Mato Grosso
Botelho rebate oposição, defende fim da Indústria da multa e garante resolver os problemas da saúde

Fotos: Gustavo Farinacio
O candidato a prefeito de Cuiabá, Eduardo Botelho (União), rebateu as críticas da oposição e apresentou propostas para enfrentar problemas centrais da cidade, como saúde e transporte público. Durante o debate na TV Vila Real, Botelho destacou a criação de novos corredores de ônibus, com veículos elétricos, e o fim do que chamou de “indústria da multa”. O candidato também reafirmou seu compromisso com a melhoria da saúde pública e prometeu uma gestão focada em reconstruir a capital mato-grossense.
Os ataques foram feitos pelo candidato do PT, Lúdio Cabral, durante o debate realizado nesta terça-feira (01.10), pela TV Vila Real, mediado pelo jornalista Antônio Carlos Silva.
Botelho foi enfático ao responder que tem um plano robusto para melhorar o sistema de transporte público para Cuiabá, inclusive, com a construção de novos corredores de BRT, para interligar, por exemplo, bairros do Coxipó.
“Já estamos com plano muito forte para o transporte público. Vamos construir BRT pela avenida das Torres, chegando até a região do Osmar Cabral. Também vamos fazer outra rota pela avenida Dante de Oliveira, atendendo bairros como Planalto, Altos da Serra, com ônibus modernos e elétricos, com isso inclusive o custo da tarifa vai baixar. Vamos trabalhar para isso. Agora, o candidato Lúdio quer demonizar empresário. A esquerda sempre quer isso. Sempre votou contra todos os projetos para melhorar o Estado. Mas quero garantir que temos projeto verdadeiro para melhorar o transporte público para Cuiabá ”, afirmou Botelho.
Botelho também respondeu, no primeiro bloco, ao jornalista convidado Alan Mesquita, do portal Gazeta Digital, sobre como irá governar. “Vamos construir um grande programa para tirar Cuiabá verdadeiramente do buraco”, disse, ao acrescentar que num eventual segundo turno, vai buscar o apoio dos eleitores, independente do candidato que votaram no primeiro turno. Pois, acredita que todos almejam solução para os problemas da cidade”, afirmou.
O candidato também aproveitou para alertar que a capital precisa de seriedade e respeito. Lembrou que trabalhou nas ruas de Cuiabá, tem a parceria com o governador Mauro Mendes para cuidar da população e reconstruir a cidade.
Questionado sobre emendas, informou que elas são importantes e que o parlamentar destina e o governo as executa sempre atento para impedir possíveis irregularidades. “Se tiver alguma irregularidade, o governo não vai passar pano, nosso grupo é assim: não aceita nenhum tipo de corrupção e o senhor tem que aprender”, disse em resposta ao candidato Abílio Brunini.
Outro alerta de Botelho se refere às multas de trânsito, que considera um verdadeiro caça-níquel e também promete acabar com os parquímetros (cobrança de estacionamento nas vias públicas), que segundo ele, servem para aumentar a arrecadação da Prefeitura às custas da população.
Somente em 2023, a Prefeitura de Cuiabá aplicou mais de 400 mil multas. Com cerca de 500 mil veículos circulando pela cidade, isso significa que 80% dos motoristas já foram penalizados pela chamada “indústria da multa”.
Botelho ainda falou sobre seus projetos para idosos, atletas paraolímpicos, fomento à industrialização, construção de casas populares em parceria com o governo do estado, asfalto, ampliação das equipes de saúde, dentre outras ações que constam em seu plano de governo.
Assessoria
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
CNA solicita suspensão de exigência de RGP para aquicultores

Divulgação
Brasília (10/04/2026) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou, na sexta (10), ofício ao ministro da Pesca e Aquicultura, Rivetla Edipo Araújo, e ao ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, solicitando a suspensão da exigência da obrigatoriedade do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) para aquicultores.
A medida está na Portaria Interministerial nº 54, dos Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Agricultura e Pecuária (Mapa), publicada nesta sexta (10) no Diário Oficial da União, que impõe, entre outros pontos, a obrigatoriedade do RGP na nota fiscal dos pescados comercializados.
Para a CNA, a medida representa um entrave burocrático e oneroso à atividade da aquicultura, sem gerar ganhos efetivos em termos de controle ou fiscalização.
“As informações relacionadas à sanidade, rastreabilidade e produtividade do pescado oriundo da aquicultura já são devidamente registradas e monitoradas pelos órgãos de defesa agropecuária no âmbito do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA)”, justifica a CNA no ofício.
“Dessa forma, a exigência adicional é considerada desnecessária e injustificada”, completa a CNA.
A CNA ressalta que já é prática consolidada na aquicultura a apresentação da Guia de Trânsito Animal (GTA), acompanhada da nota fiscal, aos estabelecimentos sob Serviço de Inspeção Oficial.
Esse procedimento, segundo a Confederação, garante de forma eficiente a rastreabilidade, o controle sanitário e a regularidade da produção.
“Diante desse cenário, a entidade solicita a suspensão dos dispositivos mencionados, com o objetivo de evitar a duplicidade de exigências, promover a desburocratização e assegurar maior eficiência regulatória, em consonância com a realidade da aquicultura brasileira”, conclui a entidade.
Assessoria de Comunicação CNA
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Setor frigorífico reconhece decisão do Governo de MT sobre Fethab e Fethab 2

Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT
A decisão do Governo de Mato Grosso de manter o congelamento dos valores do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) até o fim deste ano e não renovar o Fethab 2 a partir de 2027 foi reconhecida pelo Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
A medida, anunciada nesta sexta-feira (10.4) pelo governador Otaviano Pivetta, atende a uma demanda do setor produtivo e reduz a pressão sobre os custos de produção.
Em nota, o sindicato afirmou que a decisão “representa um alívio importante na carga tributária em um momento de pressão sobre os custos de produção”.
A entidade também destacou a atuação de instituições que contribuíram para o debate, como a Famato, o IMEA e o Fórum Agro MT.
Segundo o Sindifrigo-MT, “a decisão equilibra o atendimento às demandas do setor produtivo com a responsabilidade fiscal e a continuidade dos investimentos em infraestrutura no Estado”.
Amanda Monteiro | Secom-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Crédito rural: Bancada articula para derrubar restrições indevidas

Foto: Agência FPA
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) deve atuar em pelo menos duas vias para reverter os efeitos de duas resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN). Essa norma tem causado insegurança e dúvida em produtores que pretendem tomar crédito rural, pois prevê restrições em financiamentos.
As resoluções 5.268 de 2025 e 5.193 de 2024 entraram em vigor em 1º de abril e, na prática, obrigam que instituições financeiras consultem o Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes de liberar o crédito. No entanto, produtores têm relatado que os bloqueios ocorrem mesmo em áreas regulares.
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“A questão do Prodes é uma questão correta, uma questão que não há questionamentos sobre a eficiência. O problema é que está gerando uma insegurança jurídica enorme para os produtores, porque eles estão sendo embargados ou tendo anotações no seu CAR [Cadastro Ambiental Rural], sem ter prévio aviso ou direito à ampla defesa”, destacou o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), após a reunião-almoço desta terça-feira, 07.
Ainda conforme o líder da bancada, uma das atuações da FPA será dentro do Congresso Nacional. Por lá, tramitam dois projetos de lei — 2.564/2025 e 205/2025. O primeiro impede que a imposição de embargo ambiental ocorra somente por meio de detecção remota de supressão de vegetação. Já o segundo aponta quais são as condicionantes ambientais que bloqueiam o acesso ao crédito rural, tendo como base o previsto no Código Florestal.
“Teve um caso que nos apresentaram hoje de um pomar de caqui de produção comercial, em que os pés têm que ser cortados e plantados novamente como acontece no café e tantas outras culturas, e que entram com uma anotação de desmatamento. E isso impede o produtor de acessar crédito”, exemplificou Lupion.
A outra via de trabalho é através é uma sensibilização do governo federal para ajustar a norma de forma que garanta o desincentivo ao desmatamento ilegal, mas não penalize produtores que estão regulares. “Nós já pedimos ao Ministério da Fazenda, ao Ministério do Planejamento e ao Banco Central para nos ouvir, para que a gente possa apresentar quais são esses desafios”, completou.
Quem também participou da reunião da FPA foi o presidente da Datagro, Plínio Nastari. Ele ressaltou o papel que o Prodes tem e trouxe mais exemplos que podem ocorrer caso as regras não sejam ajustadas.
“O Prodes faz uma varredura por imagens de satélite. O problema é que ele gera apontamentos sobre atividades usuais da atividade rural, como limpeza de pasto, supressão de pomar para outro tipo de produção ou supressão de área ocupada com eucalipto para o plantio de cafezal. Tudo isso gera apontamento. Na verdade, a intenção deveria ser controlar o desmatamento ilegal”, disse aos parlamentares.
Conforme dados da Datagro, foram registrados 5,4 milhões de apontamentos positivos no Prodes em propriedades rurais até outubro de 2025. Especialista alertou que parte desses avisos são falso-positivos, ou seja, o Prodes detectou supressão de vegetação mas não há comprovação de essa retirada está regular ou que faz parte de uma atividade de cultivo.
Solução emergencial
A bancada também vai trabalhar para que um dos seis projetos de decreto legislativo que derrubam as resoluções seja aprovado de forma emergencial. “O que nós precisamos fazer agora nesse momento é derrubar essa resolução, porque se não vai ficar muito difícil a situação do crédito para o produtor”, destacou o 2º vice-presidente da FPA no Senado, senador Jaime Bagattoli (PL-RO), que é autor da proposta 205/2025.
Também tratando sobre o tema, o coordenador da Comissão de Endividamento Rural da FPA, deputado Lúcio Mosquini (PL-RO), explicou a intenção do projeto 2.564/2025. “O que nós queremos aqui é uma segurança jurídica como a que a multa de trânsito tem. Com a multa você é notificado, agora, no caso do Prodes essa resolução [5193] trouxe a desclassificação da operação”, disse.
Com Agência FPA
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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