Agronegócio
Soja e Milho registram alta na Bolsa de Chicago com expectativas de colheita e paralisação Ferroviária Canadense

Soja colheita – Canva
Nesta sexta-feira, 23 de agosto, os contratos futuros de soja e milho na Bolsa de Chicago registraram avanço, refletindo as expectativas em torno do início da colheita nos Estados Unidos e a recente paralisação das ferrovias canadenses, que tem impactado os preços.
A soja para novembro apresentou uma alta de 0,73%, sendo negociada a US$ 9,6850 por bushel. O milho, com contratos para dezembro, subiu 0,13%, atingindo US$ 3,9400 por bushel, com mais de 700 mil negociações ativas, destacando a movimentação de vendedores que buscam aproveitar o cenário de alta.
Impacto em Mato Grosso

Esse cenário de alta nos preços internacionais influencia diretamente o agronegócio em Mato Grosso, maior produtor de soja e milho do Brasil. Com a colheita americana prestes a começar e as dificuldades logísticas no Canadá, produtores mato-grossenses podem se beneficiar de um mercado mais aquecido, tanto no cenário interno quanto nas exportações.
A alta dos preços na Bolsa de Chicago sinaliza uma possível valorização da produção local, o que pode estimular os agricultores mato-grossenses a intensificar suas vendas no mercado futuro. O cenário também destaca a importância do monitoramento constante das condições globais que impactam as commodities agrícolas, essenciais para a economia do estado.
Com as ferrovias canadenses paralisadas, a pressão sobre a logística global pode continuar a favorecer os produtores de Mato Grosso, que devem estar atentos às oportunidades de mercado que surgem nesse contexto de incertezas e oscilações nos preços.
Agronegócio
Mato Grosso lucra com venda de pênis bovino para Ásia

Divulgação
Além dos cortes nobres, Mato Grosso tem ampliado a exportação de subprodutos bovinos, como o pênis do boi, conhecido como vergalho, para o mercado asiático. O produto é valorizado na culinária de países como Hong Kong, onde a tonelada pode chegar a US$ 6 mil, muito acima do preço médio de R$ 21 o quilo praticado no mercado interno.
O vergalho é exportado in natura, seguindo protocolos sanitários rigorosos. Segundo Alan Gutierrez, gerente de marketing da SulBeef, a indústria mato-grossense envia em média quatro a cinco toneladas por mês, mostrando a consolidação desse mercado.
Na Ásia, o vergalho é utilizado em pratos cozidos e ensopados, valorizado pela textura e pela capacidade de absorver temperos. A tradição cultural de aproveitar integralmente o animal garante uma demanda estável para partes menos convencionais, como miúdos e subprodutos.
Para Bruno Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o comércio de subprodutos reforça a competitividade da pecuária local. “Ampliar o portfólio e atender diferentes mercados fortalece a economia e aumenta a competitividade da carne mato-grossense no cenário global”, afirma.
Redação RDM Online
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Soja disponível em Mato Grosso tem leve alta; colheita avança

foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo
A cotação da soja disponível no Estado teve valorização de 0,20% semana passada, em relação a anterior, e fechou, na última sexta-feira, cotada a R$ 103,64/saca. A informação foi divulgada, há pouco, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal.
O indicador Prêmio Santos (SP) apresentou alta de 26,98% no comparativo semanal, fechando em ¢US$ 80,00/bu.
O IMEA informou ainda que a redução no volume de chuvas na última semana permitiu um avanço de 4,71 pontos percentuais na colheita da safra 25/26, que fechou em 6,69%, estando acima da média histórica.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Plantio de algodão em Mato Grosso está adiantado

foto: arquivo/assessoria
A semeadura do algodão da safra 25/26 avançou 20,96 pontos percentuais na última semana, alcançando 29,04% da área projetada até o último dia 16, no mais recente levantamento divulgado pelo IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). O período foi marcado pela intensificação dos trabalhos nas áreas de segunda safra, em meio ao avanço da colheita da soja, enquanto a semeadura das áreas de primeira safra se aproxima do final.
Apesar do início mais lento em relação aos anos anteriores, o ritmo das atividades se intensificou nos últimos dias, superando o que havia sido observado na safra passada. Dessa maneira, o percentual atingido se encontra 9,70 pontos percentuais adiantado no comparativo com a safra 24/25, e 4,84 pontos percentuais à frente da média das últimas cinco safras. Até o momento, a região Sudeste é a mais avançada, com 45,84% da semeadura concluída, enquanto a Oeste é a mais atrasada no ciclo, com 22,36%.
O IMEA acrescenta que a expectativa para as próximas semanas depende das condições climáticas, que tendem à normalidade segundo o NOAA, e do ritmo da colheita da soja, fatores que definirão o avanço da semeadura da segunda safra
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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