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Economia

Produtor que não atualizar rebanho pode pagar multa de quase R$ 7 mil

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Gerada por IA

A partir desta sexta, produtores rurais de Mato Grosso entram em um novo ciclo de obrigação sanitária que pode pesar no bolso e travar operações no campo. A campanha estadual de atualização de rebanho, coordenada pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso, segue até o dia 10 de junho e exige a declaração detalhada dos animais e das propriedades.

A medida atinge criadores de bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, equídeos, suínos, aves, peixes e abelhas — ou seja, praticamente toda a cadeia produtiva animal do Estado. O alerta é direto: quem não cumprir o prazo pode enfrentar sanções imediatas e prejuízos operacionais.

Entre as principais consequências está o bloqueio da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) já a partir de (08.05) para produtores de bovinos, bubalinos, suínos tecnificados e aves comerciais que não atualizarem os dados. Na prática, isso impede o transporte e a comercialização dos animais, exceto em casos destinados ao abate.

Além disso, ao fim da campanha, quem não declarar o estoque será penalizado com multa única de 27 Unidades Padrão Fiscal (UPFs), o que atualmente corresponde a R$ 6.961,41.

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A atualização pode ser feita de forma online, por meio do módulo do produtor, ou presencialmente em uma das 140 unidades e postos avançados do Indea espalhados pelo Estado. Para quem ainda não tem acesso ao sistema, é necessário procurar uma unidade do órgão para cadastro e assinatura do Termo de Compromisso.

Os números da última campanha, realizada em novembro de 2025, mostram a dimensão da atividade pecuária em Mato Grosso: foram mais de 108 mil estabelecimentos rurais envolvidos, com um rebanho de 31,6 milhões de bovinos — o maior do país.

A atualização periódica é considerada estratégica pelo Estado para manter o controle sanitário, garantir a rastreabilidade dos animais e preservar mercados, especialmente no cenário de exportações.

VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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MT lidera produção no agro com projeção de R$ 206 bi em 2026

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Mato Grosso segue como o Estado que mais produz no agronegócio brasileiro. A estimativa para 2026 aponta um Valor Bruto da Produção (VPB) agropecuário de R$ 206 bilhões, cerca de 15% de tudo do que o Brasil gera no campo. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e foram compilados pelo DataHub (Centro de Dados Econômicos de Mato Grosso) da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

O VBP representa o valor total da produção agropecuária, calculado com base no volume produzido e nos preços de mercado, ou seja, é o valor bruto total da produção rural antes de qualquer processamento industrial.

Minas Gerais aparece em segundo lugar, com R$ 167 bilhões (12,09%), seguida por São Paulo com R$ 157 bilhões (11,36%), Paraná com R$ 150 bilhões (10,86%) e Goiás com R$ 117 bilhões (8,45%).

A base dessa liderança está na diversidade e no volume da produção estadual. A soja responde por 43% do que Mato Grosso produz no campo, seguida pelo milho com 21,67% e pela bovinocultura com 17,96%. O estado ocupa o primeiro lugar nacional na produção de soja, milho, algodão e bovinos.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, o resultado reforça o papel do agronegócio como vetor de geração de renda para a população do Estado. O setor agropecuário de Mato Grosso gerou, no mercado de trabalho, um saldo positivo de 9.066 novos empregos formais nos dois primeiros meses de 2026.

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“Tão importante quanto ver o volume de recursos que o agronegócio movimenta é perceber como isso se transforma em oportunidades concretas, chegando à ponta com a geração de emprego e renda para a população de Mato Grosso”, afirma.

No cenário nacional, a estimativa do VBP agropecuário brasileiro para 2026 é de R$ 1,38 trilhão.

(MidiaNews)

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Economia

Brasil precisaria investir R$ 148 bilhões para zerar déficit de armazenagem

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Imagem: Assessoria Kepler Weber

 

O Brasil precisaria investir cerca de R$ 148 bilhões para zerar nesta safra o déficit de armazenagem de grãos. A estimativa foi divulgada pela Kepler Weber (KEPL3), empresa líder na América Latina em soluções de pós-colheita e termometria digital.

Na temporada 2025/26, o Brasil estima produzir 357 milhões de toneladas de grãos, segundo a consultoria Cogo Inteligência de Mercado. A capacidade estática para armazenagem no país é de 223 milhões de toneladas, o que gera um desafio logístico de 135 milhões de toneladas de grãos.

“Este déficit gigantesco e histórico é quase o tamanho da produção de grãos da Argentina. Ao longo dos últimos anos, o agro brasileiro comprovou sua eficiência da porteira para dentro, mas este gargalo logístico no pós-colheita compromete o resultado final e custa muito caro ao Brasil”, comenta Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber.

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O avanço anual da capacidade estática, 2,4%, tem se mostrado abaixo do necessário para suprir a demanda, já que a produção avança 4,4% ao ano. O estado do Mato Grosso, líder na produção de grãos no Brasil, concentra a maior quantidade de unidades armazenadoras.

“Fica evidente pelos números que os investimentos para ampliar a capacidade estática no país não estão conseguindo acompanhar a produção e isso representa um custo muito alto ao país e aos agricultores, que acabam tendo que armazenar sua produção a céu aberto”, complementa Nogueira.

Outro desafio apontado pela empresa é impulsionar a capacidade de armazenar nas fazendas. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento mostram que cerca de 16% das unidades armazenadoras estão nas propriedades. Os Estados Unidos possuem 65% da sua capacidade de armazenar dentro das fazendas.

“É um cenário que torna o caminhão parte da armazenagem, pressionando o frete rodoviário, os portos e gerando mais custos à cadeia como um todo”, finaliza Bernardo Nogueira.

Com Assessoria Kepler Weber

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Consumidor deve redobrar o cuidado em compras pela internet para o Dia das Mães

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Comércio de Cuiabá – Foto por: Josi Dias/Setasc-MT

As vitrines já anunciam descontos e promoções para o Dia das Mães, que este ano cairá em 9 de maio. Chocolates, roupas, bolsas, perfumes e cosméticos, celulares, flores e cestas de café da manhã. As opções são variadas e tentadoras. Para evitar problemas, o Procon do Estado de Mato Grosso alerta sobre alguns direitos e cuidados que devem ser observados pelos consumidores na hora das compras.

A secretária adjunta do Procon-MT, Ana Rachel Pinheiro Gomes, lembra que, para as aquisições realizadas fora do estabelecimento comercial – pela internet nos sites das lojas, catálogos e por telefone, por exemplo –, o consumidor tem o direito de arrependimento. Ou seja: é possível desistir em até sete dias, contados da data da compra ou do recebimento do produto, desde que ele não tenha sido usado.

“O cancelamento deve ser solicitado por escrito e o consumidor não precisa justificar o motivo da desistência. Ao receber a mercadoria, é essencial examinar com atenção o estado do produto. Se houver alguma irregularidade ou avaria, descreva o problema no documento e não receba o produto”, alerta.

Ana Rachel destaca também que, ao comprar pela internet, o cuidado deve ser redobrado. Para não cair em armadilhas, antes de efetuar a compra, pesquise se a loja é confiável, veja as avaliações e comentários de outros consumidores e se existem muitas reclamações sobre o fornecedor.

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Também confira no site da loja se é disponibilizado o número do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), endereço físico e canais de troca e atendimento. Observe, ainda, qual é o prazo de entrega, se há cobrança de frete e a existência de outras taxas, que podem elevar o preço do produto.

“Ao efetuar a compra, imprima ou salve em seu computador a página do site com os dados. Desconfie de valores muito abaixo da média e nunca clique em anúncios recebidos por e-mail ou redes sociais, pois eles podem levar a sites fraudulentos. O recomendado é sempre digitar o endereço do site. E, antes de finalizar o pagamento, verifique se não há seguros ou garantias extras incluídos automaticamente no valor total da compra”, salienta a secretária adjunta.

Confira outras dicas do Procon Estadual para compras seguras:

– Direito à informação: informações sobre os preços dos produtos e condições de pagamento aceitas pela loja devem ser disponibilizadas de forma clara, visível e ostensiva. Lembre-se de que os comerciantes podem oferecer descontos de acordo com o prazo ou opção de pagamento. Por isso, sempre peça desconto nas compras pagas à vista e, ao optar pelo parcelamento, informe-se sobre o número e valor das parcelas, taxa de juros ao mês e ao ano, encargos e o valor total a prazo.

– Troca: o lojista não é obrigado a trocar o produto por motivo de tamanho, cor ou modelo. De acordo com o Código de Proteção e Defesa do Consumidor (CDC), a troca só é obrigatória em caso de defeito. Se precisar do benefício, converse previamente com o lojista e solicite que as condições constem por escrito na etiqueta ou na nota fiscal.

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– Garantia: o prazo para reclamar é de 30 dias para produtos não duráveis, que são aqueles que se esgotam rapidamente com o uso (alimentos, flores, maquiagem), e de 90 dias para produtos duráveis, que têm duração prolongada (celulares, roupas e calçados).

– Flores e cestas de café da manhã: informe-se sobre cobrança de taxa de entrega, quantidade e tipo de produtos e embalagens, marcas e complementos, pois esses itens fazem diferença no preço final. Com todos os detalhes definidos, peça por escrito o que foi contratado, como tipo de flores ou cesta, valores e condições de pagamento, data e horário de entrega.

– Perfumes e cosméticos: observe a embalagem e a validade. Produtos nacionais e importados devem conter informações sobre a mercadoria em língua portuguesa (instruções de uso, composição, volume/quantidade, condições de armazenamento e identificação sobre o fabricante/importador, entre outros dados).

– Celulares: para não gastar à toa, antes de comprar um aparelho e contratar um plano, observe os hábitos de consumo da mãe presenteada para saber o que ela realmente precisa. Compare os planos, a cobertura, os aplicativos e a fidelização e considere os descontos oferecidos de acordo com o plano para descontos no aparelho.

– Eletrodomésticos e eletroeletrônicos: os produtos devem vir acompanhados do manual de instruções em língua portuguesa e relação da rede autorizada de assistência técnica. Confira se a marca disponibiliza assistência técnica em Mato Grosso.

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– Vale presente: peça para constar na nota fiscal informações sobre como serão restituídas eventuais diferenças de valor entre o vale e o produto adquirido; prazo para o uso; relação de lojas em que pode ser trocado. A loja não pode restringir o tipo de mercadoria que será comprada com o vale.

Dúvidas e reclamações

Em caso de problemas, o consumidor pode procurar a unidade do Procon mais próxima de sua residência. Também é possível utilizar o PROCON DIGITAL, que está disponível pelo aplicativo MT Cidadão. Outra opção é registrar uma reclamação pela plataforma Consumidor.gov.br, que está disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Solange Wollenhaupt | Procon/Setasc-MT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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