Mato Grosso
FIT Pantanal 2026 começa em Cuiabá com foco em turismo rural e agricultura familiar

Foto: Seaf
A maior vitrine do turismo e da produção associada de Mato Grosso deu o seu pontapé inicial com foco na sustentabilidade e na geração de emprego e renda para o trabalhador do campo. A FIT Pantanal 2026 começou oficialmente nesta quarta-feira (3), ocupando os pavilhões do Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, reunindo uma ampla gama de representantes do setor turístico, produtores rurais, pesquisadores acadêmicos e gestores públicos. Conforme as diretrizes divulgadas pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), a participação institucional da autarquia ocorre em forte parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), tendo como meta prioritária a valorização da agricultura familiar e a promoção do turismo rural nas diferentes regiões de Mato Grosso.
A feira de negócios de grande porte é promovida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e pelo Governo do Estado, por meio da atuação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A programação oficial segue aberta ao público até o dia 7 de junho e concentra uma série de atividades voltadas à geração de renda, inovação tecnológica no campo e integração logística e comercial entre diferentes setores da economia regional.
Empaer e Seaf organizam a Featur e o Fórum Estadual de Agricultura Familiar
Durante o evento, a Empaer participa diretamente da estruturação da Feira da Agricultura Familiar e Turismo Rural (Featur), além de coordenar os debates do Fórum Estadual de Agricultura Familiar e Turismo Rural, o Encontro de Secretários Municipais de Agricultura e uma visita técnica planejada ao município de Campo Verde. Segundo a instituição estadual, extensionistas rurais e pesquisadores de diversas macrorregiões do estado estão em contato direto e diário com produtores e lideranças locais para apresentar novas tecnologias de manejo, orientações técnicas de mercado e experiências práticas voltadas ao desenvolvimento econômico sustentável das propriedades rurais.
Dados oficiais emitidos pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar apontam que a agricultura familiar desempenha um papel altamente estratégico na produção diária de alimentos básicos e na geração direta de empregos no meio rural. Nesse contexto, a realização de eventos consolidados como a FIT Pantanal 2026 amplia significativamente as oportunidades de comercialização direta para o pequeno produtor, estimula o intercâmbio de conhecimento técnico e abre as portas para o acesso a novos mercados consumidores urbanos e interestaduais.
Os principais eixos da programação e do funcionamento da FIT Pantanal reúnem:
Período da Feira: Atividades oficiais em andamento de 3 a 7 de junho no Centro de Eventos do Pantanal;
Horários Iniciais (3 a 5 de junho): Estandes abertos para visitação do público das 17h às 22h;
Horários de Fim de Semana (6 e 7 de junho): Funcionamento ampliado com abertura das 15h às 22h;
Eventos Paralelos: Realização simultânea da Featur, Fórum Estadual e Encontro de Secretários;
Foco Estratégico: Estímulo à inovação agropecuária, turismo de experiência e conexões de negócios no campo.
Turismo de experiência atrai visitantes e produtores destacam abertura de novos canais
O presidente da Empaer, Suelme Fernandes, destacou que a feira internacional funciona como um ambiente de aproximação indispensável entre quem produz, quem pesquisa e quem faz a extensão rural. Segundo a sua avaliação, a iniciativa governamental e empresarial contribui ativamente para a disseminação ágil de informações técnicas e para o consequente fortalecimento das atividades econômicas desenvolvidas no campo. Entre os diversos expositores presentes na feira está a produtora rural Dalva do Nascimento, que participa de mais uma edição da feira ocupando um espaço na Featur. Além de realizar a comercialização de seus produtos artesanais, ela utiliza o estande para divulgar as rotas de turismo rural desenvolvidas em sua propriedade. De acordo com a produtora, a participação na FIT Pantanal 2026 permite ampliar redes de contatos, apresentar novos produtos e atrair visitantes interessados em vivenciar experiências ligadas ao cotidiano do campo, criando ótimas possibilidades de parcerias e novos negócios.
A expectativa geral da comissão organizadora é receber milhares de produtores rurais, empreendedores de turismo, representantes de instituições públicas e privadas e visitantes interessados em conhecer iniciativas de sucesso ligadas ao turismo, à rica gastronomia regional, à cultura mato-grossense e ao desenvolvimento regional integrado. Os interessados podem acompanhar o cronograma de palestras e as atividades da feira por meio dos canais oficiais do evento ao longo desta semana.
A abertura da FIT Pantanal 2026 no Centro de Eventos joga luz sobre o abismo estrutural que ainda separa os grandes roteiros turísticos consolidados da agricultura familiar de subsistência no interior do estado, evidenciando que montar estandes bonitos na capital para vender queijos e doces artesanais durante cinco dias é uma ação de marketing isolada que não resolve a falta de estradas pavimentadas, telefonia rural e linhas de crédito permanentes que impedem os pequenos produtores de transformar suas propriedades em pousadas e atrações turísticas viáveis o ano inteiro, embora empresários da Fecomércio e gestores da Sedec lembrem com frequência que a feira funciona justamente como uma plataforma essencial para conectar esses trabalhadores a operadoras de turismo nacionais e capacitar o setor para o mercado de alta renda, demonstrando com total nitidez que a capacidade de transformar esses contatos temporários em políticas públicas contínuas de infraestrutura ditará o verdadeiro impacto do evento na economia das comunidades tradicionais ao longo deste ano de 2026. Você considera que o Governo de Mato Grosso deveria criar um selo de turismo rural obrigatório e destinar uma fatia fixa dos impostos do turismo tradicional para subsidiar a infraestrutura de estradas e energia nas propriedades da agricultura familiar, ou acredita que o apoio institucional na organização de feiras como a Featur já é o papel máximo que o Estado deve exercer para estimular esse mercado?
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Desembargador Lindote deve ser próximo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso

foto: assessoria/arquivo
O desembargador José Luiz Leite Lindote é, até o momento, o único candidato a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso para o biênio 2027-2028, conforme edital publicado ontem. O desembargador Gilberto Giraldelli é candidato a vice. A escolha será em votação secreta durante sessão solene, dia 8 de outubro, com posse prevista para 19 de dezembro e início do exercício em 1º de janeiro do ano que vem.
Lindote, natural de Cáceres, tomou posse em 2024 como corregedor-geral do judiciário. Antes, atuou nas comarcas de Rondonópolis, Pedra Preta, Primavera do Leste, Cáceres, Diamantino e Várzea Grande. Entre 2005 e 2024, foi titular da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, conhecida como Vara da Saúde.
O edital também divulgou as candidaturas para o cargo de corregedor-geral da Justiça, responsável pela fiscalização e orientação dos serviços judiciários. Se candidataram a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos e o desembargador Rui Ramos Ribeiro.
Já os inscritos para o provimento de metade das vagas do Órgão Especial do Tribunal de Justiça são Deosdete Cruz Junior, Helio Nishiyama, José Zuquim Nogueira, Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, Marcos Regenold Fernandes, Mário Roberto Kono de Oliveira, Sebastião de Arruda Almeida, Serly Marcondes Alves e Wesley Sanches Lacerda.
Só Notícias/Wellinton Cunha
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]om
Mato Grosso
Lucas do Rio Verde e Nova Mutum têm aumento no número de eleitores que votarão em outubro

foto: assessoria/arquivo
Lucas do Rio Verde tem aproximadamente 54,9 mil eleitores aptos a votar nas eleições deste ano, de acordo com dados mais recentes divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral após o fim do período de cadastramento biométrico. Em relação às eleições de 2024, quando havia 53,7 mil eleitores, o aumento de votantes é de 2,2%.
Do total do eleitorado em Lucas, 98,4% (ou 54,1 mil) têm cadastramento biométrico e o voto é facultativo para 3,6 mil pessoas que têm 16 ou 17 anos, mais de 70 anos ou não são alfabetizadas.
Já em Nova Mutum, são 38 mil eleitores aptos a votar, acréscimo de 6,7% em comparação com o último pleito, quando eram 35,6 mil. Destes, 97,5% (ou 37,1 mil) possuem biometria cadastrada e para 2,6 mil o voto é opcional.
As eleições deste ano são para presidente da República, governadores, dois senadores por Estado, deputados federais e deputados estaduais. O 1º turno foi definido para 4 de outubro, enquanto o 2º para governador nos Estados onde houver necessidade e para a Presidência da República, caso necessário, será realizado em 25 de outubro.
Só Notícias/Wellinton Cunha
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Corteva Agriscience e Aprosoja Brasil lançam cartilha técnica sobre Pragas Quarentenárias

Foto: Michel Montefeltro
Com o objetivo de blindar a produtividade nacional e garantir a fluidez do comércio exterior, a Corteva Agriscience e a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), com apoio do Professor Mauro Rizzardi, Engenheiro Agrônomo e docente da Universidade de Passo Fundo, produziram uma cartilha com informações sobre pragas quarentenárias e a melhor forma de manejá-las, a exemplo da realização de Manejo Outonal. O material foi lançado nesta terça-feira, 2 de junho, em evento realizado na véspera da segunda edição do Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja, promovido pela Aprosoja Brasil – que vai reunir em Brasília produtores, entidades do setor, técnicos e autoridades.
Durante o lançamento do documento, foram realizadas sessões de capacitação em boas práticas agrícolas no Caminhão de Boas Práticas da Corteva, com participação da Aprosoja. Além disso, uma campanha de conscientização a respeito das pragas quarentenárias também foi divulgada no encontro.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), pragas quarentenárias são organismos, sejam eles insetos, fungos, bactérias, vírus ou plantas daninhas, que representam alto risco econômico. Elas ameaçam a sanidade vegetal e limitam exportações. Por essa razão, essas pragas são objeto de controle oficial, seja no emprego de medidas voltadas à prevenção de entrada no país ou, caso presente em determinada área, na forma de medidas fitossanitárias para viabilizar a erradicação e controle no intuito de evitar a dispersão.
Esse tipo de praga, segundo Mauro Antônio Rizzardi, engenheiro agrônomo, professor da Universidade de Passo Fundo (RS) e doutor em plantas daninhas, pode se dividir em:
1. Praga Quarentenária Ausente: praga de importância econômica potencial para uma área em perigo, porém não presente no território nacional.
2. Praga Quarentenária Presente: praga de importância econômica potencial para uma área em perigo, presente no país, porém não amplamente distribuída e encontra-se sob controle oficial.
3. Praga não quarentenária regulamentada: Praga não quarentenária cuja presença em plantas para plantio influi no seu uso proposto, com repercussões economicamente inaceitáveis e que, portanto, está regulamentada no território da parte contratante importadora.
A presença dessas pragas representa um dos maiores gargalos logísticos e financeiros para o agronegócio. Com a safra brasileira atingindo patamares recordes, a atenção ao manejo preventivo tornou-se uma questão de soberania econômica. “As pragas quarentenárias são um tema crítico para a balança comercial brasileira, e a conscientização é o melhor caminho para proteger nossa produtividade”, afirma Jair Maggioni, Coordenador de Boas Práticas Agrícolas da Corteva no Brasil.
A urgência deste material educativo é reforçada por episódios recentes que abalaram não só a cadeia logística, como as exportações do agronegócio. Nos últimos meses, 20 navios de grãos destinados à China foram devolvidos ou retidos devido à identificação de sementes de plantas daninhas e vestígios de pragas ausentes no território chinês.
Estima-se que reverter um navio cargueiro, somado às multas contratuais e à necessidade de reprocessamento da carga, possa gerar prejuízos na casa dos milhões de dólares por embarcação. Além do custo logístico de redirecionar ou reprocessar cargas de 69 mil toneladas (capacidade média de um navio Panamax), o setor enfrentou o cancelamento de contratos e a queda nos prêmios de exportação. Somando-se ao impacto financeiro direto, incidentes como esse, podem gerar risco de imagem do Brasil, que exporta cerca de 80% de sua soja para o mercado chinês, colocando o país sob regimes de inspeção mais rigorosos, o que atrasa o escoamento da safra e reduz a competitividade do produto nacional frente a concorrentes globais.
Controle de plantas daninhas na pós-colheita (Manejo Outonal) como estratégia fitossanitária
Em um cenário onde o Brasil projeta colher mais de 350 milhões de toneladas de grãos no ciclo 2026/27, sendo mais uma safra recorde, qualquer perda de 10% a 15% por manejo inadequado de pragas pode significar algo desastroso. Por isso, o manejo outonal pode ser a chave para minimizar os casos de pragas quarentenárias. Trata-se de controle fitossanitário realizado no período de entressafra, logo após a colheita das culturas de verão, como a soja, por exemplo, e antes do plantio da safra seguinte.
“É uma janela de segurança vital, cujo objetivo é eliminar as chamadas pontes verdes — plantas daninhas e plantas voluntárias (tiguera) que permanecem no campo e servem de hospedeiras e abrigo para pragas e doenças. Ao realizar o controle químico e o manejo de solo nesse estágio, o produtor interrompe o ciclo de reprodução de plantas daninhas e reduz drasticamente o banco de sementes de invasoras que poderiam comprometer a qualidade do grão futuro”, explica Maggioni.
Para Rizzardi, a introdução de novas espécies vegetais no sistema produtivo de um país é uma questão de soberania nacional. “Qualquer parte de planta, pólen, semente ou propágulo que possa sobreviver e se reproduzir no ambiente é um potencial dano tanto ao sistema produtivo local ou mesmo ao processo de exportação da produção agrícola”, relata. O professor conta ainda que a presença de pragas quarentenárias é uma via de mão dupla. “Tanto a entrada de pragas quanto a saída delas via exportação de espécies vegetais proibidas no país importador afeta o potencial exportador de grãos do Brasil”.
Muitas das sementes de plantas daninhas proibidas por mercados exigentes, como o chinês, proliferam justamente nesse período de transição se a área for deixada sem tratamento. Manter o campo limpo no outono garante que a próxima safra se desenvolva em um ambiente com baixa pressão de pragas, reduzindo o risco de contaminação cruzada durante a colheita e o beneficiamento.
Sendo assim, de acordo com o coordenador de boas práticas da companhia, o controle de plantas daninhas na pós-colheita – Manejo Outonal – como estratégia fitossanitária é a primeira e mais importante barreira para assegurar que o lote de exportação saia da fazenda livre de organismos que poderiam causar o embargo de navios inteiros nos portos de destino.
Para Fabrício Morais Rosa, Diretor Executivo da Aprosoja Brasil, os episódios recentes de devolução de 20 navios pela China mostram que a conformidade fitossanitária não é opcional. “Com esta Cartilha, a Aprosoja Brasil continuará com o compromisso assumido de alertar os produtores sobre a identificação equivocada de pragas quarentenárias a fim de manter em alta a reputação da soja brasileira frente aos compradores externos”, afirma.
Treinamento de boas práticas para o manejo de pragas
Além do lançamento teórico, a Corteva reforça seu compromisso prático com o setor através do seu Caminhão de Boas Práticas Agrícolas. A unidade móvel estará na capital federal durante o lançamento do documento e do 2º Congresso Brasileiro de Produtores de Soja, realizado pela Aprosoja, levando treinamento técnico diretamente aos consultores, produtores e entidades do setor. O caminhão é equipado com tecnologias interativas que simulam condições de campo, permitindo que os participantes visualizem o impacto de uma aplicação correta e o uso de tecnologias de manejo integrado.
Durante os treinamentos realizados no caminhão, o foco vai além da produtividade, abordando a sustentabilidade e a segurança do trabalhador rural através do uso correto de EPIs e da preservação de áreas de refúgio. A metodologia é dinâmica e prática: os participantes passam por estações de aprendizado que simulam os desafios reais do dia a dia no campo, permitindo que as orientações da nova cartilha sobre pragas quarentenárias sejam aplicadas de imediato. Ao unir o suporte teórico da Aprosoja Brasil com a expertise técnica da Corteva, a iniciativa busca padronizar um nível de excelência operacional que protege não apenas a rentabilidade da fazenda, buscando padronizar o nível de excelência no campo, garantindo que o grão brasileiro continue sendo sinônimo de qualidade e segurança nos cinco continentes.
“Treinamentos como os de boas práticas realizados pela Corteva, são essenciais para que possamos capacitar cada vez mais produtores e profissionais do campo para que possam realizar o manejo de pragas e doenças da maneira correta, com o uso racional de insumos e utilizando de todas as ferramentas e soluções necessárias”, ressalta o diretor executivo da Aprosoja Brasil.
Saiba quais são as pragas quarentenárias
O MAPA classifica como pragas quarentenárias as seguintes: o Ácaro Hindustânico (Schizotetranychus hindustanicus); a Broca-do-caroço-da-manga (Sternochetus mangiferae); o Cancro Cítrico (Xanthomonas citri subsp. citri), o Cancro da Videira (Xanthomonas campestris pv viticola); o Cancro Europeu das Pomáceas (Neonectria ditissima); o Caruru-palmeri (Amaranthus palmeri); o Greening (Candidatus Liberibacter asiaticus e Candidatus Liberibacter americanus); a Moko da Bananeira (Ralstonia solanacearum raça 2); a Mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae); o Caruru-gigante (Amaranthus palmeri) e a Vassoura-de-bruxa da Mandioca (Rhizoctonia theobromae).
Agrolink & Assessoria
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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