Pecuária
Estudo comprova eficiência da pecuária em capturar carbono da atmosfera

Levantamento analisou 103 propriedades do Programa Fazenda Nota 10, da JBS, e concluiu que um terço das propriedades removem Gases do Efeito Estufa (GEE) – Crédito: Divulgação JBS
São Paulo, 08 de outubro de 2024 – Um estudo com participação da JBS comprovou como a pecuária nacional contribui para a captura de Gases do Efeito Estufa (GEE) da atmosfera. O trabalho analisou o volume de emissões de carbono de 103 propriedades fornecedoras da Friboi, em 12 estados brasileiros. O resultado revelou que 31% das fazendas analisadas removem mais que emitem carbono na atmosfera. Práticas adequadas de manejo de solo, como a recuperação de pastagens, eficiência produtiva e desmatamento zero estão entre as principais razões para alcançar o marco.
Conduzido por pesquisadores do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da FGV (OCBio/FGV), da consultoria Fauna Projetos e do Instituto Inttegra, o levantamento foi realizado entre agosto de 2023 e maio de 2024. Os 46% das fazendas mais eficientes emitem menos GEE para cada tonelada de carcaça. O estudo é um dos maiores já realizados sobre o tema no mundo.
A partir do método de mensuração internacional utilizado pelo setor, o GHG Protocol, do World Resources Institute (WRI) e do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), mensalmente foram coletados dados sobre as emissões e as remoções de GEE das propriedades. Segundo os pesquisadores, entre os fatores que influenciaram diretamente o resultado estão a idade de envio de bovinos para processamento, o perfil da dieta do gado, a qualidade no manejo das pastagens e o controle do desmatamento nas propriedades.
“Avaliações importantes, como a supressão da vegetação nativa, fazem com que as emissões aumentem muito. Também ficou nítido o efeito da recuperação dos pastos na redução das emissões. Esse conjunto indica, claramente, o caminho de adotar boas práticas agrícolas aumentando a eficiência e a qualidade da carne brasileira”, ressalta Eduardo Assad, pesquisador do OCBio/FGV e diretor-executivo da consultoria Fauna Projetos, que integrou a coordenação do estudo.
“Para que os produtores possam gerenciar e desenvolver uma pecuária de baixo carbono, é preciso que tenham acesso a um diagnóstico completo sobre a situação das suas propriedades. Ao realizar o balanço de carbono e analisar as práticas de agricultura regenerativas adotadas, o Fazenda Nota 10 oferece essas informações para que os proprietários possam entender seus status atual e traçar metas efetivas de gestão na direção de uma pecuária de baixo carbono”, observa o diretor de Pecuária da Friboi e líder de Agricultura Regenerativa da JBS Brasil, Fabio Dias.
Programa Fazenda Nota 10
Criado em conjunto com o Instituto Inttegra em 2017, o programa Fazenda Nota 10 visa auxiliar criadores de gado de corte fornecedores da Friboi na gestão da produtividade, com o foco em rentabilidade e sustentabilidade de suas propriedades, com monitoramento e técnicas de benchmarking. Considerado o maior programa de treinamento em gestão para pecuaristas no Brasil, o FN10 já impactou cerca de 860 propriedades, que cobrem área equivalente a pouco mais de 1,4 milhão de hectares. Atualmente, há 435 fazendas participantes do programa em todo o Brasil.
Ano a ano, o FN10 incorpora novos aspectos para avaliação das propriedades. Em 2023, o programa firmou parceria com a consultoria Fauna Projetos e expandiu seus indicadores para incluir o balanço de emissões de GEE. Entre as linhas de mentoria que a iniciativa já vinha realizando estavam instruções a respeito de técnicas de manejo e adubação de pastagens, entre outros temas relacionados a agricultura regenerativa, como técnicas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e valorização da biodiversidade.
Cada ciclo do Programa Fazenda Nota 10 tem duração de 12 meses. Os produtores passam por diversos treinamentos em gestão de propriedade e se comprometem a lançar os dados sobre a evolução mensal de suas fazendas e do rebanho na plataforma do FN10. Os dados compilados são analisados por uma equipe de especialistas periodicamente e, com base em benchmarking, são apontados os meios de melhoria em cada critério entre as propriedades atendidas.
Segundo Fábio Dias, os participantes do FN10 alcançam cerca de 15% de aumento no Ganho Médio Diário (GMD) de peso, por animal, nos rebanhos, e diminuem em média 9% as despesas por arroba produzida. “Além do aspecto econômico, a pecuária com práticas sustentáveis pode ser cada vez mais parte da solução da questão climática, como demonstrou nosso estudo”, afirma o executivo.
Para Luiz Lourenço, responsável pela Fazenda Bela Vista, em Braúna (SP), o Programa Fazenda Nota 10 contribui para fornecer números e dados que auxiliam nas tomadas de decisões e na gestão da propriedade. “As informações a que tivemos acesso a partir do programa foram fundamentais, pois nos permitiram incrementar a produção, extraindo o máximo da fazenda. Somos focados na recria e engorda de animais, por isso esses dados são fundamentais para que possamos ter uma gestão que viabilize uma boa compra e venda do gado”, explica. “Além disso, conseguimos produzir também com sustentabilidade. Por exemplo, todo o dejeto de confinamento usamos para fazer compostagem e, consequentemente, reduzimos o custo de insumos nas propriedades”, afirma.
Desde que foi criado, em 2017, o programa tem ampliado o seu escopo de avaliação das propriedades parceiras. Em 2019/2020, a iniciativa incorporou a frente de gestão de pessoas. No ciclo de 2020/2021, as fazendas passaram a ser analisadas também pelas práticas de bem-estar animal. No ciclo seguinte, de 2021/2022, padrões de compliance socioambiental foram adicionados entre os critérios de análise e a adesão à Plataforma Pecuária Transparente se tornou pré-requisito para participar do projeto. No ciclo anterior, o balanço de emissões líquidas de GEE passaram a ser incorporados e aperfeiçoados nas fazendas parceiras como método de eficiência sustentável.
Maior empregadora do Brasil
A JBS e suas cadeias produtivas movimentaram, em 2020, o equivalente a 2,93% do PIB (Produto Interno Bruto) de Mato Grosso e contribuíram, em 2021, para a geração de 7,2% dos empregos do estado. Os dados são do levantamento produzido pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
Em números totais, o impacto da JBS no PIB mato-grossense foi de R$16,57 bilhões, com valor adicionado de R$5,2 bilhões. Em 2021, a companhia gerou 131.274 empregos diretos, indiretos e induzidos no estado. A JBS está presente em 16 municípios mato-grossenses, com forte atuação nas indústrias de bovinos, aves, biodiesel, couros e alimentos preparados, além de outras atividades como confinamento de gado, transporte e geração de valor agregado.
Sobre a JBS
A JBS é uma das maiores empresas de alimentos do mundo. Com uma plataforma diversificada por tipos de produtos (aves, suínos, bovinos e ovinos, além de plant-based), a Companhia conta com mais de 270 mil colaboradores, em unidades de produção e escritórios em todos os continentes, em países como Brasil, EUA, Canadá, Reino Unido, Austrália, China, entre outros. No Brasil, a JBS é uma das maiores empregadoras do país, com 155 mil colaboradores. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação: Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre muitas outras, que chegam todos os dias às mesas de consumidores em 190 países. A empresa investe em negócios correlacionados, como couros, biodiesel, colágeno, higiene pessoal e limpeza, envoltórios naturais, soluções em gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transportes, com foco na economia circular. A JBS conduz suas operações priorizando a alta qualidade e a segurança dos alimentos e adota as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal em toda sua cadeia de valor, com o propósito de alimentar pessoas ao redor do mundo de maneira cada vez mais sustentável.
Contato para a imprensa:
Sandra Costa
JBS – Atendimento à Imprensa em Mato Grosso
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Telefone: (65) 99252-5116
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Conhecido como ‘peste-negra’, espécie é temida na África

Foto: Duncan McNab/Unsplash
Os búfalos são grandes mamíferos bovídeos que habitam diferentes regiões do mundo, dividindo-se principalmente entre a África subsaariana, Índia e Tailândia, onde é domesticado para trabalho e produção de leite.
Conhecido como “Peste Negra”, o búfalo-do-cabo é um dos animais mais perigosos do continente africano, sendo responsável por aproximadamente 200 mortes humanas por ano. Também conhecido como búfalo-africano, esse animal é um dos “Cinco Grandes” da fauna africana, temidos por caçadores devido à sua força e imprevisibilidade.
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Em agosto de 2025, o americano Asher Watkins, de 52 anos, famoso por caçar animais de grande porte, morreu atingido por um búfalo em Limpopo, África do Sul. Ele morava no Texas e era dono do Watkins Ranch Group, empresa especializada na venda de propriedades rurais de alto padrão.
Watkins estava acompanhado por um caçador profissional e um rastreador, perseguindo um búfalo de aproximadamente 1,3 tonelada em uma área de mata fechada. De forma inesperada, o animal saiu do seu esconderijo e avançou a cerca de 56 km/h, atingindo Watkins de maneira fatal.
O búfalo-do-cabo pode pesar entre 500 e 900 kg, com corpo robusto, pelagem escura e chifres largos e curvados que se unem na base formando um escudo ósseo chamado “boss” (“chefe”, em português).
Esse búfalo vive em savanas, florestas e pântanos, formando manadas hierárquicas lideradas por fêmeas. Além disso, o búfalo-do-cabo é conhecido por sua resistência e por atacar mesmo após ser ferido. Sua dieta é composta principalmente por gramíneas, e sua presença é vital para o equilíbrio dos ecossistemas onde vive.
A espécie não está atualmente em perigo de extinção, apesar de enfrentar ameaças como a perda de habitat e doenças transmitidas pelo gado doméstico. Comum na África do Sul, a caça esportiva de animais – inclusive búfalos – é alvo de críticas de ambientalistas, que lutam pelo fim da prática.
Com MSN
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Exigência europeia reacende debate sanitário

A análise também aponta a existência de um componente político – Foto: Divulgação
A decisão europeia sobre a conformidade para exportação de proteínas animais colocou em debate a relação entre exigências regulatórias, rastreabilidade e competitividade no comércio internacional de alimentos. Segundo Maurício Palma Nogueira, sócio diretor da Athenagro, a exclusão do Brasil da lista da União Europeia de países com conformidade reconhecida não deve ser interpretada como um embargo imediato às carnes brasileiras.
A avaliação é que a medida está mais ligada à cobrança por comprovação documental do sistema produtivo do que à identificação de um risco sanitário comprovado. A União Europeia passou a exigir equivalência regulatória completa sobre o uso de antimicrobianos, incluindo controle veterinário, monitoramento e registros ao longo de toda a vida produtiva dos animais.
Nesse contexto, a rastreabilidade ganha peso central. O bloco europeu quer garantias de que os processos adotados nos países exportadores sejam equivalentes aos aplicados internamente, especialmente no controle de substâncias utilizadas na produção animal. O caso da monensina e de outros ionóforos passou a receber maior atenção justamente porque há questionamentos sobre a diferença entre o que a Europa permite em seu mercado interno e o nível de comprovação exigido de fornecedores externos.
A análise também aponta a existência de um componente político e comercial relevante. Produtores rurais europeus, especialmente franceses, têm pressionado por regras mais rígidas, em meio à preocupação com a competitividade das proteínas do Mercosul no mercado europeu. A discussão ocorre em paralelo ao avanço do acordo Mercosul–União Europeia, em um cenário no qual exigências sanitárias podem funcionar, na prática, como barreiras não tarifárias.
Apesar da preocupação, o impacto econômico imediato tende a ser limitado para o Brasil. A União Europeia representa hoje uma fatia menor das exportações brasileiras de proteína animal na comparação com mercados como China, Estados Unidos, Oriente Médio e países do Sudeste Asiático. Assim, não há indicação de colapso comercial no curto prazo, embora o país precise contornar a restrição iminente, prevista para começar em setembro.
Agrolink – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Brucelose acende alerta no campo e reforça vacinação obrigatória de bovinos e bubalinos no Brasil

Foto: Freepik
O Sindan reforçou o alerta aos produtores rurais sobre a importância da vacinação contra a brucelose durante o mês da saúde animal, período marcado pela intensificação das campanhas sanitárias em diversas regiões do país. A imunização de fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade é obrigatória no Brasil e, em muitos estados, deve ser realizada até o dia 31 de maio.
A brucelose, também conhecida como febre mediterrânea, é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Brucella e considerada uma das zoonoses de maior relevância para a pecuária mundial. Além de comprometer a saúde dos animais, a enfermidade também representa risco à saúde humana, podendo ser transmitida pelo contato direto com animais infectados ou pelo consumo de leite e derivados não pasteurizados.
Doença provoca prejuízos à pecuária
Entre os principais impactos da brucelose na produção pecuária estão abortos, infertilidade, redução da eficiência reprodutiva e queda na produtividade dos rebanhos. Esses fatores geram prejuízos econômicos importantes para os produtores e afetam diretamente a competitividade do setor.
O controle sanitário é considerado estratégico para o agronegócio brasileiro, especialmente porque o país ocupa posição de destaque entre os maiores produtores e exportadores mundiais de carne bovina, suína e de frango. A manutenção desse protagonismo depende de programas rigorosos de defesa agropecuária, vacinação e monitoramento constante das doenças animais.
Segundo o Sindan, a saúde dos rebanhos está diretamente ligada à qualidade dos alimentos, à produtividade no campo e ao cumprimento das exigências sanitárias dos mercados internacionais.
Zoonoses preocupam autoridades sanitárias
A preocupação com a brucelose também envolve a saúde pública. Dados da OMS indicam que existem mais de 200 enfermidades zoonóticas conhecidas atualmente. Já a entidade HealthforAnimals aponta que cerca de 60% das doenças existentes no mundo são zoonoses.
Diante desse cenário, especialistas reforçam que o combate à brucelose vai além da proteção dos rebanhos e se torna uma medida essencial para garantir a segurança alimentar da população.
Vacinação é principal ferramenta de controle
A vacinação obrigatória segue sendo uma das estratégias mais eficazes para reduzir a circulação da bactéria nos rebanhos brasileiros. A imunização precoce, realizada dentro da faixa etária recomendada, contribui para diminuir os índices da doença e fortalecer os programas de erradicação sanitária no país.
Além do cumprimento do calendário vacinal, técnicos e especialistas recomendam a adoção de boas práticas de manejo, acompanhamento veterinário contínuo e monitoramento sanitário permanente nas propriedades rurais.
A integração entre produtores, médicos-veterinários e órgãos de defesa agropecuária é apontada como fundamental para ampliar o controle da doença, reduzir os riscos de transmissão e preservar a sustentabilidade da pecuária brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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