria, pelo varejo e o que pode ser negociado pelos produtores”, comenta Lucacin.
Essa atuação, mediada pelo Sistema FAEP, foi replicada em outros Estados, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rondônia e Mato Grosso. “Os produtores de leite do Paraná e daqueles Estados que também reproduzem o modelo criado pelo Conselho já têm intimidade com os números de mercado. Isso vai ajudar a trabalhar com o mercado futuro de leite”, garante o presidente da Comissão.
Os dados e histórico dos últimos dez anos estão disponíveis no site do Sistema FAEP, em https://www.sistemafaep.org.br/conseleite-parana/.
Com FAEP
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Custo do milho para safra 2026/27 sobe em Mato Grosso e pressiona margem do produtor

Foto: EPAGRI
Levantamento do projeto CPA-MT, desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso e pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, aponta aumento nos custos de produção do milho para a safra 2026/27 em Mato Grosso. Segundo os dados divulgados em abril de 2026, o custeio da cultura foi estimado em R$ 3.772,24 por hectare, avanço de 2,32% em relação ao mês anterior.
A alta foi puxada principalmente pelo encarecimento dos fertilizantes e corretivos, que registraram aumento de 4,30%. Os defensivos agrícolas também apresentaram elevação de 2,46%, enquanto os gastos com sementes tiveram reajuste de 0,11%.
De acordo com a análise, o cenário internacional segue influenciando diretamente o mercado agrícola. As tensões geopolíticas ampliam as incertezas globais e pressionam os preços futuros dos insumos utilizados na produção.
Com isso, o Custo Operacional Efetivo (COE) avançou 1,72% em comparação a março, encerrando abril em R$ 5.501,12 por hectare. Já o Custo Total (CT) teve aumento de 1,25%, alcançando R$ 7.395,26 por hectare.
O estudo também calculou o ponto de equilíbrio da atividade considerando a produtividade estimada da safra 2025/26, projetada em 118,71 sacas por hectare. Nesse cenário, o produtor precisará comercializar a saca do milho a R$ 31,78 para cobrir o custeio direto da lavoura. Para arcar com o COE, o valor necessário sobe para R$ 46,34 por saca.
Atualmente, o preço médio projetado para a safra 2026/27 em abril está em R$ 45,68 por saca. O valor ainda permite cobrir o custeio da produção, porém permanece abaixo do necessário para absorver integralmente o COE.
Diante desse cenário, o CPA-MT avalia que o produtor mato-grossense precisará acompanhar o mercado com atenção e buscar oportunidades estratégicas de comercialização para melhorar a rentabilidade da atividade e reduzir os impactos da alta dos custos de produção.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Produção de café do Brasil deve bater recorde histórico em 2026, projeta Conab

Divulgação
A safra brasileira de café em 2026 deve alcançar um novo recorde histórico. A estimativa divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento aponta produção de 66,7 milhões de sacas, crescimento de 18% em relação ao volume colhido na temporada passada.
Se confirmada ao fim do ciclo, esta será a maior produção já registrada pela estatal, superando o recorde anterior de 2020, quando o país colheu 63,08 milhões de sacas. Os dados fazem parte do 2º Levantamento da Safra de Café 2026, divulgado nesta quinta-feira.
Além da recuperação produtiva, a área destinada à cafeicultura também deve crescer 3,9%, totalizando 2,34 milhões de hectares. Desse total, 1,94 milhão de hectares estão em produção e outros 401,7 mil hectares em formação. A produtividade média nacional deve avançar 13%, chegando a 34,4 sacas por hectare.
O principal impulso vem do café arábica, cuja produção é estimada em 45,8 milhões de sacas, alta de 28% sobre 2025. Segundo a Conab, o resultado é influenciado pelo ciclo positivo de bienalidade das lavouras, aliado às condições climáticas favoráveis observadas durante o desenvolvimento da safra.
Já o café conilon deve atingir 20,9 milhões de sacas, crescimento mais moderado de 0,8%. Mesmo com queda de 3,5% na produtividade média nacional da cultura, estimada em 53,9 sacas por hectare, a expansão da área cultivada compensou parte das perdas.
Entre os estados produtores, Minas Gerais segue liderando a produção nacional. A expectativa é de uma colheita de 33,4 milhões de sacas das duas variedades, aumento de 29,8% frente à safra passada. O desempenho é atribuído ao ciclo de alta bienalidade e à boa distribuição das chuvas nos períodos que antecederam a floração.
No Espírito Santo, segundo maior produtor do país, a produção total deve alcançar 18 milhões de sacas, alta de 3%. O arábica apresenta forte recuperação, enquanto o conilon registra leve retração após o elevado desempenho obtido em 2025.
A Bahia também projeta crescimento, com expectativa de colher 4,7 milhões de sacas, avanço de 5,9%. Segundo a Conab, o resultado reflete o clima regular, maior investimento em manejo e entrada de novas áreas em produção.
Em São Paulo, a produção exclusivamente de arábica deve atingir 5,9 milhões de sacas, aumento de 24,6%. Já Rondônia, referência na produção de conilon, pode colher 2,8 milhões de sacas, crescimento de 19,4%, impulsionado pela renovação das lavouras com materiais clonais mais produtivos.
No mercado externo, o Brasil exportou 11,5 milhões de sacas entre janeiro e abril de 2026, queda de 22,5% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A redução é explicada pelo baixo nível dos estoques internos após anos de produção mais limitada e demanda internacional aquecida.
Mesmo assim, a expectativa é de recuperação das exportações no segundo semestre, favorecida justamente pela perspectiva de maior oferta nacional.
No cenário internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta crescimento de 2% na produção mundial de café em 2025/26, estimada em 178,8 milhões de sacas. Apesar disso, o mercado ainda não prevê quedas significativas nas cotações devido aos baixos estoques globais e ao avanço contínuo da demanda mundial pelo grão.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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