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Transparência e sustentabilidade da madeira nativa são mostrados no Dia de Floresta

Assessoria
Um projeto piloto da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) para impulsionar as exportações da madeira sustentável de Mato Grosso é uma das principais novidades da edição do Dia da Floresta deste ano.
O presidente do Fórum Nacional de Básico Florestal (FNBF), Frank Rogieri, destacou que essa ação para promover a madeira brasileira no mercado internacional com a presença de 10 compradores internacionais para conhecer in loco como funciona o manejo florestal sustentável, controle ambiental, rastreabilidade e qualidade dos produtos madeireiros, são fundamentais para ampliar o mercado aos produtos brasileiros.
“Temos intensificado a presença em mercados internacionais, participando de feiras e eventos de negócios para reforçar o compromisso social e ambiental do Brasil. A iniciativa marca um passo significativo para aumentar a participação do Brasil, que possui a maior floresta tropical do mundo, no mercado global de madeira, onde atualmente detém apenas 2%”, argumentou.
Nesta edição, o FNBF recebeu dez empresários internacionais do México, Uruguai, Alemanha, França e África do Sul. Eles visitarão indústrias em Alta Floresta, Mato Grosso, para avaliar de perto a qualidade da produção brasileira. Uma das visitas incluirá a Fazenda Vaca Branca, uma propriedade rural que integra produção de alimentos e madeira com responsabilidade ambiental e social, destacando a nova modalidade de rastreabilidade implementada no estado.
“O Governo de Mato Grosso é pioneiro na gestão ambiental. A Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente) é a primeira secretaria a descentralizar a gestão no Brasil. Mato Grosso é o primeiro estado a garantir rastreabilidade em 100% da produção madeireira, fortalecendo a imagem positiva do setor no exterior”, disse Frank.
A preservação das florestas é uma das prioridades da atual gestão da ApexBrasil, que trabalha para posicionar o país como líder global em práticas de manejo florestal sustentável.
“Queremos conectar os empresários amazônicos aos mercados internacionais, organizando o setor produtivo em torno de desafios comuns e trazendo compradores de todo o mundo para conhecer o potencial dos produtos florestais, que possuem alto valor agregado”, afirma Jorge Viana, presidente da ApexBrasil.
Programas como o Exporta Mais Amazônia e as Mesas Executivas de Exportação estão sendo desenvolvidos pela Agência, focando em produtos de alto valor agregado e compatíveis com a floresta, como a castanha do Brasil, promovendo o desenvolvimento sustentável da região Norte.
O Dia de Floresta é uma realização do Fórum Nacional de Atividade de Base Florestal (FNBF), do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem) e parceria da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e Governo do Estado de Mato Grosso.
Assessoria
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Reforma tributária amplia peso do enquadramento rural

A avaliação entre pessoa física e pessoa jurídica ganha peso – Foto: Pixabay
A Reforma Tributária prevista para 2026 impõe novos desafios ao produtor rural e amplia a importância das decisões ligadas ao enquadramento fiscal da atividade. Segundo a contadora Liciene França, a escolha entre atuar como pessoa física ou pessoa jurídica deixa de ser apenas uma definição operacional e passa a ter impacto direto na estratégia do negócio rural.
Com as mudanças no sistema de tributos, a tendência é de aumento na diferença de carga tributária entre os dois modelos, o que exige atenção redobrada por parte dos produtores. Um enquadramento inadequado pode resultar em perda de créditos tributários, elevação do custo fiscal e reflexos negativos no resultado financeiro da atividade, afetando desde o fluxo de caixa até a capacidade de investimento.
A avaliação entre pessoa física e pessoa jurídica ganha peso em um cenário no qual o planejamento tributário se torna indispensável. A decisão incorreta pode comprometer a competitividade do produtor no mercado e gerar efeitos duradouros sobre o patrimônio construído ao longo dos anos. Por outro lado, uma escolha bem fundamentada permite maior previsibilidade dos custos e melhor aproveitamento das regras do novo sistema.
A partir de 2026, o planejamento deixa de ser uma alternativa e passa a ser uma necessidade para quem atua no campo. A definição do enquadramento mais adequado funciona como uma ferramenta de proteção do resultado econômico da produção rural, ajudando a reduzir riscos e a sustentar a atividade em um ambiente tributário mais complexo. A decisão entre pessoa física ou jurídica deve ser encarada como parte central da gestão do negócio, com foco na preservação do caixa, da competitividade e da segurança patrimonial do produtor.
AGROLINK – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Governo brasileiro acompanha salvaguarda da China sobre carne bovina e busca mitigar impactos ao setor

Divulgação
O governo brasileiro informou que acompanha com atenção a decisão da China de aplicar medidas de salvaguarda às importações globais de carne bovina, com vigência a partir de 1º de janeiro e duração prevista de três anos. A medida estabelece uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil, volume que poderá ser exportado sem sobretaxa. As vendas que ultrapassarem esse limite estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 55%.
Segundo o governo, a atuação tem ocorrido de forma coordenada com o setor privado, com diálogo permanente com frigoríficos, produtores e entidades representativas. A estratégia inclui negociações diretas com o governo chinês, no âmbito bilateral, e também ações no contexto da Organização Mundial do Comércio (OMC), com o objetivo de reduzir os impactos da medida e defender os interesses legítimos dos trabalhadores e produtores brasileiros.
As salvaguardas comerciais são instrumentos previstos nos acordos da OMC e costumam ser adotadas para lidar com surtos de importação, não tendo como foco o combate a práticas desleais de comércio. A aplicação, nesse caso, atinge importações de todas as origens, e não apenas o Brasil.
A decisão ganha ainda mais relevância diante da forte dependência do setor em relação ao mercado chinês. Em 2024, a China respondeu por 52% das exportações brasileiras de carne bovina, consolidando-se como o principal destino do produto. Ao mesmo tempo, o Brasil ocupa a posição de maior fornecedor da carne bovina importada pela China, relação construída ao longo dos últimos anos.
O governo brasileiro ressalta que a pecuária nacional tem contribuído de forma consistente para a segurança alimentar chinesa, com oferta de carne competitiva, sustentável e submetida a rigorosos controles sanitários, reconhecidos internacionalmente. Esse histórico, segundo a avaliação oficial, reforça a importância do diálogo técnico e diplomático para preservar a estabilidade do comércio bilateral.
O tema é acompanhado de perto pelo setor produtivo e por autoridades brasileiras, especialmente em um momento de virada de ciclo da pecuária, no qual decisões internacionais podem ter reflexos diretos sobre preços, exportações e renda do produtor rural.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Setor fecha 2025 com exportações recordes e custos sob controle

Foto: Governo Federal
A suinocultura brasileira encerra 2025 com um dos balanços mais consistentes da última década. O setor deve fechar o ano com exportações acima de 1,37 milhão de toneladas, crescimento superior a 10% em relação a 2024, e receita cambial estimada em R$ 17,728 bilhões, avanço próximo de 20% na comparação anual.
O desempenho foi sustentado por custos de produção mais equilibrados, oferta ajustada e maior diversificação dos mercados compradores.
Terraço na produção de grãos diminui perda de água no solo
O controle dos custos foi decisivo para a manutenção das margens ao longo do ano. As boas safras de milho e soja reduziram a pressão sobre a alimentação animal — principal componente do custo da atividade — e melhoraram as relações de troca para o produtor.
Com maior previsibilidade nos preços dos insumos, a suinocultura conseguiu atravessar 2025 sem picos de custo, mesmo em um cenário de preços internos mais estáveis.
Do lado da oferta, a produção cresceu de forma moderada e compatível com a capacidade de absorção do mercado.
A produção brasileira de carne suína deve alcançar cerca de 5,45 milhões de toneladas em 2025, volume suficiente para atender o consumo interno e sustentar o avanço das exportações, sem provocar excedentes que pressionassem os preços ao longo do ano.
(Com Pensar Agro)
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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