Economia
Abertura da 36ª Colheita do Arroz dá início a três dias de programação em Capão do Leão

Foto: Pixabay
A 36ª Abertura da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas foi aberta oficialmente na manhã desta terça-feira (24), marcando o início dos três dias de programação do evento, que se estende até quinta-feira (26), em Capão do Leão.
A feira reúne produtores, pesquisadores e representantes do setor para a apresentação de tecnologias, realização de debates técnicos e articulações institucionais voltadas às culturas de terras baixas. Segundo a organização, nesta edição houve aumento de 15% no número de estandes, totalizando cerca de 230 expositores.
O ato contou com a participação do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, do presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz, Alexandre Velho, e demais autoridades.
Representando o governador Eduardo Leite, Brum defendeu o fortalecimento permanente do setor agropecuário, que classificou como fundamental para a economia. Segundo ele, qualquer problema enfrentado na lavoura impacta diretamente a arrecadação e o desempenho econômico do Estado.
“O agro brasileiro alcançou o patamar atual graças à capacidade dos produtores de desbravar, inovar e evoluir ao longo das décadas. Precisamos defender e fortalecer cada vez mais o setor”, ressaltou Brum.
O presidente do Irga lembrou que participou, em 2013, pela primeira vez da organização do evento e destacou a evolução alcançada desde então. “Impressiona o crescimento da iniciativa, que se consolidou como compromisso fundamental e imperdível no calendário do setor orizícola.”
O dirigente ressaltou a união de forças entre a Embrapa, o Irga e outras entidades estaduais ligadas à cadeia produtiva. “A articulação institucional tem sido decisiva para o fortalecimento da atividade”, sublinhou Velho.
Ele ainda destacou que 135 municípios gaúchos produzem arroz, evidenciando a capilaridade e a importância econômica e social da cultura no Estado. Para ele, é preciso buscar equilíbrio nos preços do cereal, ampliar campanhas de estímulo ao consumo e construir alternativas para o setor, como a produção de etanol a partir do arroz, agregando valor e diversificando as possibilidades de mercado.
Já o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Nunes, ressaltou que o evento simboliza não apenas o início da colheita, mas também a resiliência, a superação e a capacidade de reinvenção do produtor gaúcho.
“O Rio Grande do Sul vive uma conjuntura desafiadora, mas, ao mesmo tempo, cheia de oportunidades. Enfrentamos eventos climáticos extremos, mas o produtor em Terras Baixas fez sua parte, com trabalho, técnica e coragem. Este é um convite para olharmos adiante. Celebramos muito mais do que uma safra: celebramos a união, a persistência e a força de uma produção que atravessa gerações”, enfatizou.
Nunes também destacou que o Rio Grande do Sul continua sendo referência nacional e internacional na produção de arroz e que o desafio é seguir garantindo o abastecimento interno e buscar novos mercados externos.
O presidente acrescentou que esta edição deve superar as anteriores em número de expositores e de público. “Esperamos um público maior do que o do ano passado. A feira está muito robusta, com palestrantes internacionais e especialistas de diversas áreas”, concluiu.
Quatro painéis
As apresentações da Seapi ocorrem na Arena de Inovação e abordam temas como rastreabilidade bovina, pecuária de corte, integração lavoura-pecuária (ILP) e inovação no campo.
Na terça-feira (24), às 14h, ocorre o painel “Agro Unido: onde a inovação encontra a oportunidade”, com a participação do secretário da Agricultura, Edivilson Brum. Às 16h, o subsecretário da Irrigação, Márcio Amaral, integra o debate “Lavoura de Carne: a nova pecuária do Brasil”.
Na quarta-feira (25), às 16h, será realizado o painel “Rastreabilidade Bovina: Projeto Piloto no RS”, com a participação do secretário-adjunto da Seapi, Márcio Madalena. Já na quinta-feira (26/2), às 14h, ocorre o painel “ILP em Terras Baixas: da produtividade à descarbonização”, com Jackson Brilhante, coordenador do Plano ABC+RS da Seapi.
Ato de abertura
O ato oficial de abertura da colheita está marcado para o dia 26 de fevereiro, às 16h30, quando autoridades e lideranças do setor participam do momento simbólico que celebra o início da atual safra e projeta os desafios e as perspectivas da produção orizícola no Estado.
A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas tem como tema “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado”. O evento é uma realização da Federarroz, com correalização da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), e patrocínio premium do Irga. Informações e inscrições gratuitas estão disponíveis no site oficial do evento.
AGROLINK & ASSESSORIA
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Novas uvas lançadas pela Embrapa reforçam produção de sucos e vinhos brasileiros

Divulgação
A Embrapa Uva e Vinho (RS) lançou ontem (10) as cultivares BRS Lis e BRS Antonella, duas novas uvas tintureiras (com elevada pigmentação na casca e polpa) voltadas à elaboração de sucos e vinhos de mesa. O lançamento conjunto destaca a complementaridade agronômica e industrial das cultivares. Quando combinadas, ampliam a eficiência produtiva, reduzem riscos fitossanitários e qualificam os produtos finais da agroindústria.
Desenvolvidas dentro do programa de melhoramento genético Uvas do Brasil, as cultivares são indicadas para a Serra Gaúcha, principal polo brasileiro de uvas destinadas a processamento. Foram avaliadas ao longo de mais de dez anos em áreas experimentais da Embrapa e em unidades de validação, com a participação de produtores e cooperativas, demonstrando desempenho consistente e alinhado às demandas atuais do setor.
Complementaridade estratégica no campo e na indústria
A BRS Lis é uma uva de ciclo intermediário, com colheita na primeira quinzena de fevereiro. A cultivar destaca-se pela tolerância ao míldio, uma importante doença da videira, e às podridões dos cachos, responsáveis por efeitos severos nos vinhedos. Oferece ainda alta qualidade do mosto (suco obtido pela prensagem das uvas), acidez equilibrada, intensa coloração e elevado teor de açúcares. “Seus cachos soltos contribuem para menor incidência de doenças e maior estabilidade produtiva, favorecendo sistemas de cultivo mais sustentáveis”, analisa a pesquisadora da Embrapa Uva e Vinho Patrícia Ritschel, uma das coordenadoras do programa Uvas do Brasil.
Já a BRS Antonella apresenta alto potencial produtivo, com produtividade semelhante ou superior às cultivares tradicionais mais plantadas. É indicada para aportar volume de produção e intensidade de cor em sucos e vinhos.
Em conjunto, as duas cultivares possibilitam ajustes finos nos cortes industriais, combinando o volume produtivo da BRS Antonella com a qualidade tecnológica, sanidade e intensidade de cor da BRS Lis. Dessa maneira, reduzem a dependência de cultivares tradicionais suscetíveis a doenças ou com limitações produtivas ou no processamento.
Produção de uvas para processamento no Brasil
A vitivinicultura brasileira, especialmente no Rio Grande do Sul, é baseada em uvas destinadas à elaboração de sucos e vinhos de mesa. Historicamente, o setor depende de poucas cultivares americanas e híbridas, como Isabel, Bordô e Concord, que apresentam vantagens, mas também desafios relacionados à sanidade, produtividade e qualidade tecnológica.
O lançamento conjunto da BRS Lis e da BRS Antonella amplia o portfólio de cultivares nacionais, desenvolvidas especificamente para as condições brasileiras.
Qualidade do suco e do vinho
Mauro Zanus, pesquisador da área de enologia da Embrapa, conduziu vinificações e avaliações sensoriais de sucos e vinhos das novas cultivares. As análises identificaram que tanto os sucos quanto os vinhos elaborados com a BRS Lis apresentam acidez equilibrada, elevada intensidade de cor, boa estrutura de taninos e excelente paladar. “Por produzir bastante açúcar, os sucos são bastante doces e os vinhos apresentam teor de álcool natural, o que dispensa a adição de sacarose externa na fase de fermentação”, destaca.
Já a BRS Antonella contribui com intensidade de cor e rendimento. Portanto, é especialmente indicada para compor cortes industriais, pois eleva o padrão visual e a regularidade dos produtos. “São sucos e vinhos que incorporam mais coloração, aroma característico de uvas americanas, sabor balanceado, e boa estrutura de taninos”, pontua Zanus.
Polifenóis
As cultivares BRS Lis e BRS Antonella apresentam elevado conteúdo de compostos fenólicos, especialmente polifenóis totais e antocianinas, quando comparadas às cultivares tradicionalmente utilizadas para processamento, como Isabel e Concord. Esses compostos são diretamente responsáveis pela intensidade de cor, pela estrutura sensorial dos sucos e vinhos e pelo potencial antioxidante dos produtos.
Nos estudos conduzidos pela Embrapa, os índices de polifenóis totais (IPT) dos sucos e vinhos elaborados com BRS Lis foram equivalentes ou superiores aos da cultivar Bordô e significativamente maiores do que os observados em Isabel e Concord. A BRS Antonella, por sua vez, também apresentou elevados teores de antocianinas, contribuindo de forma consistente para a intensificação da coloração em cortes industriais.
“Essa maior concentração de polifenóis e taninos confere aos produtos finais maior estabilidade de cor, melhor resistência à oxidação e maior valor tecnológico, elevando o padrão visual e sensorial dos sucos e vinhos”, explica Zanus.
Impacto produtivo, econômico e sustentável
Na tomada de decisão sobre qual cultivar plantar, a avaliação prévia da demanda da vinícola à qual a produção será destinada é fundamental para o viticultor. Nesse contexto, tanto a BRS Lis quanto a BRS Antonella apresentam vantagens comparativas relevantes para o sistema produtivo.
Segundo o pesquisador José Fernando da Silva Protas, da área de socioeconomia da Embrapa, o uso combinado das duas cultivares representa uma alternativa estratégica para os produtores. “As características das novas uvas, aliadas aos seus bons potencial enológico e desempenho industrial, contribuem para a redução dos custos de produção, especialmente pela menor suscetibilidade a doenças como o míldio e as podridões dos cachos proporcionada pela BRS Lis e maior previsibilidade produtiva da BRS Antonella, favorecendo a rentabilidade por área”.
Validação das novas uvas
Para que a BRS Lis e a BRS Antonella chegassem ao mercado, além de todo o trabalho envolvido no desenvolvimento e na avaliação dentro da Embrapa, uma fase determinante foi a da validação pelos produtores e por aqueles que elaboram os sucos e vinhos, sob contrato.
A validação foi realizada em campo por associados das Cooperativas Aurora, São João e Agroindustrial Paraíso, nos municípios de Bento Gonçalves, Pinto Bandeira, São Valentim do Sul, Farroupilha e Dois Lajeados, todos no estado do Rio Grande do Sul.
René Tonello, presidente da Cooperativa Vinícola Aurora, destaca o fato de as novas cultivares desenvolvidas pela Embrapa atenderem a demandas como produtividade e cor, requisitos fundamentais para o setor produtivo. “Vejo com bastante entusiasmo a condução do trabalho da Empresa, que considera os diferentes microclimas e produtores e realiza testes onde a uva será de fato produzida. Queremos assertividade na hora de implantar o vinhedo”, diz, reconhecendo o sistema de validação adotado.
O viticultor Fabiano Orsato foi um dos validadores das duas cultivares. Dos 15 hectares cultivados por sua família, ele já decidiu que em dois substituirá a uva Isabel pelas cultivares BRS Lis e BRS Antonella.
“Além de receberem um valor semelhante ao das viníferas, a facilidade da colheita da BRS Lis é muito boa para produtores como nós, que contam com pouca mão de obra, na sua maioria familiar“. Ele afirma que estão planejando, ainda, fazer a mudança de outras áreas. “Gostamos muito das novas uvas que a Embrapa lança. Sabemos que logo virão mais novidades e já queremos testá-las”, complementa.
A pesquisa foi custeada pelo projeto Desenvolvimento de novas cultivares para a competitividade e sustentabilidade da vitivinicultura brasileira.
Disponibilidade de mudas
O material propagativo das cultivares BRS Lis e BRS Antonella é disponibilizado por meio de viveiristas licenciados pela Embrapa, garantindo qualidade genética e fitossanitária das mudas. A relação atualizada de viveiristas autorizados pode ser consultada no site da Embrapa Uva e Vinho.
Uva BRS Magna
A BRS Magna é uma cultivar de ciclo intermediário, com alto potencial produtivo. Seu suco é rico em matéria corante e pode ser varietal. É considerada uma cultivar completa, que pode também ser usada em cortes com outras, conferindo-lhes cor, doçura, aroma e sabor. Com potencial produtivo de 30 toneladas por hectare e grau glucométrico de 21º Brix, a BRS Magna é uma boa alternativa às variedades tradicionais de uva, garantindo ao viticultor uma melhor remuneração no momento da comercialização para as vinícolas. Pode ser cultivada em regiões de clima tropical.
Uva BRS Cora
A BRS Cora é uma cultivar de uva para suco que possui alta produtividade e ciclo médio, um pouco mais precoce em comparação à uva Isabel. Seu suco tem uma boa relação açúcar/acidez, intensa cor violeta e sabor que lembra o da framboesa. Adapta-se bem às Regiões Sul, Sudeste e Nordeste. É uma cultivar fértil com alto potencial produtivo e boa tolerância à antracnose. É indicada para a melhoria da coloração de sucos, em cortes variados.
Uva BRS Carmem
A ‘BRS Carmem’ é uma uva tardia, tintureira para elaboração de suco e vinho de mesa. Sua cor violácea intensa, aroma e sabor lembram a framboesa e são similares aos da uva ‘Bordô’. É uma cultivar de ciclo longo, sendo a mais tardia destinada à elaboração de sucos. Apresenta alto potencial produtivo. É tolerante às principais doenças da videira, como o míldio, sendo uma boa alternativa ao cultivo orgânico.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Classificador Legal reforça segurança na comercialização de grãos em Mato Grosso

Divulgação
Com o avanço do período de colheita, a classificação de grãos passa a ter ainda mais peso na rotina dos produtores rurais, especialmente no momento da comercialização, quando divergências nos laudos podem resultar em descontos indevidos e prejuízos financeiros. É justamente nessa época que cresce a procura pelo programa Classificador Legal, iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) criada para dar respaldo técnico aos produtores e garantir mais transparência nas negociações.
Em 2025, foram registrados mais de 1.700 atendimentos em todo o estado, evidenciando a confiança dos produtores no serviço e a necessidade de respaldo técnico durante o processo de comercialização de soja e milho. Por meio do Classificador Legal, a Aprosoja MT reafirma seu compromisso com a defesa dos interesses dos produtores rurais, atuando para evitar perdas indevidas e fortalecer a segurança nas relações comerciais no campo.
Em 2025, foram registrados mais de 1.700 atendimentos em todo o estado, evidenciando a confiança dos produtores no serviço e a necessidade de respaldo técnico durante o processo de comercialização de soja e milho. Por meio do Classificador Legal, a Aprosoja MT reafirma seu compromisso com a defesa dos interesses dos produtores rurais, atuando para evitar perdas indevidas e fortalecer a segurança nas relações comerciais no campo.
O vice-presidente oeste da Aprosoja Mato Grosso, Gilson Antunes de Melo, salienta como o programa Classificador Legal se consolida como uma ferramenta de defesa do produtor rural e de fortalecimento da transparência na comercialização de soja e milho.
“Tanto as empresas quanto os produtores sabem que o classificador da Aprosoja tem conhecimento técnico e experiência, o que faz com que, na maioria dos casos, não haja contestação sobre o resultado. A classificação é respeitada por todas as partes, o que traz equilíbrio ao mercado, evita conflitos e dá ao produtor a segurança de que não está sendo lesado e que seu produto está sendo avaliado corretamente”, relata Gilson.
Para Gilson, os números de atendimentos registrados no ano passado evidenciam a credibilidade do serviço junto aos produtores e reforçam a importância de fortalecer ainda mais o programa, propagando e divulgando para que ainda mais produtores tenham acesso.
“Pelos números, já é possível perceber a importância desse programa. O fortalecimento acontece de forma natural, e a Aprosoja MT tem essa preocupação, investindo continuamente na formação e na ampliação do quadro de classificadores para atender um número cada vez maior de produtores”, finaliza ele.
O produtor rural do Núcleo de Cláudia, Charlles Hoffman, solicitou o serviço do classificador legal recentemente e relatou como o serviço foi o diferencial para que ele não sofresse prejuízos significados. “Esse ano iniciamos a colheita da soja, porém, no armazém, quando fomos fazer a entrega da nossa carga, nos sentimos um pouco lesados, e isso nos motivou a chamar o classificador”, conta o produtor.
Com o trabalho do classificador legal, Charlles evitou prejuízos de até 15%, garantindo que a classificação estivesse de acordo com o esperado das cargas e com a realidade da região.
“Eu posso dizer que seria um prejuízo bem significativo em um único dia de entrega nesse armazém. Por isso, recomendo a todos os produtores que, quando sentirem que a classificação está muito abusiva, chamem o classificador legal, liguem para o Canal do Produtor, abram uma ordem de serviço e não esperem”, finaliza ele.Esportes Mato Grosso
Por meio do Classificador Legal, a Aprosoja Mato Grosso reafirma seu compromisso com a valorização da produção agrícola e a defesa dos direitos de seus associados. A iniciativa é uma forma de assegurar a precisão das análises de qualidade e arbitragem dos grãos. Em um cenário de constantes desafios, os relatos dos produtores demonstram a importância do suporte técnico oferecido pela entidade, fortalecendo a confiança e a transparência em todo o processo.
Produtores interessados em acionar o classificador de sua região devem entrar em contato com o Canal do Produtor pelo telefone ou WhatsApp (65) 3027-8100, para abertura de uma Ordem de Serviço (OS). A arbitragem ou análise da amostragem será realizada pelo classificador mais próximo disponível, sem custo para o produtor.
(com Assessoria/Giovanna Fermam)
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Produção de biodiesel em Mato Grosso cresce e reforça liderança nacional

Imagem Ilustrativa
A produção de biodiesel em Mato Grosso atingiu 2,23 milhões de metros cúbicos em 2025, resultado que representa crescimento de 14,62% frente a 2024 e avanço de 65,42% na comparação com a média dos últimos cinco anos. O desempenho consolida o estado como referência nacional no setor e reflete o cenário favorável criado pela ampliação da mistura obrigatória do biocombustível no diesel, política que elevou a demanda interna e estimulou a produção. Esportes Mato Grosso
A expansão do setor também está diretamente ligada à cadeia da soja, principal matéria-prima utilizada na fabricação do biodiesel. Em Mato Grosso, a participação do óleo de soja chegou a média de 84,84% em 2025, reforçando o peso do agronegócio estadual na matriz energética renovável brasileira e consolidando recorde histórico de participação no estado. Em âmbito nacional, o biocombustível produzido a partir da soja domina a produção brasileira, evidenciando a forte integração entre agricultura e energia renovável no país.
Efeito da política energética
A implementação do B15 — mistura de 15% de biodiesel ao diesel — foi um dos principais motores do crescimento recente do setor. A elevação dos teores obrigatórios integra a estratégia nacional de ampliação do uso de biocombustíveis, com foco na segurança energética, redução de emissões e fortalecimento da produção interna de combustíveis renováveis.
O cenário reforça a importância estratégica de Mato Grosso dentro da cadeia nacional de biocombustíveis, especialmente pela capacidade produtiva e pela disponibilidade de matéria-prima. A tendência é que o estado continue ocupando papel central na expansão do biodiesel brasileiro, acompanhando a evolução das políticas de transição energética e da demanda por fontes renováveis.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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