Economia
CNA avalia que PL da Reciprocidade permite ao agro brasileiro reagir a barreiras comerciais

Assessoria
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacou que o Projeto de Lei 2.088/2023, conhecido como o PL da Reciprocidade, garante ao Brasil a possibilidade de responder a barreiras comerciais impostas por outros países. Na terça (18), a Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou o substitutivo da senadora Tereza Cristina (PP-MS) ao Projeto de Lei 2088/2023, que trata da reciprocidade.
A proposta, de autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), protege a competitividade do Brasil no comércio internacional ao estabelecer regras para reagir a medidas injustas adotadas por outros países ou blocos econômicos. Agora, o PL será analisado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado em caráter terminativo (sem precisar ir a Plenário). Se for aprovado na CAE, o PL segue para a Câmara dos Deputados.
O Projeto de Lei defende a soberania do Brasil, buscando dar ao Brasil mecanismos de respostas no caso de adoção de atos específicos unilaterais contra o Brasil, sejam com base comercial ou ambiental, que não sigam normas internacionais. A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, disse que a aprovação do PL é importante devido à “proliferação de medidas unilaterais e discriminatórias adotadas por países ou blocos econômicos que impactam negativamente a competitividade e o acesso de produtos brasileiros ao mercado internacional”.
“O PL 2088/2023 assegura ao Brasil a possibilidade de responder a essas barreiras comerciais, e ganha urgência com o enfraquecimento da OMC (Organização Mundial do Comércio). Economias como a americana e a europeia já possuem normas semelhantes em sua legislação nacional”, explicou a diretora.
Tereza Cristina ressaltou que o “Brasil terá mais um instrumento que dê garantias de negociação e, em último caso, fazer a retaliação, se esse for o caso. Esperamos nunca ter que usar a retaliação, mas o Brasil ficará preparado para a proteção dos seus produtores e dos seus produtos”.
Autor do projeto, o senador Zequinha Marinho (Podemos/PA), afirmou que a proposta busca fortalecer o Brasil em negociações internacionais. “Este projeto nos dá uma carta na manga para demonstrar nossa sustentabilidade e evitar imposições unilaterais que prejudiquem nossa competitividade”, disse.
Fonte: Uagro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Fraudes financeiras mudam hábitos de consumo e tornam brasileiros mais cautelosos nas compras

As fraudes financeiras deixaram de ser episódios isolados para se tornar uma preocupação constante na rotina dos brasileiros. De acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, 49,9% dos consumidores sofreram fraudes ou foram alvo de tentativas de golpe nos últimos 12 meses.
O número revela que praticamente metade da população economicamente ativa teve contato recente com algum tipo de fraude financeira, cenário que vem transformando não apenas a percepção de segurança, mas também o comportamento de consumo no país.
Diante dos riscos, os consumidores passaram a adotar uma postura mais cautelosa durante a jornada de compra. A preocupação com a segurança ganhou espaço entre os fatores que influenciam a decisão de consumo, levando muitos brasileiros a analisar com mais cuidado empresas, ofertas e canais de venda antes de concluir uma transação.
Segurança passa a influenciar a decisão de compra
Segundo o levantamento, 49% dos entrevistados afirmam desconfiar imediatamente de contatos considerados suspeitos. Outros 45% dizem evitar promessas de ganhos fáceis ou vantagens excessivas, enquanto 42% relatam que não confiam em preços muito abaixo da média de mercado ou em sites desconhecidos.
Na prática, o consumidor passou a valorizar mais aspectos relacionados à credibilidade das empresas. Reputação digital, presença consistente nas redes sociais, transparência nas informações e histórico da marca tornaram-se elementos cada vez mais relevantes no processo de compra.
Embora o preço continue sendo um fator importante, ele já não é suficiente, sozinho, para convencer o consumidor a fechar negócio. A confiança passou a ocupar um papel central na tomada de decisão.
Jornada de compra mais racional
O aumento da percepção de risco também vem reduzindo compras impulsivas, especialmente no ambiente digital. Antes de efetuar uma transação, muitos consumidores pesquisam avaliações, consultam experiências de outros compradores, comparam canais de venda e buscam sinais de legitimidade das empresas.
Esse comportamento torna o processo de compra mais longo e criterioso, exigindo das marcas esforços adicionais para conquistar a confiança do público.
Para o varejo, a mudança representa um novo desafio. Além de oferecer bons produtos e preços competitivos, as empresas precisam demonstrar segurança em todos os pontos de contato com o cliente.
Novas exigências para as empresas
O crescimento dos golpes financeiros também elevou o nível de exigência dos consumidores. Ferramentas de autenticação, canais oficiais de atendimento, políticas claras de troca e devolução e uma comunicação transparente deixaram de ser diferenciais e passaram a ser requisitos básicos para quem deseja conquistar e manter clientes.
Em um mercado cada vez mais marcado pela desconfiança, falhas na transmissão de credibilidade podem resultar na perda de vendas antes mesmo da comparação entre preços ou produtos.
Mais do que prejuízos financeiros, a escalada das fraudes está redesenhando a forma como os brasileiros compram e se relacionam com as marcas. Ao mesmo tempo, impõe ao varejo a necessidade de investir em confiança, transparência e segurança para atender um consumidor cada vez mais atento e menos disposto a correr riscos.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Em abril, consumo de alimentos cresceu, caiu em combustíveis e varejo soma 2% no ano

Foto: Gilson Abreu/AEN
O volume de vendas do comércio varejista do País recuou 1,5% em abril frente a março, na série livre de influências sazonais. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o varejo registrou alta de 1,0%. No ano, o setor acumula alta de 2,0% e, nos últimos 12 meses, de 1,5%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (16/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A evolução da média móvel trimestral para o varejo no trimestre encerrado em abril ficou estável (0,0%) após avanço de 0,7% no trimestre encerrado em março.
Em março, o setor havia registrado alta de 0,7%. O gerente da PMC, Cristiano Santos, destaca que as vendas do varejo apresentaram queda após meses de resultados positivos.
“Os três primeiros meses, na margem, tiveram um crescimento significativo, a ponto de elevar o patamar do comércio para o nível histórico recorde. Assim, há um efeito de base, quando uma variação positiva a mais é de menor suscetibilidade”, afirma.
Houve recuo das vendas em seis das oito atividades pesquisadas: Combustíveis e lubrificantes (-6,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%), Móveis e eletrodomésticos (-0,8%), Tecidos, vestuário e calçados (-0,1%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,1%).
No campo positivo, destacaram-se Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%), que apresenta o maior peso para o índice, e Livros, jornais, revistas e papelaria (1,1%).
“Houve um rebatimento geral no indicador. O que estava puxando o índice pra cima nos meses anteriores foi o que justamente caiu em abril. O ponto é que, se antes um consumo mais intensivo em bens não essenciais vinha sustentando a alta, agora essas mesmas atividades devolveram o crescimento”, ressalta Santos.
Varejo ampliado recua 0,7% em abri
Considerando o comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças; Material de construção; e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em abril recuou 0,7% frente ao mês anterior, após registrar estabilidade (0,0%) em março de 2026.
A média móvel trimestral para o varejo ampliado variou em 0,1% no trimestre encerrado em abril.
Frente a abril de 2025, cinco atividades apresentam altas
Na comparação entre abril de 2026 e o mesmo mês do ano passado, cinco atividades apresentaram altas, duas ficaram no campo negativo e uma apresentou estabilidade: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,5%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%), Móveis e eletrodomésticos (2,6%), Combustíveis e lubrificantes (1,6%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%), Livros, jornais, revistas e papelaria (0,0%), Tecidos, vestuário e calçados (-2,5%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-3,0%).
A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria registrou alta de 4,5% na comparação com abril de 2025, trigésimo oitavo ponto consecutivo no campo positivo. Em relação a abril de 2025, a atividade teve a segunda maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo, somando 0,4 ponto percentual (p.p) ao total de 1%.
O setor de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceu 0,9% no volume de vendas frente a abril de 2025, sexto resultado consecutivo no campo positivo. Nessa base de comparação, a atividade teve a maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo, somando 0,5 p.p. ao total de 1,0%
“A mais longo prazo, essas duas atividades continuam uma trajetória quase constante de crescimento. Há expansão na farmacêutica, não só em receita, mas também em número de lojas abertas. Hiper e supermercados vai na mesma linha, ainda que com menor intensidade”, destaca Santos sobre as duas atividades que registraram maior contribuição para o índice na base de comparação anual.
A leitura positiva também apareceu no varejo ampliado, com dois setores com taxas no campo positivo: Veículos e motos, partes e peças (2,6%) e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,0%). A atividade de Material de construção (0,0%) apresentou estabilidade.
Varejo tem taxas negativas em 20 das 27 Unidades da Federação
Frente a março, na série com ajustes sazonais, o comércio varejista teve resultados negativos em 20 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Piauí (-3,9%), Goiás (-3,8%), Santa Catarina (-3,6%) e Amazonas (-3,6%).
No campo positivo, figuram 6 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Roraima (1,8%), Tocantins (1,6%) e São Paulo (1,3%). O Rio Grande do Sul (0,0%) apresentou estabilidade.
Para a mesma base de comparação, o comércio varejista ampliado teve resultados negativos em 20 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Rondônia (-5,5%), Amazonas (-4,9%), Tocantins (-4,0%) e Paraná (-4,0%).
Por outro lado, no campo positivo, figuraram 7 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Rio Grande do Sul (3,2%), Goiás (3,1%) e Maranhão (2,2%).
com Assessoria
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Aquisição da Leprino Foods pela Catupiry acelera consolidação do setor lácteo brasileiro

Imagem Ilustrativa
A aquisição da operação da Leprino Foods no Brasil pela Catupiry representa mais um importante capítulo no processo de consolidação da indústria de lácteos nacional. A avaliação é de Juliana Torres, analista de inteligência de mercado da StoneX, que destaca o movimento como estratégico para ampliar escala, fortalecer a cadeia produtiva e expandir a atuação em segmentos de maior valor agregado.
Segundo a especialista, a negociação acompanha uma tendência observada nos últimos anos, em que grandes grupos do setor têm utilizado aquisições para acelerar crescimento, aumentar participação de mercado e diversificar seus portfólios.
Consolidação ganha força na indústria de lácteos
O mercado brasileiro de lácteos vem passando por um intenso processo de concentração, impulsionado pela busca por maior eficiência operacional, ganhos de escala e fortalecimento da presença regional.
Empresas como Lactalis, Tirolez e Piracanjuba têm protagonizado movimentos semelhantes, ampliando suas operações por meio da incorporação de ativos estratégicos em diferentes regiões do país.
Na avaliação de Juliana Torres, a aquisição da Leprino Foods pela Catupiry está alinhada a essa dinâmica e fortalece a posição da companhia em uma das principais regiões produtoras de leite do Brasil.
“A incorporação da operação no Paraná contribui para ampliar a captação de leite em uma importante bacia leiteira, além de expandir a capacidade produtiva e aumentar o controle sobre a cadeia de suprimentos”, explica.
Estratégia fortalece atuação no segmento food service
Além dos ganhos operacionais, a operação amplia a presença da Catupiry no mercado de food service, segmento que engloba restaurantes, pizzarias, redes de alimentação e estabelecimentos especializados.
A Leprino Foods é reconhecida mundialmente pela produção de queijos destinados a esse canal, especialmente para a indústria de pizzas e refeições prontas, acumulando experiência internacional e forte reputação em qualidade.
Com a aquisição, a Catupiry passa a incorporar esse conhecimento técnico e comercial, fortalecendo sua estratégia de expansão em produtos voltados ao consumo profissional.
De acordo com a analista da StoneX, o movimento permite à empresa diversificar sua linha de queijos, ampliar a oferta de produtos de maior valor agregado e consolidar sua presença junto a clientes estratégicos do setor de alimentação fora do lar.
Ganho de escala e acesso à matéria-prima impulsionam negócios
A busca por escala produtiva e maior acesso à matéria-prima continua sendo um dos principais fatores que impulsionam fusões e aquisições no setor lácteo.
Para Juliana Torres, operações como essa permitem acelerar o crescimento empresarial de forma mais rápida do que investimentos exclusivamente orgânicos, reduzindo o tempo necessário para expansão de capacidade, fortalecimento da originação de leite e ampliação da participação de mercado.
“O movimento reflete uma estratégia amplamente utilizada pela indústria de lácteos: ganhar eficiência, aumentar escala e fortalecer a captação de matéria-prima por meio de aquisições, acelerando o crescimento dos negócios”, destaca.
Mercado deve acompanhar novos movimentos de consolidação
Especialistas avaliam que a consolidação do setor lácteo brasileiro deve continuar nos próximos anos, impulsionada pela necessidade de ganhos de competitividade, modernização industrial e fortalecimento das marcas diante de um ambiente cada vez mais competitivo.
Nesse contexto, a aquisição da Leprino Foods pela Catupiry reforça uma tendência de mercado que combina expansão produtiva, fortalecimento da cadeia de suprimentos e maior foco em segmentos especializados, como o food service, considerados estratégicos para a geração de valor e rentabilidade no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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