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Economia

Fábrica de fertilizantes funcionais investe R$ 65 milhões no Paraná

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Foto: Assessoria

 

O Paraná recebeu um novo investimento milionário: a Unity Agro, pioneira na tecnologia de bioestimulantes, oficializou a implementação de uma fábrica de R$ 65 milhões em Almirante Tamandaré, município da Região Metropolitana de Curitiba, com operação a partir de agosto. A planta é 100% dedicada a produção de fertilizantes funcionais e consolida uma nova era da nutrição vegetal.

Com tecnologia desenvolvida no Paraná, esse grupo de fertilizantes aumenta a resistência das plantas e reduz os efeitos nocivos nas lavouras, como os provocados por altas temperaturas ou pelo frio excessivo. Na prática, o objetivo é aumentar a tolerância para melhorar a resistência e preservar a produtividade, principalmente em condições adversas de clima.

O diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, comemorou essa nova conquista de uma fábrica que trabalha muito com PD&I – Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. “É uma empresa que não só produz fertilizantes, mas produz tecnologia. É um investimento alto na RMC, que tem toda uma cadeia logística. O Paraná se posiciona principalmente no agronegócio como fabricante de tecnologia. É um legado para os próximos anos”, afirma. A inauguração da fábrica também contou com a presença do secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.

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O agrônomo Leori Hermann, CEO da Unity Agro e especialista em Solos e Nutrição de Plantas, destaca que a perda de produtividade por estresse climático tem introduzido no Brasil e no mundo a era dos fertilizantes funcionais. Segundo ele, estudos que revelam que nos últimos 20 anos esse fato foi responsáveis por quase 40% das perdas de produtividade no Brasil.

“No enfrentamento do problema surgem inúmeras soluções de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação), como os tratamentos preventivos à base de selênio e o xisto, por exemplo, possibilitando que as plantas mantenham um maior armazenamento de água, deixando a lavoura mais resistente em períodos e ambientes adversos”, afirma.

Mário Cunha, diretor de pesquisa da Unity, explica que pesquisas e validações de campo confirmam que lavouras bem nutridas são menos impactadas pelos danos causados por altas temperaturas e pelo frio excessivo. De acordo com Cunha, validações conduzidas na última safra apontam que campos de soja adubados com produtos à base de selênio reduziram as perdas provocadas pelo estresse hídrico em 21% no estado do Tocantins e 11% no estado de Goiás, região do Cerrado brasileiro.

“O estresse climático é a variável de maior importância, que supera inclusive as frustrações provocadas por pragas, doenças, plantas daninhas e deficiências nutricionais. A seca sozinha causa mais perdas anuais na produtividade das culturas do que todos os patógenos combinados”, afirma.

LOCALIZAÇÃO ESTRATÉGICA – Localizada na Grande Curitiba, a nova unidade fabril também foi estruturada para ser um hub logístico da companhia. A escolha do local foi definida para dar mais agilidade e eficiência na recepção de matéria-prima, bem como na distribuição dos produtos. Em expansão, a Unity Agro está presente em 10 estados das principais regiões agrícolas do País.

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Com capacidade instalada de 5 milhões de litros/ano e laboratório próprio para padronização de processos e controle de qualidade, a indústria também será altamente sustentável, com usina fotovoltaica para geração de energia, reutilização da água da chuva e redução de emissões de gases de efeito estufa. A fábrica foi projetada para atender as demandas crescentes do setor agrícola, aliando ciência e tecnologia que otimizam o uso de recursos naturais e preservam o meio ambiente.

Em uma segunda fase, num projeto de expansão, a unidade prevê dobrar a capacidade de produção para 10 milhões de litros /ano.

EMPRESA – Há 32 anos no mercado de bioestimulantes, a Unity Agro é uma empresa de capital nacional que oferece soluções de ponta para um mercado agrícola, com produtos e serviços sustentáveis e de alta performance, focados nos segmentos de Nutrição de Plantas, Fisiologia Vegetal e Tecnologia de Aplicação.

(Por AEN)

Fernanda Toigo

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

MP do cacau pode gerar perdas de até R$ 222 milhões por ano e acende alerta na cadeia produtiva, aponta estudo

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

A Medida Provisória 1.341/2026, que altera regras de importação de amêndoas de cacau por meio do regime de drawback, pode provocar impactos significativos na cadeia produtiva do cacau no Brasil. Segundo estudo da Ecoa Consultoria Econômica, encomendado pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), as perdas anuais podem chegar a R$ 222 milhões.

O levantamento aponta efeitos negativos sobre o faturamento da indústria, a atividade exportadora e a renda dos produtores rurais, além de aumento da ociosidade das plantas industriais e perda de competitividade internacional.

MP do cacau altera regra do drawback e reduz prazo operacional da indústria

A MP reduz de até 24 meses para apenas 6 meses o prazo das operações de drawback utilizadas pela indústria de moagem de cacau. O mecanismo permite a importação de amêndoas com suspensão de tributos, desde que utilizadas na produção de derivados exportados, como manteiga, licor e pó de cacau.

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Na prática, a mudança encurta o tempo de planejamento e execução das operações industriais e comerciais, elevando custos e pressionando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

Estudo aponta impacto de R$ 207 milhões na indústria e R$ 21,7 milhões no campo

De acordo com a Ecoa Consultoria Econômica, a medida pode provocar:

  • Perda de R$ 207 milhões por ano no faturamento da indústria de processamento
  • Redução de R$ 21,7 milhões anuais na receita dos produtores rurais
  • Aumento de 10,3% no custo da amêndoa importada utilizada na moagem

O estudo afirma que o aumento de custos reduz a competitividade das exportações e leva à diminuição do volume processado, com impacto direto na demanda por cacau.

Exportações podem cair e ociosidade industrial aumentar

O levantamento também projeta efeitos mais amplos sobre a cadeia produtiva:

  • Queda de quase 12% no faturamento das exportações de derivados de cacau
  • Redução de R$ 196 milhões por ano nas exportações
  • Aumento de 9,1% na ociosidade das plantas industriais
  • Impacto negativo de R$ 101 milhões no PIB
  • Perda de cerca de 2 mil empregos
  • Redução de R$ 9,3 milhões na arrecadação tributária

Segundo o estudo, o efeito combinado de menor competitividade e menor escala produtiva pode superar o possível aumento da demanda por cacau nacional.

Indústria alerta para efeito contrário ao objetivo da MP

Para a presidente-executiva da AIPC, Anna Paula Losi, a medida pode ter impacto oposto ao pretendido.

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Ela afirma que, embora o objetivo seja proteger o produtor rural, a redução da competitividade industrial pode diminuir a demanda total por cacau, afetando toda a cadeia.

O estudo reforça que o Brasil não produz volume suficiente para suprir integralmente a demanda da indústria exportadora, o que torna o drawback um instrumento relevante para manter o fluxo produtivo.

Bahia deve concentrar maior impacto regional

Os efeitos da MP também têm forte concentração regional. Ilhéus e Itabuna, principais polos da indústria moageira de cacau no país, podem registrar:

  • Quase R$ 24 milhões em perdas no PIB local
  • Mais de 300 empregos afetados
  • Mais de R$ 9 milhões em redução de salários

As duas cidades concentram cerca de 24% das perdas de PIB estimadas no país, segundo o estudo.

Brasil tem vantagem competitiva na cadeia do cacau, aponta análise

O levantamento destaca que o Brasil possui uma posição estratégica por reunir produção agrícola e capacidade industrial de processamento.

Em 2025, o país exportou quase US$ 600 milhões em derivados de cacau, contra apenas US$ 4 milhões em cacau bruto, evidenciando a importância da agregação de valor.

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Para a Ecoa Consultoria Econômica, restrições ao regime de drawback podem enfraquecer esse diferencial competitivo ao reduzir a escala industrial e a capacidade de exportação.

Debate sobre política pública deve considerar efeitos em toda a cadeia

O estudo conclui que políticas voltadas ao setor precisam considerar os impactos integrados entre indústria e produção agrícola.

Segundo a AIPC, o fortalecimento da cadeia depende de aumento de produtividade, assistência técnica, acesso ao crédito e instrumentos de gestão de risco, sem comprometer a competitividade industrial.

A entidade alerta que “não existe produtor forte sem demanda forte”, destacando a interdependência entre produção rural e indústria de processamento no mercado de cacau.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Copa do Mundo impulsiona consumo e transforma casa em palco de experiências gastronômicas globais

Publicado

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

A Copa do Mundo vem consolidando uma tendência que vai além do futebol: a transformação dos encontros em casa em experiências gastronômicas temáticas. A prática, que une entretenimento e culinária internacional, tem ganhado força entre consumidores brasileiros que buscam praticidade, sabor e interação durante as partidas.

Nesse cenário, o Supermercados Mundial destaca a ampliação da procura por ingredientes e combinações típicas de países anfitriões e tradicionais do torneio, como Estados Unidos, Canadá e México.

Futebol, gastronomia e experiência: o novo comportamento do consumidor

Assistir aos jogos em casa deixou de ser apenas um momento de torcida. A tendência atual envolve a criação de ambientes temáticos, com cardápios inspirados em diferentes culturas e pratos pensados para compartilhar.

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O movimento é impulsionado por três fatores principais:

  • busca por experiências mais imersivas em casa
  • praticidade na preparação dos alimentos
  • valorização de refeições compartilhadas durante eventos esportivos

Com isso, cresce a demanda por petiscos, lanches rápidos e receitas de fácil preparo, especialmente em períodos de jogos e reuniões familiares.

Estados Unidos inspiram o “game day” com clássicos compartilháveis

A cultura norte-americana de acompanhar esportes com snacks e pratos práticos ganha destaque durante a Copa. Entre os itens mais procurados estão hambúrgueres artesanais, buffalo wings e onion rings.

Destaques do cardápio americano:

  • hambúrgueres artesanais
  • buffalo wings com molho picante
  • onion rings crocantes
  • batatas carregadas (loaded fries)
  • hot dogs e sanduíches quentes
Receita: Loaded Fries estilo americano
  • Ingredientes
  • 500 g de batata frita
  • 150 g de cheddar cremoso
  • 100 g de bacon crocante
  • cebolinha picada
  • sal e páprica a gosto
Modo de preparo

Prepare as batatas até ficarem crocantes. Cubra com cheddar derretido, bacon crocante e finalize com cebolinha e páprica. Sirva imediatamente.

Canadá traz conforto e pratos ideais para dias frios

Com a variação de temperatura durante o período da Copa, receitas mais encorpadas também ganham espaço nas mesas brasileiras. A culinária canadense se destaca pela combinação de simplicidade e conforto.

O prato mais emblemático é a poutine, feita com batatas, queijo e molho quente, ideal para encontros em dias mais frios.

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Receita: Poutine canadense simplificada
  • Ingredientes
  • 500 g de batata frita
  • 200 g de muçarela em cubos
  • 1 sachê de molho madeira pronto
  • pimenta-do-reino a gosto
  • cebolinha para finalizar
Modo de preparo

Prepare as batatas até ficarem crocantes. Aqueça o molho. Cubra as batatas com o queijo, adicione o molho quente e finalize com pimenta e cebolinha.

México reforça sabores intensos e pratos para compartilhar

A culinária mexicana também ganha espaço como uma das principais inspirações para os encontros durante os jogos. Com forte presença de cores, temperos e combinações intensas, os pratos são ideais para servir em grupo.

Entre os destaques estão nachos, tacos e guacamole, que se adaptam facilmente a diferentes formatos de reunião.

Receita: Nachos mexicanos gratinados
  • Ingredientes
  • 1 pacote de nachos
  • 150 g de muçarela ralada
  • 100 g de carne moída temperada
  • 1 tomate picado
  • pimenta ou jalapeño a gosto
  • guacamole ou creme azedo para acompanhar
Modo de preparo

Monte os nachos em uma travessa, adicione carne e queijo e leve ao forno para gratinar. Finalize com tomate e pimenta. Sirva com guacamole.

Varejo reforça oferta e impulsiona consumo durante a Copa

A movimentação em supermercados acompanha o aumento da demanda por itens práticos e versáteis. Ingredientes como carnes, queijos, molhos, snacks e bebidas têm maior saída no período, impulsionados pelos encontros temáticos.

O Supermercados Mundial destaca que a estratégia está em oferecer variedade para que o consumidor possa montar experiências completas de “game day”, combinando praticidade e criatividade na cozinha.

Experiências gastronômicas ganham força durante a Copa

A Copa do Mundo reforça uma tendência já consolidada no comportamento do consumidor: transformar momentos esportivos em experiências sociais e gastronômicas. Com inspiração internacional e foco na praticidade, os encontros em casa ganham novos formatos e sabores, movimentando também o varejo alimentar no país.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Caqui brasileiro tem primeiro embarque para a Costa Rica

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Imagem: Abrafrutas

 

A fruticultura brasileira alcançou mais uma importante conquista no mercado internacional com a realização do primeiro embarque de caqui brasileiro para a Costa Rica. A operação marca a entrada oficial da fruta no mercado costarriquenho e representa mais um resultado concreto dos esforços de promoção comercial, abertura de mercados e articulação institucional desenvolvidos para ampliar a presença das frutas brasileiras no exterior.

As exportações brasileiras de caqui vêm apresentando crescimento expressivo nos últimos anos. Em 2025, o Brasil exportou 890 toneladas da fruta, gerando uma receita de US$ 1,8 milhão. Em relação a 2024, o resultado representa um aumento de 95,64% no volume exportado e de 83,53% no valor das exportações, demonstrando o avanço da presença do caqui brasileiro nos mercados internacionais.

A atuação da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) foi decisiva para a concretização dessa conquista. Em fevereiro de 2026, durante uma rodada de negócios promovida pela Adidância Agrícola do Brasil e pelo Setor de Promoção Comercial (SECOM) da Embaixada do Brasil em San José, a entidade, representada pelo diretor executivo, Eduardo Brandão, apresentou a qualidade, a diversidade e o potencial da fruticultura brasileira a importadores costarriquenhos. A iniciativa despertou o interesse comercial pelo caqui brasileiro e abriu caminho para a realização do primeiro embarque da fruta para a Costa Rica.

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A partir desse contato, foram iniciadas as tratativas técnicas e fitossanitárias necessárias para viabilizar as exportações. O processo avançou de forma ágil e culminou na publicação dos requisitos fitossanitários para a importação do produto pelas autoridades da Costa Rica. Em menos de um mês após a conclusão das exigências regulatórias, foi realizado o primeiro embarque comercial da fruta.

Para Eduardo Brandão, diretor executivo da Abrafrutas, o resultado demonstra a importância do trabalho contínuo de abertura de mercados e da atuação conjunta entre setor produtivo, governo brasileiro e parceiros internacionais.

“Esse primeiro embarque para a Costa Rica reforça o potencial da fruticultura brasileira e a importância do trabalho de promoção comercial realizado pela Abrafrutas para ampliar mercados e oportunidades para os exportadores brasileiros”, afirma Brandão.

Segundo o diretor executivo, a diversificação dos destinos de exportação é um dos pilares para o crescimento sustentável da fruticultura nacional, ao reduzir dependências comerciais com ampliação da presença das frutas brasileiras em mercados com potencial de consumo.

A operação foi realizada pela MBR Company, empresa associada da Abrafrutas e uma das principais exportadoras brasileiras de frutas frescas. Para  o diretor comercial da MBR, Renato Miralla, a chegada do caqui brasileiro à Costa Rica representa um marco estratégico tanto para a companhia quanto para o setor.

“A importância dessa operação é muito grande. É o primeiro país da América Central para o qual a MBR exporta em seus 22 anos de história. Entendemos que é um mercado promissor, com interesse crescente por frutas brasileiras. Todo o processo foi conduzido de forma extremamente profissional, envolvendo a Abrafrutas, o importador e as autoridades competentes dos dois países”, afirma.

Segundo Miralla, os principais desafios envolveram o cumprimento das exigências regulatórias dentro da curta janela da safra do caqui e os entraves logísticos para a região. Apesar disso, o embarque foi realizado com sucesso e recebeu boa receptividade dos compradores costarriquenhos. A expectativa da empresa é estruturar um programa regular de fornecimento para os próximos anos.

Com Telma Martes/Abrafrutas

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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