Agricultura
Uso de bioinsumos é alternativa para aumentar produtividade nas lavouras de grãos

Assessoria
Mais uma safra de soja está em andamento e, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no começo de novembro, pelo menos 2,5 milhões de hectares ainda precisavam ser cultivados em Mato Grosso. A área corresponde a 20% dos 12,66 milhões de hectares previstos para a atual safra no estado.
Com este cenário de plantio tardio, pesquisadores alertam para a possibilidade de maior pressão de pragas e doenças, e ainda estimam possíveis reduções de produtividade. A previsão é de que a produtividade fique em torno de 58 sacas de soja por hectare, em Mato Grosso. No comparativo com outras safras, são seis sacas a mais que na temporada passada, mas cerca de quatro sacas a menos por hectare, em relação à média alcançada na safra 22/23.
Em busca de maiores rendimentos, muitos agricultores investem em produtos que potencializam as lavouras e resultam em incrementos de produtividade, principalmente nos cultivos de soja, milho e algodão. É o caso do produtor rural André Itor Cherubini, que produz grãos em Campo Verde, na região sudeste de Mato Grosso.
“Estamos em busca de inovação e mais produtividade com sustentabilidade. Para isso, temos que experimentar todas as novas tecnologias. Tivemos várias oportunidades de testar produtos e os resultados positivos nos fizeram incluir os bioinsumos na rotina das lavouras”, destaca o produtor André Itor.
Segundo André, que compartilha o cuidado e a gestão dos negócios da fazenda com os pais e os irmãos, o uso de biofertilizantes foi iniciado há poucas safras, mas os resultados já foram muito interessantes.
“Primeiro testamos no algodão, depois no milho e por último na soja. Em todas as lavouras, os resultados foram excelentes. Na última safra, tivemos um aumento de mais de 15% de produtividade em relação à safra anterior. Isso nos deixa otimistas para continuar utilizando os produtos da Ambios”, conclui o produtor rural.
De acordo com o agricultor, dentre os vários bioinsumos que utiliza nas lavouras, estão produtos das linhas Marin e Beni, além dos adjuvantes da linha Certiv, todos da empresa mato-grossense Ambios Agro.
Biofertilizantes mato-grossenses
A Ambios, uma empresa da Natter, possui expertise na fabricação de fertilizantes ricos em aminoácidos, produzidos a partir de coprodutos do peixe. Com soluções inovadoras de nutrição para o solo, a Ambios promove sustentabilidade e agricultura regenerativa por meio de sua linha de produtos.
Um item muito procurado pelos agricultores para fertilidade e aumento de produtividade é o Ingrow, o fertilizante orgânico que possui o maior percentual de aminoácidos do mercado e tem a capacidade de estimular e recuperar a biologia natural do solo.
A empresa também disponibiliza ao mercado um novo produto chamado Marin Deep, um fertilizante fluido da linha Marin.
“Este produto proporciona a melhoria do solo, fornecendo matéria orgânica e contribuindo para a retenção de umidade pelo fornecimento de ácido húmico. Assim, estimula o crescimento das raízes e partes aéreas das plantas, através dos extratos de algas. Além de reter a água, traz o benefício de aumentar a aeração do solo e traz resistência à erosão”, explica o gerente comercial da Ambios, Edenilson Souza.
A Linha Marin, como um todo, tem em sua composição diferentes tipos de algas que contribuem com maior resistência das plantas em condições desafiadoras, como longos períodos de seca e altas temperaturas.
Mercado em crescimento
Com excelente amostra de custo-benefício, os bioinsumos apresentam expressivo crescimento no mercado agrícola brasileiro.
Dados da CropLife Brasil, uma associação que representa empresas especializadas em pesquisa e desenvolvimento de soluções para a produção agrícola sustentável, revelam que, nos últimos três anos, o mercado agrícola de bioinsumos cresceu a uma taxa média anual de 21%, ou seja, quatro vezes acima da média global.
Fonte: Crop AgroComunicação | Assessoria Ambios
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Soja enfrenta pressão no Brasil apesar da alta internacional, aponta Rabobank

Foto: CNA
O Rabobank divulgou a edição do relatório AgroInfo Q1 2026, trazendo uma análise detalhada do cenário atual da soja, com destaque para a divergência entre o mercado internacional e o ambiente doméstico brasileiro.
Segundo o banco, enquanto os preços da soja avançam no mercado externo, impulsionados por fatores geopolíticos e pelo fortalecimento do óleo de soja, o produtor brasileiro enfrenta um cenário de pressão sobre os preços internos.
Alta em Chicago contrasta com queda no mercado brasileiro
De acordo com o relatório, os preços da soja na bolsa de Chicago (CBOT) acumularam valorização de cerca de 10% desde dezembro. Esse movimento foi impulsionado principalmente por:
- Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã
- Alta no preço do petróleo
- Expectativa de exportações norte-americanas para a China
Apesar desse cenário positivo no exterior, o comportamento no Brasil é oposto. As cotações em reais recuaram aproximadamente 12% no mesmo período, refletindo fatores internos que limitam a rentabilidade do produtor.
Safra recorde e frete mais caro pressionam preços
No mercado doméstico, o principal fator de pressão é a expectativa de uma safra recorde, estimada em cerca de 181 milhões de toneladas na temporada 2025/26.
Além disso, o aumento do preço do diesel tem elevado os custos logísticos, impactando diretamente o frete e reduzindo o valor ofertado ao produtor.
Esse cenário representa uma mudança em relação ao ciclo anterior, quando o câmbio favorável e os prêmios de exportação ajudavam a sustentar os preços internos.
Estoques globais elevados reforçam viés de baixa
Outro ponto de atenção destacado pelo Rabobank é o aumento contínuo dos estoques globais de soja.
Segundo o relatório:
- Este será o quarto ano consecutivo de crescimento dos estoques mundiais
- A ampliação da área plantada nos Estados Unidos pode intensificar essa tendência
Esse cenário contribui para um viés baixista no mercado internacional, mesmo diante de momentos de alta pontual.
Geopolítica aumenta volatilidade do mercado
O banco ressalta que o ambiente geopolítico tem ganhado protagonismo na formação dos preços.
As tensões no Oriente Médio e a relação entre Estados Unidos e China seguem como fatores determinantes, podendo provocar oscilações relevantes ao longo do ano.
Esse novo contexto reduz o peso de fatores tradicionais, como a competitividade entre soja brasileira e norte-americana, e aumenta a imprevisibilidade do mercado.
Margens do produtor seguem pressionadas
Com custos mais elevados, especialmente em logística, e preços internos enfraquecidos, a tendência é de compressão das margens para os produtores brasileiros na safra 2025/26.
O relatório aponta que o setor poderá enfrentar:
- Maior dificuldade de rentabilidade
- Necessidade de gestão mais rigorosa de custos
- Dependência de fatores externos para recuperação de preços
Perspectiva: mercado volátil e dependente de fatores externos
O cenário traçado pelo Rabobank indica um mercado de soja cada vez mais sensível a variáveis externas, como geopolítica, clima e demanda internacional.
Embora haja suporte pontual vindo do mercado global, os desafios internos devem continuar limitando o potencial de alta no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Rabobank aponta fatores decisivos para preços do milho em 2026 no AgroInfo Q1

Arquivo
O Rabobank divulgou a edição do AgroInfo Q1 2026, trazendo uma análise detalhada sobre o cenário das principais commodities agrícolas, com destaque para o milho, que deve enfrentar um período de forte influência de fatores internos e externos.
De acordo com o relatório, o comportamento dos preços do cereal nos próximos meses dependerá principalmente da evolução da safrinha brasileira, das decisões de plantio nos Estados Unidos e dos custos logísticos.
Produção brasileira e clima influenciam o milho safrinha
A segunda safra de milho no Brasil segue como um dos principais pontos de atenção. O avanço do plantio e o desenvolvimento das lavouras vêm sendo impactados pelas condições climáticas, especialmente pelo excesso de chuvas em algumas regiões.
Segundo o Rabobank, essas condições têm atrasado tanto a colheita da soja quanto o plantio do milho safrinha, o que pode afetar produtividade e oferta ao longo do ano.
Decisão de área nos EUA será determinante para preços globais
Outro fator-chave destacado no relatório é a definição da área plantada com milho nos Estados Unidos. Como um dos maiores produtores mundiais, qualquer mudança na intenção de plantio norte-americana pode alterar significativamente o equilíbrio global de oferta e demanda.
Esse cenário tende a impactar diretamente as cotações internacionais e, consequentemente, os preços praticados no mercado brasileiro.
Frete e custos logísticos ganham protagonismo
O relatório também aponta que os custos de frete, tanto no mercado interno quanto no transporte marítimo, devem ter papel relevante na formação de preços.
O aumento dos custos logísticos, impulsionado principalmente pela alta do diesel em meio às tensões geopolíticas, pode reduzir a competitividade e pressionar as margens dos produtores.
Geopolítica e energia afetam mercado agrícola
O cenário global segue marcado por incertezas, especialmente devido ao conflito no Oriente Médio, que tem elevado os preços de energia e fertilizantes.
Esse ambiente impacta diretamente o agronegócio, aumentando custos de produção e influenciando o comportamento das commodities, incluindo o milho.
Perspectiva: mercado sensível e volátil em 2026
Diante desse conjunto de fatores, o Rabobank destaca que o mercado de milho deve permanecer sensível e sujeito a volatilidade ao longo de 2026.
A combinação entre clima, decisões de plantio, custos logísticos e cenário geopolítico será determinante para a trajetória dos preços no Brasil e no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
INABALÁVEL: Mato Grosso sustenta produção de 51,3 milhões de toneladas em safra recorde de soja

Reprodução
Nova estimativa da Agroconsult eleva produção nacional para 184,7 milhões de toneladas. Mesmo com chuvas intensas em fevereiro, lavouras de MT mantiveram média de 66 sacas por hectare, consolidando o estado como o maior produtor do país.
O agronegócio brasileiro acaba de receber um novo número de referência que confirma a força do campo em 2026. A consultoria Agroconsult, após percorrer mais de 60 mil quilômetros no Rally da Safra, elevou a estimativa da produção nacional de soja para 184,7 milhões de toneladas — um salto de 6,7% em relação ao ciclo anterior. E o grande protagonista dessa história, mais uma vez, é Mato Grosso.

Mato Grosso: Eficiência que Impressiona
Mesmo enfrentando a preocupação com o excesso de chuvas em fevereiro, que ameaçou o peso e a qualidade dos grãos, o estado mostrou resiliência técnica.
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Produção Total: 51,3 milhões de toneladas (o maior volume do país).
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Produtividade: Estável em 66 sacas por hectare, superando a estimativa inicial do Rally.
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Fator Sucesso: O alto número de grãos por hectare e o bom peso final compensaram as janelas climáticas adversas.
O Cenário Nacional: Bahia Brilha e RS Sofre
Enquanto Mato Grosso mantém a liderança absoluta em volume, a Bahia registrou a maior produtividade do Brasil, alcançando 70,3 sacas por hectare. No lado oposto, o Rio Grande do Sul aparece como o destaque negativo, com a produtividade castigada pela estiagem, caindo para 48,3 sacas por hectare.
Com a soja garantida no armazém, o produtor de Lucas do Rio Verde agora volta os olhos para a segunda safra de milho. A área plantada cresceu 2,5%, mas o risco climático é real.
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Aposta de Abril: A produtividade do milho (estimada em 103,1 sacas/ha) depende inteiramente das chuvas de abril.
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Incerteza: Enquanto o modelo climático europeu prevê chuvas consistentes, o modelo americano alerta para volumes abaixo da média. “Em Mato Grosso, a necessidade de precipitações se concentra ao longo de abril para garantir o desenvolvimento adequado”, alerta André Debastiani, da Agroconsult.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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