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Pecuária

Alta no preço do boi gordo impulsiona setor pecuário em Mato Grosso

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Alta no preço do boi gordo impulsiona setor pecuário em Mato Grosso – Canal Rural / Giro do boi

 

 

O mercado de gado bovino em Mato Grosso vem registrando altas históricas, com o preço do boi gordo rompendo a barreira dos R$ 240,00/@ pela primeira vez em outubro de 2024. Este marco reflete uma recuperação expressiva, alimentada por uma combinação de alta demanda interna e um aquecimento nas exportações de carne bovina.

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o preço médio do boi gordo no estado fechou em R$ 241,82/@ no início de outubro, um aumento de R$ 56,95/@ em comparação com o mesmo período de 2023. O salto representa uma alta de 57,21% desde o ponto mais baixo do ciclo anterior, consolidando a força do mercado neste ano.

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Essa trajetória ascendente começou a ser desenhada em setembro, quando os preços do boi gordo romperam a barreira de R$ 210,00/@, valor que havia permanecido estável nos primeiros oito meses de 2024. A demanda interna, especialmente com o aumento do consumo de carne no final do ano, aliada ao fortalecimento das exportações, foi decisiva para o novo patamar de preços.

“O mercado está muito aquecido. A demanda externa continua forte, especialmente para países asiáticos, e a recuperação do consumo interno no Brasil, com a retomada do poder de compra das famílias, favorece essa tendência de alta”, explicou um analista do IMEA.

A busca por carne brasileira, tanto dentro quanto fora do país, tem sido um dos principais motores por trás do aumento. Mato Grosso, que se destaca como o maior produtor de carne bovina do Brasil, segue sendo um dos estados mais beneficiados por essa dinâmica de mercado.

Além da demanda, outro fator que contribuiu para o aumento dos preços foi a menor oferta de fêmeas no mercado. Em setembro, a participação de vacas no total de bovinos abatidos no estado caiu para 37,22%, o menor patamar do ano. Isso se reflete também nos preços da vaca gorda a prazo, que tiveram alta de 3,30%, chegando a R$ 218,20/@.

Por outro lado, o aumento no número de machos enviados para o abate foi fundamental para sustentar o crescimento da oferta. Os confinadores, que haviam enfrentado margens apertadas nos anos anteriores, voltaram a ocupar os confinamentos em níveis mais elevados, contribuindo para um recorde no volume de bois abatidos.

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Com a proximidade das festas de fim de ano e o tradicional aumento do consumo de carne no mercado interno, a expectativa é de que o preço do boi gordo continue em viés de alta até o final de 2024. Produtores que investiram no confinamento de animais estão colhendo os frutos dessa estratégia, enquanto frigoríficos enfrentam o desafio de equilibrar a oferta e a demanda por carne bovina.

“O mercado deve continuar valorizado nos próximos meses. O cenário é positivo para os pecuaristas que conseguiram aumentar a produção, mas é desafiador para os frigoríficos, que enfrentam uma oferta mais limitada de vacas para o abate”, comentou outro especialista do setor.

Com a valorização constante e uma demanda que não dá sinais de desaceleração, o mercado de boi gordo em Mato Grosso se consolida como um dos mais fortes no Brasil. No entanto, a capacidade de manter o ritmo de oferta será crucial para determinar o comportamento dos preços em 2025.

VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Conhecido como ‘peste-negra’, espécie é temida na África

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Foto: Duncan McNab/Unsplash

 

Os búfalos são grandes mamíferos bovídeos que habitam diferentes regiões do mundo, dividindo-se principalmente entre a África subsaariana, Índia e Tailândia, onde é domesticado para trabalho e produção de leite.

Conhecido como “Peste Negra”, o búfalo-do-cabo é um dos animais mais perigosos do continente africano, sendo responsável por aproximadamente 200 mortes humanas por ano. Também conhecido como búfalo-africano, esse animal é um dos “Cinco Grandes” da fauna africana, temidos por caçadores devido à sua força e imprevisibilidade.

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Em agosto de 2025, o americano Asher Watkins, de 52 anos, famoso por caçar animais de grande porte, morreu atingido por um búfalo em Limpopo, África do Sul. Ele morava no Texas e era dono do Watkins Ranch Group, empresa especializada na venda de propriedades rurais de alto padrão.

Watkins estava acompanhado por um caçador profissional e um rastreador, perseguindo um búfalo de aproximadamente 1,3 tonelada em uma área de mata fechada. De forma inesperada, o animal saiu do seu esconderijo e avançou a cerca de 56 km/h, atingindo Watkins de maneira fatal.

O búfalo-do-cabo pode pesar entre 500 e 900 kg, com corpo robusto, pelagem escura e chifres largos e curvados que se unem na base formando um escudo ósseo chamado “boss” (“chefe”, em português).

Esse búfalo vive em savanas, florestas e pântanos, formando manadas hierárquicas lideradas por fêmeas. Além disso, o búfalo-do-cabo é conhecido por sua resistência e por atacar mesmo após ser ferido. Sua dieta é composta principalmente por gramíneas, e sua presença é vital para o equilíbrio dos ecossistemas onde vive.

A espécie não está atualmente em perigo de extinção, apesar de enfrentar ameaças como a perda de habitat e doenças transmitidas pelo gado doméstico. Comum na África do Sul, a caça esportiva de animais – inclusive búfalos – é alvo de críticas de ambientalistas, que lutam pelo fim da prática.

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Com MSN

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Exigência europeia reacende debate sanitário

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A análise também aponta a existência de um componente político – Foto: Divulgação

A decisão europeia sobre a conformidade para exportação de proteínas animais colocou em debate a relação entre exigências regulatórias, rastreabilidade e competitividade no comércio internacional de alimentos. Segundo Maurício Palma Nogueira, sócio diretor da Athenagro, a exclusão do Brasil da lista da União Europeia de países com conformidade reconhecida não deve ser interpretada como um embargo imediato às carnes brasileiras.

A avaliação é que a medida está mais ligada à cobrança por comprovação documental do sistema produtivo do que à identificação de um risco sanitário comprovado. A União Europeia passou a exigir equivalência regulatória completa sobre o uso de antimicrobianos, incluindo controle veterinário, monitoramento e registros ao longo de toda a vida produtiva dos animais.

Nesse contexto, a rastreabilidade ganha peso central. O bloco europeu quer garantias de que os processos adotados nos países exportadores sejam equivalentes aos aplicados internamente, especialmente no controle de substâncias utilizadas na produção animal. O caso da monensina e de outros ionóforos passou a receber maior atenção justamente porque há questionamentos sobre a diferença entre o que a Europa permite em seu mercado interno e o nível de comprovação exigido de fornecedores externos.

A análise também aponta a existência de um componente político e comercial relevante. Produtores rurais europeus, especialmente franceses, têm pressionado por regras mais rígidas, em meio à preocupação com a competitividade das proteínas do Mercosul no mercado europeu. A discussão ocorre em paralelo ao avanço do acordo Mercosul–União Europeia, em um cenário no qual exigências sanitárias podem funcionar, na prática, como barreiras não tarifárias.

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Apesar da preocupação, o impacto econômico imediato tende a ser limitado para o Brasil. A União Europeia representa hoje uma fatia menor das exportações brasileiras de proteína animal na comparação com mercados como China, Estados Unidos, Oriente Médio e países do Sudeste Asiático. Assim, não há indicação de colapso comercial no curto prazo, embora o país precise contornar a restrição iminente, prevista para começar em setembro.

Agrolink – Leonardo Gottems

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Brucelose acende alerta no campo e reforça vacinação obrigatória de bovinos e bubalinos no Brasil

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Foto: Freepik

 

O Sindan reforçou o alerta aos produtores rurais sobre a importância da vacinação contra a brucelose durante o mês da saúde animal, período marcado pela intensificação das campanhas sanitárias em diversas regiões do país. A imunização de fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade é obrigatória no Brasil e, em muitos estados, deve ser realizada até o dia 31 de maio.

A brucelose, também conhecida como febre mediterrânea, é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Brucella e considerada uma das zoonoses de maior relevância para a pecuária mundial. Além de comprometer a saúde dos animais, a enfermidade também representa risco à saúde humana, podendo ser transmitida pelo contato direto com animais infectados ou pelo consumo de leite e derivados não pasteurizados.

Doença provoca prejuízos à pecuária

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Entre os principais impactos da brucelose na produção pecuária estão abortos, infertilidade, redução da eficiência reprodutiva e queda na produtividade dos rebanhos. Esses fatores geram prejuízos econômicos importantes para os produtores e afetam diretamente a competitividade do setor.

O controle sanitário é considerado estratégico para o agronegócio brasileiro, especialmente porque o país ocupa posição de destaque entre os maiores produtores e exportadores mundiais de carne bovina, suína e de frango. A manutenção desse protagonismo depende de programas rigorosos de defesa agropecuária, vacinação e monitoramento constante das doenças animais.

Segundo o Sindan, a saúde dos rebanhos está diretamente ligada à qualidade dos alimentos, à produtividade no campo e ao cumprimento das exigências sanitárias dos mercados internacionais.

Zoonoses preocupam autoridades sanitárias

A preocupação com a brucelose também envolve a saúde pública. Dados da OMS indicam que existem mais de 200 enfermidades zoonóticas conhecidas atualmente. Já a entidade HealthforAnimals aponta que cerca de 60% das doenças existentes no mundo são zoonoses.

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Diante desse cenário, especialistas reforçam que o combate à brucelose vai além da proteção dos rebanhos e se torna uma medida essencial para garantir a segurança alimentar da população.

Vacinação é principal ferramenta de controle

A vacinação obrigatória segue sendo uma das estratégias mais eficazes para reduzir a circulação da bactéria nos rebanhos brasileiros. A imunização precoce, realizada dentro da faixa etária recomendada, contribui para diminuir os índices da doença e fortalecer os programas de erradicação sanitária no país.

Além do cumprimento do calendário vacinal, técnicos e especialistas recomendam a adoção de boas práticas de manejo, acompanhamento veterinário contínuo e monitoramento sanitário permanente nas propriedades rurais.

A integração entre produtores, médicos-veterinários e órgãos de defesa agropecuária é apontada como fundamental para ampliar o controle da doença, reduzir os riscos de transmissão e preservar a sustentabilidade da pecuária brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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