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Safrinha menor pode elevar preços do milho

Foto: Pixabay
Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 3 a 9 de abril e divulgada nesta quinta-feira (9), os preços do milho apresentaram leve recuperação no Brasil. No Rio Grande do Sul, as principais praças registraram valores em torno de R$ 57,00 por saca, enquanto nas demais regiões do país as cotações oscilaram entre R$ 50,00 e R$ 68,00 por saca.
De acordo com a Ceema, o milho ainda apresenta preços considerados acessíveis ao consumidor interno, mas há preocupação com o comportamento do mercado nos próximos meses. A expectativa é de uma safra menor, especialmente na segunda safra, em função da redução de área plantada e de condições climáticas adversas, o que pode pressionar os preços no segundo semestre. A consultoria Brandalize Consulting também aponta que a demanda externa deve contribuir para esse movimento de alta.
No avanço da comercialização, cerca de 18% da safrinha 2025/26 já havia sido negociada, considerando uma produção estimada em 100,6 milhões de toneladas. O ritmo varia entre os estados, com destaque para Mato Grosso, que alcançou 24,4% da produção esperada comercializada, enquanto outras regiões apresentam percentuais menores. No Matopiba, a comercialização atingia 15,8% da produção prevista. O plantio da segunda safra está praticamente concluído no país.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a colheita da safra de verão atingia 51,3% da área total, em linha com a média histórica para o período. Já em relação à segunda safra, o Paraná segue como ponto de atenção devido a problemas climáticos que têm impactado o desenvolvimento das lavouras.
No Mato Grosso, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta crescimento de 1,5% na demanda pelo cereal. A safrinha no estado teve 1,17 milhão de hectares semeados fora da janela ideal, mas a produção ainda é estimada em 51,7 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade média prevista de 116,6 sacas por hectare.
As exportações brasileiras de milho somaram 983.029 toneladas em março, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), volume 12,8% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. O preço médio por tonelada, no entanto, recuou 4,1%, passando de US$ 240,30 em março de 2025 para US$ 230,40 em março de 2026.
Um estudo publicado na revista Crop Protection aponta impactos da cigarrinha-do-milho sobre a produção nacional. A pesquisa, conduzida pela Embrapa Cerrados, Epagri e CNA, indica perda média de 22,7% da safra anual entre 2020 e 2024, com prejuízo estimado em US$ 6,5 bilhões por ano. “Atualmente, os dois tipos de enfezamentos – o pálido e o vermelho – são a maior ameaça fitossanitária à produção brasileira do grão. As duas doenças são causadas pela cigarrinha-do-milho, que também transmite os vírus do mosaico-estriado e da risca do milho.”
O estudo também destaca os efeitos indiretos das perdas na cadeia produtiva. “O impacto negativo da cigarrinha ultrapassa a porteira da fazenda, já que o milho é base para a produção de proteína animal (aves, suínos e leite) e biocombustíveis, e as quebras de safra elevam os preços para o consumidor e afetam a balança comercial brasileira”.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Mercado de milho passa por ajuste e consolidação em Chicago

Foto: Nadia Borges
O mercado internacional de milho encerrou o último pregão com leve recuo nos contratos negociados em Chicago, em um movimento de ajuste após a recuperação registrada nos meses anteriores. De acordo com a TF Agroeconômica, apesar da queda pontual, o saldo semanal segue positivo e indica um período de consolidação das cotações.
No curto prazo, o viés levemente negativo tem sido influenciado pelo rebalanceamento de portfólios dos investidores, que reduziram posições compradas, e pelo aumento das vendas de produtores norte-americanos, que aproveitaram a recente valorização para comercializar parte da safra recorde. Esse comportamento tem limitado avanços adicionais no mercado futuro.
Mesmo com essas pressões, as quedas permanecem contidas por fundamentos considerados relevantes. As exportações dos Estados Unidos continuam robustas no acumulado do ano comercial, ainda que tenham apresentado desaceleração recente. Além disso, cresce a expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revise para baixo as estimativas de produção e de estoques finais, diante de projeções privadas inferiores às oficiais. As médias de mercado apontam produção de 420,44 milhões de toneladas e estoques finais de 50,09 milhões de toneladas, ambos abaixo dos números divulgados anteriormente.
No Brasil, a ANEC estimou exportações de milho de 2,85 milhões de toneladas em janeiro, volume inferior ao registrado em dezembro e também abaixo do embarcado no mesmo mês do ano passado. A redução reflete a menor disponibilidade sazonal e a maior atenção do mercado à demanda interna.
Do ponto de vista técnico, os contratos março de 2026 operam em movimento lateral, com preços concentrados entre 430 e 450 centavos de dólar por bushel, sinalizando consolidação e tendência neutra a levemente baixista no curto prazo.
AGROLINK – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Cotação do milho em Mato Grosso sobe 0,81%; produtores retém estoques

foto: Pedro Revillion/assesoria/arquivo
Em Mato Grosso, o preço do milho subiu 0,81% na última semana, em relação a anterior, e fechou na última sexta-feira na média em R$ 46,29/saca. Essa elevação decorre da postura dos produtores em reter os estoques, reduzindo a disponibilidade no mercado com o intuito de obter preços mais atrativos futuramente. Por fim, o cenário atual do mercado de milho no estado tende a manter um viés de alta, sustentado pela demanda firme e pela oferta limitada no mercado interno, informou, há pouco, o IMEA, no boletim semanal do cereal.
O preço do milho no contrato corrente da CME Group registrou alta de 1,70% em relação à semana anterior, encerrando a média em US$ 4,24/bu. A valorização foi impulsionada pelo aumento da demanda interna americana para a produção de etanol, aliado à forte demanda no mercado externo. Além disso, o atraso na colheita do milho norte-americano, causado pelo alto volume de chuvas registrado na região do cinturão do milho, reduziu a oferta imediata e contribuiu para a sustentação dos preços.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Custo da produção de milho em Mato Grosso tem novo aumento

foto: Só Notícias/arquivo
O projeto CPA-Mato Grosso apurou que, em agosto, o custeio de milho da safra 25/26 fechou em R$ 3.295 mil/hectare, aumento de 0,48% em relação ao mês anterior e, para o ciclo 2025/26 o acréscimo é de 0,33% frente ao mês anterior, sendo projetado em R$ 4.782/hectare.
O custo operacional total (COT) totalizou R$ 5.372/hectare para a temporada, incremento de 0,28% ante a julho. Ao analisar o ponto de equilíbrio dos indicadores de custo de produção para a próxima safra, em comparação ao preço ponderado do milho do ciclo 2025/26 até agosto, de R$ 44,43/saca, o IMEA verificou que o valor atual cobre as despesas do ponto de equilíbrio do custeio e COE.
Contudo, com a elevação de 13,92% no ponto de equilíbrio do COT no comparativo anual, o preço ponderado do cereal já não é suficiente para cobrir essas despesas. Esse movimento indica que, o produtor enfrenta aperto em cobrir integralmente os custos com depreciações e Pró-Labore, o que pressiona a margem operacional e eleva a dependência de ganhos de produtividade ou valorização do preço do cereal, analisa o IMEA, no boletim semanal do milho.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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