Mato Grosso
Produtores rurais são informados sobre projetos e ações da Comissão de Sustentabilidade da Aprosoja-MT

Assessoria
Comissão de Sustentabilidade da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) se reuniu com agricultores associados da entidade para atualiza-los sobre as ações sustentáveis da instituição. Mais de 40 pessoas participaram da reunião, ocorrida de forma online, na noite dessa quarta-feira (18.09).
A reunião foi conduzida pelo vice-presidente e coordenador da Comissão de Sustentabilidade da Aprosoja-MT, Luiz Pedro Bier, e pelo gerente da mesma Comissão, Alexandre Glauco, que colocaram em pauta temas como os projetos da entidade Guardião das Águas e Soja Legal, que estão passando por refinamento para melhor auxiliar os produtores no campo.
“A reunião das comissões tem alta relevância para o trabalho da entidade, pois é o momento de troca em que mostramos o que está sendo feito e ouvimos dos associados o que eles precisam e esperam”, disse Bier.
A Aprosoja-MT se movimenta para que o Soja Legal, que é reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), também seja ainda mais benéfico aos agricultores. A intenção agora é que os associados da entidade, que participam do projeto, ganhem incentivos em créditos do Plano Safra.
O gerente, Alexandre Glauco, atualizou os agricultores sobre o projeto Guardião das Águas, que monitora diversas nascentes mato-grossenses. Ele garante que sua quase totalidade está em boas condições e que a minoria está regular ou ruim. A comissão buscará auxílio aos produtores para que elas sejam recuperadas.
Os registros de queimadas no estado também foi tema da reunião. A comissão prestou suporte aos agricultores, que vem enfrentando dificuldades e informou que está sendo elaborado um plano de enfrentamento à questão para 2025, com envolvimento de diversas entidades públicas e privadas, e que as ações em campo tem previsão de início no final de fevereiro e o programa tem previsão de duração de oito meses, até o final da seca em outubro. A produtora rural, Roseli Giachini, que participou da reunião, contribuiu com sugestões para a entidade.
“Alguns produtores rurais, apesar de não serem os responsáveis pelas queimadas, eles acabam sendo multados. Para isso não ocorrer, o recomendado é que sejam feitas atas notariais, para narrar fatos jurídicos presenciados pelos produtores rurais”, afirmou.
Na reunião, os produtores também foram informados do workshop sobre o Mercado de Carbono, promovido pela Aprosoja-MT, no dia 20 de agosto, com intenção de atualizar os produtores sobre a iniciativa que visa comercializar as emissões do dióxido de carbono e outros gases estufa, como forma de precificação do elemento. A iniciativa é uma maneira usada para limitar as mudanças climáticas.
Ao final do encontro, Alexandre agradeceu a presença de todos os participantes, além de se colocar à disposição de cada um. “A sustentabilidade da Aprosoja-MT está bastante comprometida com os projetos e ações da entidade, que visam benefício ao produtor. Vamos divulgar mais informações a vocês para que possamos contribuir com práticas sustentáveis em Mato Grosso”, concluiu.
Daniel Guimarães 19 de setembro de 2024.
Assessoria de Comunicação
Telefone: 65 3644-4215
Email: [email protected]
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
CNA solicita suspensão de exigência de RGP para aquicultores

Divulgação
Brasília (10/04/2026) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou, na sexta (10), ofício ao ministro da Pesca e Aquicultura, Rivetla Edipo Araújo, e ao ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, solicitando a suspensão da exigência da obrigatoriedade do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) para aquicultores.
A medida está na Portaria Interministerial nº 54, dos Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Agricultura e Pecuária (Mapa), publicada nesta sexta (10) no Diário Oficial da União, que impõe, entre outros pontos, a obrigatoriedade do RGP na nota fiscal dos pescados comercializados.
Para a CNA, a medida representa um entrave burocrático e oneroso à atividade da aquicultura, sem gerar ganhos efetivos em termos de controle ou fiscalização.
“As informações relacionadas à sanidade, rastreabilidade e produtividade do pescado oriundo da aquicultura já são devidamente registradas e monitoradas pelos órgãos de defesa agropecuária no âmbito do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA)”, justifica a CNA no ofício.
“Dessa forma, a exigência adicional é considerada desnecessária e injustificada”, completa a CNA.
A CNA ressalta que já é prática consolidada na aquicultura a apresentação da Guia de Trânsito Animal (GTA), acompanhada da nota fiscal, aos estabelecimentos sob Serviço de Inspeção Oficial.
Esse procedimento, segundo a Confederação, garante de forma eficiente a rastreabilidade, o controle sanitário e a regularidade da produção.
“Diante desse cenário, a entidade solicita a suspensão dos dispositivos mencionados, com o objetivo de evitar a duplicidade de exigências, promover a desburocratização e assegurar maior eficiência regulatória, em consonância com a realidade da aquicultura brasileira”, conclui a entidade.
Assessoria de Comunicação CNA
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Setor frigorífico reconhece decisão do Governo de MT sobre Fethab e Fethab 2

Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT
A decisão do Governo de Mato Grosso de manter o congelamento dos valores do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) até o fim deste ano e não renovar o Fethab 2 a partir de 2027 foi reconhecida pelo Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
A medida, anunciada nesta sexta-feira (10.4) pelo governador Otaviano Pivetta, atende a uma demanda do setor produtivo e reduz a pressão sobre os custos de produção.
Em nota, o sindicato afirmou que a decisão “representa um alívio importante na carga tributária em um momento de pressão sobre os custos de produção”.
A entidade também destacou a atuação de instituições que contribuíram para o debate, como a Famato, o IMEA e o Fórum Agro MT.
Segundo o Sindifrigo-MT, “a decisão equilibra o atendimento às demandas do setor produtivo com a responsabilidade fiscal e a continuidade dos investimentos em infraestrutura no Estado”.
Amanda Monteiro | Secom-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Crédito rural: Bancada articula para derrubar restrições indevidas

Foto: Agência FPA
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) deve atuar em pelo menos duas vias para reverter os efeitos de duas resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN). Essa norma tem causado insegurança e dúvida em produtores que pretendem tomar crédito rural, pois prevê restrições em financiamentos.
As resoluções 5.268 de 2025 e 5.193 de 2024 entraram em vigor em 1º de abril e, na prática, obrigam que instituições financeiras consultem o Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes de liberar o crédito. No entanto, produtores têm relatado que os bloqueios ocorrem mesmo em áreas regulares.
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“A questão do Prodes é uma questão correta, uma questão que não há questionamentos sobre a eficiência. O problema é que está gerando uma insegurança jurídica enorme para os produtores, porque eles estão sendo embargados ou tendo anotações no seu CAR [Cadastro Ambiental Rural], sem ter prévio aviso ou direito à ampla defesa”, destacou o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), após a reunião-almoço desta terça-feira, 07.
Ainda conforme o líder da bancada, uma das atuações da FPA será dentro do Congresso Nacional. Por lá, tramitam dois projetos de lei — 2.564/2025 e 205/2025. O primeiro impede que a imposição de embargo ambiental ocorra somente por meio de detecção remota de supressão de vegetação. Já o segundo aponta quais são as condicionantes ambientais que bloqueiam o acesso ao crédito rural, tendo como base o previsto no Código Florestal.
“Teve um caso que nos apresentaram hoje de um pomar de caqui de produção comercial, em que os pés têm que ser cortados e plantados novamente como acontece no café e tantas outras culturas, e que entram com uma anotação de desmatamento. E isso impede o produtor de acessar crédito”, exemplificou Lupion.
A outra via de trabalho é através é uma sensibilização do governo federal para ajustar a norma de forma que garanta o desincentivo ao desmatamento ilegal, mas não penalize produtores que estão regulares. “Nós já pedimos ao Ministério da Fazenda, ao Ministério do Planejamento e ao Banco Central para nos ouvir, para que a gente possa apresentar quais são esses desafios”, completou.
Quem também participou da reunião da FPA foi o presidente da Datagro, Plínio Nastari. Ele ressaltou o papel que o Prodes tem e trouxe mais exemplos que podem ocorrer caso as regras não sejam ajustadas.
“O Prodes faz uma varredura por imagens de satélite. O problema é que ele gera apontamentos sobre atividades usuais da atividade rural, como limpeza de pasto, supressão de pomar para outro tipo de produção ou supressão de área ocupada com eucalipto para o plantio de cafezal. Tudo isso gera apontamento. Na verdade, a intenção deveria ser controlar o desmatamento ilegal”, disse aos parlamentares.
Conforme dados da Datagro, foram registrados 5,4 milhões de apontamentos positivos no Prodes em propriedades rurais até outubro de 2025. Especialista alertou que parte desses avisos são falso-positivos, ou seja, o Prodes detectou supressão de vegetação mas não há comprovação de essa retirada está regular ou que faz parte de uma atividade de cultivo.
Solução emergencial
A bancada também vai trabalhar para que um dos seis projetos de decreto legislativo que derrubam as resoluções seja aprovado de forma emergencial. “O que nós precisamos fazer agora nesse momento é derrubar essa resolução, porque se não vai ficar muito difícil a situação do crédito para o produtor”, destacou o 2º vice-presidente da FPA no Senado, senador Jaime Bagattoli (PL-RO), que é autor da proposta 205/2025.
Também tratando sobre o tema, o coordenador da Comissão de Endividamento Rural da FPA, deputado Lúcio Mosquini (PL-RO), explicou a intenção do projeto 2.564/2025. “O que nós queremos aqui é uma segurança jurídica como a que a multa de trânsito tem. Com a multa você é notificado, agora, no caso do Prodes essa resolução [5193] trouxe a desclassificação da operação”, disse.
Com Agência FPA
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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