Agronegócio
Através do Plano Safra, produtores do Sul de MT têm acesso a R$ 353 milhões de crédito

Divulgação
Financiar a compra de sementes, fertilizantes e maquinários estão entre as possibilidades do Plano Safra 2024/2025, programa do Governo Federal que irá disponibilizar mais de R$ 353 milhões para os produtores da região Sul de Mato Grosso, por meio da Cooperativa Sicredi Integração MT/AP/PA. As linhas de crédito já estão disponíveis para os associados, com juros que em alguns casos chegam a 3%.
Instituído em 2033, o Plano Safra é um programa do Governo Federal para fomentar a produção rural brasileira. Os valores são disponibilizados para o setor através das instituições de crédito, com taxas fixas e menores das que já são oferecidas no mercado. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao todo serão concedidos R$ 400,5 bilhões, valor 10% maior em relação à safra anterior.
Na Cooperativa Sicredi Integração Mato Grosso, Amapá e Pará serão oferecidos R$ 353,1 milhões, com a expectativa de chegar a mais de 4 mil produtores, desde a agricultura familiar até os grandes proprietários. Serão beneficiados representantes do setor da região Sul de Mato Grosso, do Amapá e de Afuá (PA).
Entre as 10 linhas de financiamento foram disponibilizadas algumas para culturas específicas, como arroz e feijão, que terão taxa de juros de 3% ao ano. Para produtos da sociobiodiversidade (babaçu, jambu e castanha do Brasil) a taxa é de 2% e para as mulheres agricultoras com renda de até R$ 100 mil por ano o empréstimo é concedido com juros de 3% a.a.
“Cada produtor pode emprestar até R$ 250 mil, com pagamento de um a três anos, para custeio ou investimento. Esses juros mais baixos são um incentivo para quem tem uma menor capacidade financeira de se autofinanciar, mas que tem potencial para aumentar sua produção”, afirma Marco Túlio Duarte Soares, presidente da Cooperativa Sicredi MT/AP/PA.
“Esse ano o crédito disponibilizado para a agricultura e a pecuária pelo Plano Safra foi o maior da história. Esse dinheiro no campo significa não só investimento e custeio, mas também geração de mais empregos e aumento de renda nos municípios onde estão empresários do agro que estão instalados”, enfatiza Marco Túlio.
No Brasil, o Sicredi, 2ª maior instituição financeira em carteira do agro no país, irá disponibilizar R$ 66,5 bilhões pelo Plano Safra 2024/2025 em suas 2,7 mil agências. Nesse mesmo programa na safra 2023/2024 foram liberados pelo Sicredi R$ 56,9 bilhões com mais de 320 mil operações nos 26 estados e Distrito Federal.
Primeira Hora
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Apesar de exportações recorde, preços do suíno atingem menor nível desde 2022

Divulgação
Mesmo com desempenho histórico nas exportações, o mercado interno de suínos segue pressionado no Brasil. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, os preços do suíno vivo e da carne suína caíram e atingiram os menores níveis desde 2022, refletindo a fraqueza da demanda doméstica.
Demanda interna fraca pesa no mercado
O principal fator por trás da queda nos preços é o consumo interno enfraquecido, observado ao longo de março e mantido na primeira quinzena de abril.
De acordo com o Cepea:
A procura por carne suína segue limitada
Compradores estão mais cautelosos
O mercado doméstico não absorve a produção
Esse cenário mantém pressão constante sobre as cotações.
Oferta elevada intensifica queda
Além da demanda fraca, o aumento da oferta contribui para o movimento de desvalorização.
O mercado apresenta:
Maior disponibilidade de animais para abate
Concorrência elevada entre produtores
Excesso de produto no mercado interno
Entre 7 e 14 de abril, as quedas foram as mais intensas desde janeiro, reforçando o cenário de pressão.
Preços atingem mínimas em anos
Com esse quadro, os indicadores mostram:
Suíno vivo: menor nível desde março de 2022
Carne suína: menor patamar desde maio de 2020 (em termos reais)
A queda evidencia o descompasso entre produção e consumo no país.
Exportações não compensam mercado interno
Apesar do cenário negativo nos preços, o desempenho externo segue positivo, com embarques em níveis recordes.
No entanto:
A demanda internacional não absorve totalmente a produção
O mercado interno continua sendo determinante
O excesso de oferta mantém pressão sobre os preços
Esse contraste marca o atual momento da suinocultura brasileira.
Margens do produtor ficam pressionadas
A combinação de preços mais baixos e custos ainda elevados impacta diretamente a rentabilidade no campo.
Com isso:
O poder de compra do produtor diminui
A margem da atividade fica mais apertada
O setor entra em alerta para os próximos meses
Perspectiva ainda é de cautela
O comportamento do mercado dependerá principalmente da retomada da demanda interna.
Especialistas apontam que:
A recuperação do consumo pode aliviar a pressão
Exportações seguem como suporte parcial
O equilíbrio entre oferta e demanda será decisivo
Enquanto isso, o setor enfrenta um cenário de preços baixos mesmo com exportações fortes, exigindo atenção redobrada dos produtores.
CenárioRural
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Açúcar cristal mantém firmeza mesmo com baixa liquidez no mercado spot

Reprodução
O mercado spot de açúcar registrou baixa liquidez na última semana de abril, mas os preços do cristal permaneceram firmes. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, compradores adotaram postura cautelosa, mantendo-se afastados das negociações diante da expectativa de novas quedas — movimento que, no entanto, não se concretizou no curto prazo.
Apesar da resistência dos preços na semana, o acumulado mensal ainda aponta recuo expressivo nas cotações. Segundo o Cepea, a redução no volume de negócios evidencia a postura firme dos vendedores, que têm evitado ceder à pressão dos demandantes, contribuindo para sustentar os valores no mercado interno.
Outro fator que ajuda a explicar esse cenário é a predominância de açúcares mais escuros nas negociações recentes, o que indica que a safra 2026/27 ainda não atingiu seu ritmo pleno. Isso limita a disponibilidade de açúcar cristal de melhor qualidade no curto prazo, restringindo a oferta e ajudando a manter os preços.
No cenário internacional, o comportamento também influencia o mercado brasileiro. As cotações do contrato nº 11 na ICE Futures, em Nova York, registraram alta na última semana. Caso essa tendência se mantenha, há possibilidade de recuperação dos preços internos nas próximas semanas.
A valorização externa está ligada, principalmente, à alta nos preços do petróleo, que eleva os custos globais de energia. Nesse contexto, conforme apontam pesquisadores do Cepea, usinas brasileiras tendem a direcionar maior parte da cana-de-açúcar para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar e contribuindo para a sustentação das cotações no mercado doméstico.
O cenário reforça a interdependência entre os mercados de energia e de commodities agrícolas, com reflexos diretos na formação de preços e nas estratégias produtivas do setor sucroenergético.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Maior oferta de mandioca amplia entregas, mas demanda firme sustenta preços

Reprodução
O aumento da disponibilidade de mandioca nas principais regiões produtoras do Centro-Sul do Brasil resultou em maior volume de entregas às indústrias ao longo da última semana. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, apesar das chuvas no início do período terem limitado temporariamente os trabalhos no campo, a melhora das condições climáticas permitiu a retomada e intensificação da colheita.
Esse movimento foi impulsionado, sobretudo, pela necessidade de geração de caixa por parte dos produtores e pela liberação de áreas para novas atividades agrícolas. Ainda assim, o mercado mostrou resiliência. A demanda pela matéria-prima seguiu firme, o que evitou quedas mais expressivas nos preços, com desvalorizações registradas apenas de forma pontual ao longo da semana.
Segundo o Cepea, mesmo com esse cenário de leve pressão nas cotações no curto prazo, o comportamento mensal foi positivo. A média de preços da mandioca registrou alta de 2,2% no período analisado, refletindo o equilíbrio entre oferta ampliada e consumo aquecido.
No entanto, quando considerados os valores reais — ajustados pela inflação medida pelo IGP-DI —, o indicador ainda apresenta retração. Nesse recorte, os preços permanecem 4,7% abaixo dos verificados no mesmo período de 2025, indicando que, apesar da recuperação recente, o mercado ainda opera em patamar inferior ao do ano passado.
O cenário reforça a dinâmica típica do setor, em que fatores climáticos, necessidade financeira dos produtores e ritmo da demanda industrial atuam de forma conjunta na formação dos preços ao longo do ciclo produtivo.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Notícias7 dias atrásÍcone entre imóveis de luxo da cidade de SP, Altitude Jardins por Artefacto é apresentado no evento de Uberaba-MG
-

Meio Ambiente7 dias atrásFrio voltou a trazer geada hoje cedo
-

Notícias7 dias atrásAlgodão atinge maior preço em dois anos
-

Notícias5 dias atrásProtocolo Verde dos Grãos atinge 95% de conformidade e volume auditado de soja no Pará cresce mais de 600%
-

Mato Grosso1 dia atrásCamex rejeita provisoriamente pedido de antidumping sobre pneus agrícolas
-

Transporte6 dias atrásRotam prende quadrilha por furto em usina solar e apreende fios de cobre em Cuiabá
-

Mato Grosso4 dias atrás1º de maio de 2026: o agronegócio brasileiro ganha acesso a um mercado de R$ 130 trilhões
-

Meio Ambiente4 dias atrásNova massa de ar frio trará queda de temperatura no Sul e no Sudeste






































