Agronegócio
Jovens capacitados se destacam como empreendedores

FOTO: Geila Zillmer, arquivo pessoal
O incentivo à sucessão rural, garantindo a volta ou a permanência do jovem no campo, é promovido através de diversas ações que a Emater/RS-Ascar desenvolve em todo o Rio Grande do Sul. Neste Dia Estadual da Juventude Rural, celebrado em 15 de julho no RS, é importante destacar que, além da Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) prestada pela Emater/RS-Ascar, desde 2018, a Instituição capacitou mais de 500 jovens, que participam do Curso de Empreendedorismo e Desenvolvimento para a Juventude Rural. O objetivo da capacitação é despertar possibilidades de participação ativa na melhoria de processos de produção, muitas vezes provocando a inovação, seja com novas culturas ou criações, ou algo inédito para dentro e para fora das propriedades, favorecendo a vida e as lidas do campo.
Natural de Condor, mas residindo no município de Panambi, Geila Zillmer, 22 anos, participou do curso oferecido pela Emater/RS-Ascar, e destaca a oportunidade de conhecer outras realidades, adquirindo novos conhecimentos e ideias para empreender, bem como aprender a administrar uma propriedade rural. A jovem, filha de pais agricultores e produtores de leite, está rumo à formação como tecnóloga em Agronegócio e diz acreditar na importância do incentivo à sucessão familiar rural. Para ela, a capacitação de Empreendedorismo oferecida pela Emater/RS-Ascar “desperta nos jovens o interesse de permanecer na agricultura, pois proporciona novos olhares para as diversas possibilidades, com renda”.
Durante o Curso de Empreendedorismo e Desenvolvimento para a Juventude Rural da Emater/RS-Ascar, os jovens elaboram um projeto produtivo, de acordo com o que é produzido e/ou criado em suas propriedades. No caso de Geila, que com o noivo, na propriedade de seus sogros, trabalha com a criação de vacas de leite, comercializado para a agroindústria da Cotripal Agropecuária Cooperativa Ltda de Panambi, seu projeto produtivo foi pensado e elaborado com a finalidade de investir em uma sala de ordenha. A jovem produtora afirma que sempre gostou de trabalhar com o gado leiteiro. “Esse sempre foi um dos meus sonhos, então o projeto não poderia ser outro”, afirma, satisfeita.
ESTÍMULO AO EMPREENDEDORISMO
“Seja com a família e muitas vezes com seu próprio negócio, os jovens rurais estão se qualificando e melhorando, aprimorando seus produtos e sendo premiados. Têm também diversos jovens se destacando nas comunidades, nas propriedades e nos municípios. Depois de participar do curso oferecido pela Emater, eles abrem o olhar para si, para sua família e para o lugar onde vivem”, analisa a coordenadora estadual de Juventude Rural da Emater/RS-Ascar, Clarice Vaz Emmel Bock.
Estudar, se capacitar, ter novas ideias e oportunidades geram ainda mais estímulos e esses podem ser alguns dos segredos para o crescente empreendedorismo dos jovens rurais gaúchos.
Com cinco cursos em andamento, essa qualificação promovida pela Emater/RS-Ascar está iniciando uma nova edição, específica em Empreendedorismo, na região de Lajeado, no Centro de Treinamento de Teutônia, o Certa.
Além deste curso específico de Empreendedorismo e Desenvolvimento para a Juventude Rural, a Emater/RS-Ascar tem várias outras capacitações nos centros de treinamento distribuídos em várias regiões do RS. “São oportunidades durante todo o ano, para jovens e adultos se qualificarem nas diversas áreas da agropecuária”, avalia Clarice, que cita, na região de Caxias do Sul, o curso de Viticultura e, em Canguçu, de Inseminação Artificial.
“Qualificar para ter produtos de qualidade e competitivos, para conquistar espaço, vendo a propriedade como um negócio. Esse é o foco da Extensão Rural e Social, ao oferecer cursos de qualidade, que promovem o desenvolvimento do RS”, ressalta Clarice.
Segundo Clarice, “nesse período de capacitação, projetos e desafios, se percebe uma mudança no perfil dos jovens rurais. No início, os participantes do curso eram jovens que já estavam na agricultura, sendo considerados sucessores “naturais”. Ao longo desses anos, o perfil foi se modificando e hoje participam dos cursos jovens universitários e mesmo profissionais já formados. Eles foram para a cidade e voltaram, porque viram que o meio rural é o local mais adequado para se viver com renda e qualidade de vida, fazendo o que gostam, e sendo reconhecidos por seus pais e pela sociedade”, avalia a extensionista.
Essa permanência no rural se reflete no empreendedorismo, em os jovens investem nos próprios negócios, e participam cada vez mais de grandes feiras, como a Expointer, que se aproxima, onde o Pavilhão da Agricultura Familiar é uma vitrine para esses empreendimentos, com destaque para a presença de jovens, muitos com suas famílias, e recebendo inclusive premiações.
“Os jovens têm muito para conquistar. É preciso que haja mais políticas voltadas à sua permanência, com qualidade e renda. Afinal, a produção de alimentos com qualidade, para abastecer as famílias gaúchas em todos os rincões, está nas mãos dos jovens empreendedores’, finaliza Clarice.
O Dia Estadual da Juventude Rural foi estabelecido a partir da Lei nº 11.361, de 27 de julho de 1999. A data foi criada para destacar a importância dos jovens rurais para a sociedade gaúcha, assim como para a Emater/RS-Ascar, onde todos os públicos têm importância e para eles são pensadas, trabalhadas e dirigidas ações para que os jovens tenham interesse e sejam incentivados a permanecerem produzindo no meio rural.
(Com EMATER/TCHÊ)
Redação Sou Agro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Apesar de exportações recorde, preços do suíno atingem menor nível desde 2022

Divulgação
Mesmo com desempenho histórico nas exportações, o mercado interno de suínos segue pressionado no Brasil. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, os preços do suíno vivo e da carne suína caíram e atingiram os menores níveis desde 2022, refletindo a fraqueza da demanda doméstica.
Demanda interna fraca pesa no mercado
O principal fator por trás da queda nos preços é o consumo interno enfraquecido, observado ao longo de março e mantido na primeira quinzena de abril.
De acordo com o Cepea:
A procura por carne suína segue limitada
Compradores estão mais cautelosos
O mercado doméstico não absorve a produção
Esse cenário mantém pressão constante sobre as cotações.
Oferta elevada intensifica queda
Além da demanda fraca, o aumento da oferta contribui para o movimento de desvalorização.
O mercado apresenta:
Maior disponibilidade de animais para abate
Concorrência elevada entre produtores
Excesso de produto no mercado interno
Entre 7 e 14 de abril, as quedas foram as mais intensas desde janeiro, reforçando o cenário de pressão.
Preços atingem mínimas em anos
Com esse quadro, os indicadores mostram:
Suíno vivo: menor nível desde março de 2022
Carne suína: menor patamar desde maio de 2020 (em termos reais)
A queda evidencia o descompasso entre produção e consumo no país.
Exportações não compensam mercado interno
Apesar do cenário negativo nos preços, o desempenho externo segue positivo, com embarques em níveis recordes.
No entanto:
A demanda internacional não absorve totalmente a produção
O mercado interno continua sendo determinante
O excesso de oferta mantém pressão sobre os preços
Esse contraste marca o atual momento da suinocultura brasileira.
Margens do produtor ficam pressionadas
A combinação de preços mais baixos e custos ainda elevados impacta diretamente a rentabilidade no campo.
Com isso:
O poder de compra do produtor diminui
A margem da atividade fica mais apertada
O setor entra em alerta para os próximos meses
Perspectiva ainda é de cautela
O comportamento do mercado dependerá principalmente da retomada da demanda interna.
Especialistas apontam que:
A recuperação do consumo pode aliviar a pressão
Exportações seguem como suporte parcial
O equilíbrio entre oferta e demanda será decisivo
Enquanto isso, o setor enfrenta um cenário de preços baixos mesmo com exportações fortes, exigindo atenção redobrada dos produtores.
CenárioRural
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Açúcar cristal mantém firmeza mesmo com baixa liquidez no mercado spot

Reprodução
O mercado spot de açúcar registrou baixa liquidez na última semana de abril, mas os preços do cristal permaneceram firmes. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, compradores adotaram postura cautelosa, mantendo-se afastados das negociações diante da expectativa de novas quedas — movimento que, no entanto, não se concretizou no curto prazo.
Apesar da resistência dos preços na semana, o acumulado mensal ainda aponta recuo expressivo nas cotações. Segundo o Cepea, a redução no volume de negócios evidencia a postura firme dos vendedores, que têm evitado ceder à pressão dos demandantes, contribuindo para sustentar os valores no mercado interno.
Outro fator que ajuda a explicar esse cenário é a predominância de açúcares mais escuros nas negociações recentes, o que indica que a safra 2026/27 ainda não atingiu seu ritmo pleno. Isso limita a disponibilidade de açúcar cristal de melhor qualidade no curto prazo, restringindo a oferta e ajudando a manter os preços.
No cenário internacional, o comportamento também influencia o mercado brasileiro. As cotações do contrato nº 11 na ICE Futures, em Nova York, registraram alta na última semana. Caso essa tendência se mantenha, há possibilidade de recuperação dos preços internos nas próximas semanas.
A valorização externa está ligada, principalmente, à alta nos preços do petróleo, que eleva os custos globais de energia. Nesse contexto, conforme apontam pesquisadores do Cepea, usinas brasileiras tendem a direcionar maior parte da cana-de-açúcar para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar e contribuindo para a sustentação das cotações no mercado doméstico.
O cenário reforça a interdependência entre os mercados de energia e de commodities agrícolas, com reflexos diretos na formação de preços e nas estratégias produtivas do setor sucroenergético.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Maior oferta de mandioca amplia entregas, mas demanda firme sustenta preços

Reprodução
O aumento da disponibilidade de mandioca nas principais regiões produtoras do Centro-Sul do Brasil resultou em maior volume de entregas às indústrias ao longo da última semana. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, apesar das chuvas no início do período terem limitado temporariamente os trabalhos no campo, a melhora das condições climáticas permitiu a retomada e intensificação da colheita.
Esse movimento foi impulsionado, sobretudo, pela necessidade de geração de caixa por parte dos produtores e pela liberação de áreas para novas atividades agrícolas. Ainda assim, o mercado mostrou resiliência. A demanda pela matéria-prima seguiu firme, o que evitou quedas mais expressivas nos preços, com desvalorizações registradas apenas de forma pontual ao longo da semana.
Segundo o Cepea, mesmo com esse cenário de leve pressão nas cotações no curto prazo, o comportamento mensal foi positivo. A média de preços da mandioca registrou alta de 2,2% no período analisado, refletindo o equilíbrio entre oferta ampliada e consumo aquecido.
No entanto, quando considerados os valores reais — ajustados pela inflação medida pelo IGP-DI —, o indicador ainda apresenta retração. Nesse recorte, os preços permanecem 4,7% abaixo dos verificados no mesmo período de 2025, indicando que, apesar da recuperação recente, o mercado ainda opera em patamar inferior ao do ano passado.
O cenário reforça a dinâmica típica do setor, em que fatores climáticos, necessidade financeira dos produtores e ritmo da demanda industrial atuam de forma conjunta na formação dos preços ao longo do ciclo produtivo.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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