Mato Grosso
Primeira-dama do Estado abraça missão em combate ao câncer de mama em campanha do Corpo de Bombeiros Militar

A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, visitou a 3ª Companhia de Bombeiro Militar, localizada no Distrito Industrial, em Cuiabá, onde literalmente vestiu a camisa — ou melhor, a farda. Além de conhecer de perto as diferentes atuações da corporação, ela deu início, juntamente com as bombeiras militares, à Campanha Outubro Rosa, com mensagens orientativas para conscientizar as mulheres sobre a importância dos exames de prevenção. Com a visita, a primeira-dama Virginia Mendes deu o pontapé inicial como madrinha do projeto idealizado pela corporação.
Virginia já tem algumas ações em parceria com o Corpo de Bombeiros. Ela é madrinha do projeto Musicalizar e, por meio de sua articulação, conseguiu recursos para a aquisição de instrumentos – o que permitiu que alunos de baixa renda participem do projeto. Outro projeto é o Karabom, que oferece aulas de karatê, atendendo tanto os filhos dos oficiais, quanto crianças, jovens e adolescentes da comunidade.
A primeira-dama destacou a emoção de conhecer de perto o dia a dia do Corpo de Bombeiros e expressou orgulho ao ver tantas mulheres atuando na corporação.
“Foi uma experiência incrível ver de perto como essa instituição, tão importante, atua em várias frentes no salvamento de vidas. Nos últimos tempos, enfrentam um combate constante aos incêndios em diversos pontos do estado. Os projetos sociais são um exemplo, e fiquei muito orgulhosa de ver as bombeiras que estão na linha de frente”, contou Virginia Mendes.

Foto: Jana Pessôa
s bombeiras militares apresentaram à primeira-dama Virginia Mendes os equipamentos e materiais utilizados nas operações do CBMMT. “Acompanhei de perto o emocionante serviço de busca, resgate e salvamento com cães. O trabalho desses verdadeiros heróis é simplesmente admirável”, ratificou.
Ela ainda praticou uma ação de salvamento utilizando rapel e fez a subida de salvamento na escada mecânica a uma altura de 55 metros. “Que experiência sensacional! As bombeiras me orientaram, e consegui executar as manobras. Até de cabeça para baixo fiquei! Confesso que deu um friozinho na barriga, mas tudo correu bem. Foi incrível a subida com a escada mecânica; realmente, o trabalho desses heróis e heroínas merece nosso reconhecimento”, ressaltou.

Foto: Jana Pessôa
A primeira-dama do Estado falou dos investimentos do Governo do Estado para que a corporação possa devolver um trabalho de eficiência à população. “Tudo da melhor qualidade, desde os equipamentos de segurança utilizados por eles, até veículos modernos; é uma estrutura complexa. O Governo do Estado tem feito investimentos, e só temos a agradecer”, reconheceu.
Durante todo o mês de outubro, o Corpo de Bombeiros vai divulgar conteúdos com a participação da primeira-dama Virginia Mendes, intensificando a campanha Outubro Rosa e a importância não somente do combate ao câncer de mama, mas também da saúde da mulher como um todo.
“Eu já tive câncer e descobri durante exames de rotina. Eu não me sentia bem, estava muito desanimada e, como já havia passado por um quadro de depressão, achei que era a mesma coisa. Mas não, eu estava desenvolvendo um tumor no pâncreas. Então, nós, que estamos habituadas a cuidar de todos ao nosso redor, precisamos estar atentas a nós mesmas”, explicou Virginia Mendes.

Foto: Jana Pessôa
Ela agradeceu a iniciativa e o espaço que o comandante-geral, coronel BM Flávio Glêdson, concedeu para a campanha.
“Gratidão a todos vocês, em especial a essas mulheres guerreiras que arriscam suas vidas para se dedicar a essa rotina. Sei que muitas aqui saem de casa e deixam suas famílias, e fazem a missão com excelência. Com certeza, essa campanha será um sucesso. Quero também agradecer a sensibilidade do comandante, coronel Glêdson, por autorizar essa atividade e por estar junto conosco nesta missão pela vida”, finalizou Virginia Mendes.

Foto: Jana Pessôa
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
CNA solicita suspensão de exigência de RGP para aquicultores

Divulgação
Brasília (10/04/2026) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou, na sexta (10), ofício ao ministro da Pesca e Aquicultura, Rivetla Edipo Araújo, e ao ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, solicitando a suspensão da exigência da obrigatoriedade do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) para aquicultores.
A medida está na Portaria Interministerial nº 54, dos Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Agricultura e Pecuária (Mapa), publicada nesta sexta (10) no Diário Oficial da União, que impõe, entre outros pontos, a obrigatoriedade do RGP na nota fiscal dos pescados comercializados.
Para a CNA, a medida representa um entrave burocrático e oneroso à atividade da aquicultura, sem gerar ganhos efetivos em termos de controle ou fiscalização.
“As informações relacionadas à sanidade, rastreabilidade e produtividade do pescado oriundo da aquicultura já são devidamente registradas e monitoradas pelos órgãos de defesa agropecuária no âmbito do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA)”, justifica a CNA no ofício.
“Dessa forma, a exigência adicional é considerada desnecessária e injustificada”, completa a CNA.
A CNA ressalta que já é prática consolidada na aquicultura a apresentação da Guia de Trânsito Animal (GTA), acompanhada da nota fiscal, aos estabelecimentos sob Serviço de Inspeção Oficial.
Esse procedimento, segundo a Confederação, garante de forma eficiente a rastreabilidade, o controle sanitário e a regularidade da produção.
“Diante desse cenário, a entidade solicita a suspensão dos dispositivos mencionados, com o objetivo de evitar a duplicidade de exigências, promover a desburocratização e assegurar maior eficiência regulatória, em consonância com a realidade da aquicultura brasileira”, conclui a entidade.
Assessoria de Comunicação CNA
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Setor frigorífico reconhece decisão do Governo de MT sobre Fethab e Fethab 2

Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT
A decisão do Governo de Mato Grosso de manter o congelamento dos valores do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) até o fim deste ano e não renovar o Fethab 2 a partir de 2027 foi reconhecida pelo Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
A medida, anunciada nesta sexta-feira (10.4) pelo governador Otaviano Pivetta, atende a uma demanda do setor produtivo e reduz a pressão sobre os custos de produção.
Em nota, o sindicato afirmou que a decisão “representa um alívio importante na carga tributária em um momento de pressão sobre os custos de produção”.
A entidade também destacou a atuação de instituições que contribuíram para o debate, como a Famato, o IMEA e o Fórum Agro MT.
Segundo o Sindifrigo-MT, “a decisão equilibra o atendimento às demandas do setor produtivo com a responsabilidade fiscal e a continuidade dos investimentos em infraestrutura no Estado”.
Amanda Monteiro | Secom-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Crédito rural: Bancada articula para derrubar restrições indevidas

Foto: Agência FPA
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) deve atuar em pelo menos duas vias para reverter os efeitos de duas resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN). Essa norma tem causado insegurança e dúvida em produtores que pretendem tomar crédito rural, pois prevê restrições em financiamentos.
As resoluções 5.268 de 2025 e 5.193 de 2024 entraram em vigor em 1º de abril e, na prática, obrigam que instituições financeiras consultem o Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes de liberar o crédito. No entanto, produtores têm relatado que os bloqueios ocorrem mesmo em áreas regulares.
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“A questão do Prodes é uma questão correta, uma questão que não há questionamentos sobre a eficiência. O problema é que está gerando uma insegurança jurídica enorme para os produtores, porque eles estão sendo embargados ou tendo anotações no seu CAR [Cadastro Ambiental Rural], sem ter prévio aviso ou direito à ampla defesa”, destacou o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), após a reunião-almoço desta terça-feira, 07.
Ainda conforme o líder da bancada, uma das atuações da FPA será dentro do Congresso Nacional. Por lá, tramitam dois projetos de lei — 2.564/2025 e 205/2025. O primeiro impede que a imposição de embargo ambiental ocorra somente por meio de detecção remota de supressão de vegetação. Já o segundo aponta quais são as condicionantes ambientais que bloqueiam o acesso ao crédito rural, tendo como base o previsto no Código Florestal.
“Teve um caso que nos apresentaram hoje de um pomar de caqui de produção comercial, em que os pés têm que ser cortados e plantados novamente como acontece no café e tantas outras culturas, e que entram com uma anotação de desmatamento. E isso impede o produtor de acessar crédito”, exemplificou Lupion.
A outra via de trabalho é através é uma sensibilização do governo federal para ajustar a norma de forma que garanta o desincentivo ao desmatamento ilegal, mas não penalize produtores que estão regulares. “Nós já pedimos ao Ministério da Fazenda, ao Ministério do Planejamento e ao Banco Central para nos ouvir, para que a gente possa apresentar quais são esses desafios”, completou.
Quem também participou da reunião da FPA foi o presidente da Datagro, Plínio Nastari. Ele ressaltou o papel que o Prodes tem e trouxe mais exemplos que podem ocorrer caso as regras não sejam ajustadas.
“O Prodes faz uma varredura por imagens de satélite. O problema é que ele gera apontamentos sobre atividades usuais da atividade rural, como limpeza de pasto, supressão de pomar para outro tipo de produção ou supressão de área ocupada com eucalipto para o plantio de cafezal. Tudo isso gera apontamento. Na verdade, a intenção deveria ser controlar o desmatamento ilegal”, disse aos parlamentares.
Conforme dados da Datagro, foram registrados 5,4 milhões de apontamentos positivos no Prodes em propriedades rurais até outubro de 2025. Especialista alertou que parte desses avisos são falso-positivos, ou seja, o Prodes detectou supressão de vegetação mas não há comprovação de essa retirada está regular ou que faz parte de uma atividade de cultivo.
Solução emergencial
A bancada também vai trabalhar para que um dos seis projetos de decreto legislativo que derrubam as resoluções seja aprovado de forma emergencial. “O que nós precisamos fazer agora nesse momento é derrubar essa resolução, porque se não vai ficar muito difícil a situação do crédito para o produtor”, destacou o 2º vice-presidente da FPA no Senado, senador Jaime Bagattoli (PL-RO), que é autor da proposta 205/2025.
Também tratando sobre o tema, o coordenador da Comissão de Endividamento Rural da FPA, deputado Lúcio Mosquini (PL-RO), explicou a intenção do projeto 2.564/2025. “O que nós queremos aqui é uma segurança jurídica como a que a multa de trânsito tem. Com a multa você é notificado, agora, no caso do Prodes essa resolução [5193] trouxe a desclassificação da operação”, disse.
Com Agência FPA
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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