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Agronegócio

Copa 2026: Mato Grosso acelera biossegurança para faturar com explosão na demanda de carne

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Reprodução/ CenárioMT

 

A proximidade da Copa do Mundo de 2026 está redesenhando as estratégias do agronegócio em Mato Grosso. De acordo com levantamentos técnicos da Scanntech, o consumo de carnes deve saltar mais de 10% durante os jogos, criando uma janela de oportunidade bilionária para o estado que detém o maior rebanho bovino do Brasil .

No entanto, o desafio para os produtores mato-grossenses vai além do volume de produção. O mercado internacional, especialmente os Estados Unidos — que importaram 775 mil toneladas de proteína no primeiro trimestre de 2026 —, elevou o rigor sanitário a patamares sem precedentes, exigindo que cada lote seja 100% rastreável e livre de riscos biológicos.

Para consolidar a imagem de Mato Grosso como fornecedor global de elite, o controle sanitário assumiu o papel de protagonista na cadeia logística. Do frigorífico ao porto, a vigilância deve ser ininterrupta, pois, como alerta Vinicius Dias, CEO do Grupo Setta, uma única falha pode fechar mercados por anos e comprometer contratos estratégicos.

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A “grande jogada” do agro brasileiro nesta Copa começa nos bastidores, com a implementação de protocolos auditáveis que garantem a transparência exigida por blocos econômicos europeus e americanos. O foco agora é mostrar ao mundo não apenas “quanto” se produz, mas “como” a carne é processada e transportada.

Tecnologia de ponta: o segredo da carne segura em MT

A automação surge como a resposta definitiva para a régua alta das exportações. Frigoríficos em polos como Sinop e Lucas do Rio Verde já começam a adotar soluções digitais que monitoram, em tempo real, a higienização de veículos e a circulação de pessoal, gerando dados auditáveis que servem como passaporte para o mercado externo.

Entre as inovações que surpreendem o setor está o TADD System, um equipamento patenteado que realiza a descontaminação de caminhões em apenas 48 minutos. A tecnologia utiliza ar aquecido em vez de agentes químicos, o que reduz o impacto ambiental e os custos operacionais, dois critérios de peso nas auditorias internacionais de 2026.

O uso dessa tecnologia de descontaminação térmica permite que a frota seja liberada com agilidade durante os picos de movimentação previstos para o período do torneio. Para o exportador de Mato Grosso, isso representa um ganho duplo: eficiência logística e segurança biológica absoluta, sem resíduos químicos no produto final.

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Biossegurança como ativo de reputação nacional

Com o apetite dos importadores em alta — as compras dos EUA subiram 15% em relação ao ano passado —, a biossegurança deixou de ser uma barreira técnica para se tornar um diferencial competitivo. Mato Grosso, ao liderar a adoção de tecnologias sustentáveis e seguras, posiciona a proteína brasileira no topo da preferência global.

O sucesso nesta Copa de 2026 dependerá da capacidade do setor em manter o ritmo do consumo sem abrir mão da rigidez sanitária. Ao transformar dados brutos em transparência para o consumidor, o agro de Mato Grosso garante que a vitória brasileira aconteça muito antes do apito inicial nos estádios norte-americanos.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Venda de milho em Mato Grosso se aproxima de 50%, mas incerteza quanto ao El Ñino preocupa próxima safra, diz Imea

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Os produtores de Mato Grosso já negociaram 47,32% da produção estimada de milho da safra 2025/26 até o final de maio. O índice representa avanço de 1,02 ponto percentual (p.p) acima do registrado no mesmo período da safra passada. Os dados foram divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (8).

De acordo com o instituto, o desempenho reflete o avanço da colheita e a maior disponibilidade do cereal no mercado. Esses dois fatores têm levado os produtores a intensificar as vendas e, ao mesmo tempo, o aumento da oferta tem pressionado as cotações do milho no estado.

Em maio, o preço médio do grão foi de R$ 42,73 por saca em Mato Grosso. Segundo Milena Bezerra, analista de mercado do Imea, o ritmo de comercialização demonstra que os produtores estão ajustando suas estratégias diante da necessidade e cenário de oferta elevada.

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“Mato Grosso caminha para mais uma grande safra de milho, o que amplia a disponibilidade do produto tanto para o mercado interno quanto para as exportações”, destaca.

Apesar do avanço nas negociações da safra atual do milho, o cenário para os próximos meses ainda é marcado por incertezas. A comercialização antecipada da safra 2026/27 alcançou 4,77% da produção estimada até maio, crescimento de 2,08 p.p. em relação ao mês anterior. Ainda assim, o percentual permanece 0,82 p.p abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

A cautela dos produtores está relacionada principalmente às dúvidas em torno do comportamento climático no segundo semestre deste ano. A possibilidade de ocorrência de um “super” El Niño tem gerado preocupação no setor, uma vez que o fenômeno pode alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras e impactar o desenvolvimento da safra seguinte, tanto da soja quanto do milho.

“A previsão de um El Niño mais intenso neste ano pode impactar a soja e, consequentemente, afetar a janela do milho na próxima safraEsse cenário já se reflete nas negociações da safra 2026/27, que tem cerca de 5% da produção comercializada até o momento. Esse percentual é um pouco menor do que o registrado no mesmo período da safra atual, assim como os preços, que seguem mais pressionados”, afirma Milena.

Segundo o Imea, esse conjunto de fatores tem limitado um avanço mais acelerado da comercialização antecipada, mesmo com os preços apresentando relativa estabilidade. No mês de maio, a saca do milho para a safra futura foi negociada, em média, a R$ 45,39, praticamente estável em relação a abril.

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Exportação recorde em maio

Mato Grosso foi o principal responsável pelo avanço das exportações brasileiras de milho em maio. O estado embarcou 121,03 mil toneladas do grão, o equivalente a 48,55% de todo o volume exportado pelo Brasil durante o mês.

Conforme os dados divulgados pelo Imea, o resultado representa o 5° maior já registrado para maio e um aumento de 207,36% em relação ao período anterior. O estado já exportou 24,03 milhões de toneladas na safra 2024/25, volume que supera em 1,68% o total registrado em toda a safra passada.

Mesmo com o mês de junho ainda em andamento, o ciclo atual já figura como o terceiro maior da série histórica de exportações de milho do estado. (com Assessoria/Famato/IMEA)

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mato Grosso proíbe uso de madeira de desmatamento por grandes indústrias e inicia transição para florestas plantadas até 2034

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A partir desta semana, Mato Grosso inicia uma mudança histórica em sua política ambiental e florestal. Um acordo firmado entre o Governo do Estado e o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determina o fim gradual do uso de biomassa oriunda de madeira nativa extraída de desmatamento por grandes consumidores industriais.

A medida estabelece um cronograma de transição que prevê a eliminação completa desse tipo de matéria-prima até 2034, incentivando o crescimento das florestas plantadas, especialmente o cultivo de eucalipto para fins energéticos.

A decisão foi oficializada por meio de um Termo de Compromisso Ambiental (TCA), assinado na segunda-feira (8 de junho), que revoga a Instrução Normativa nº 06/2022.

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Na prática, a medida impede que grandes consumidores continuem ampliando o uso de biomassa proveniente de áreas desmatadas e cria um ambiente favorável para investimentos em reflorestamento comercial.

A meta é zerar completamente o consumo de biomassa de desmatamento até 2034.

Setor florestal comemora avanço para fontes renováveis

Para a Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), a mudança representa um marco para o desenvolvimento sustentável do estado.

Segundo o presidente da entidade, Fausto Takizawa, Mato Grosso passa a construir uma trajetória baseada em fontes renováveis, rastreáveis e capazes de garantir abastecimento contínuo para a indústria.

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O eucalipto reflorestado passa a ser tratado como principal alternativa para atender a demanda energética industrial.

Por que o eucalipto ganhou protagonismo?

O eucalipto já é amplamente utilizado por indústrias mato-grossenses devido à sua elevada eficiência energética e ao rápido ciclo de crescimento.

Além disso, trata-se de uma matéria-prima renovável, capaz de fornecer biomassa de forma contínua sem pressionar áreas de vegetação nativa.

O ciclo produtivo do eucalipto foi um dos fatores considerados para definir o prazo de transição de sete anos.

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Licenças para novos empreendimentos terão novas exigências
Outro ponto importante do acordo envolve o licenciamento ambiental de novos empreendimentos industriais.

A partir da assinatura do TCA, o Governo de Mato Grosso assume o compromisso de não autorizar novos projetos ou ampliações que dependam exclusivamente de matéria-prima florestal nativa.

Empresas que descumprirem as novas regras poderão sofrer multas, sanções administrativas e dificuldades para renovar licenças ambientais.

Sistema de rastreabilidade será obrigatório

Um dos pilares da nova política ambiental será a criação de mecanismos para monitorar o cumprimento dos chamados Planos de Suprimento Sustentável (PSS).

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Esses planos deverão comprovar que os grandes consumidores estão investindo proporcionalmente em florestas plantadas para atender suas necessidades futuras de biomassa.

O governo terá até 120 dias para regulamentar os sistemas de rastreabilidade e monitoramento.

Déficit de biomassa preocupa o setor produtivo
A Arefloresta vem alertando desde o ano passado sobre a necessidade de ampliar rapidamente as áreas de reflorestamento em Mato Grosso.

Entre 2022 e 2025, a participação das florestas plantadas no mercado estadual de biomassa caiu de 59% para apenas 47,5%, enquanto aumentou a utilização de biomassa proveniente de desmatamento.

Os números mostram que Mato Grosso precisa acelerar os investimentos em reflorestamento para evitar escassez futura.

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Indústria do etanol de milho amplia demanda por madeira plantada

O crescimento das usinas de etanol de milho está entre os principais fatores que impulsionam a necessidade de expansão florestal no estado.

Atualmente, Mato Grosso possui cerca de 165 mil hectares de florestas plantadas. Entretanto, estudos do setor apontam que essa área precisará alcançar aproximadamente 436 mil hectares até 2030 apenas para atender a demanda das indústrias de etanol.

Será necessário praticamente triplicar a área de reflorestamento nos próximos anos.

Oportunidade para produtores rurais e investidores

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Com a nova regulamentação, especialistas acreditam que o reflorestamento comercial poderá se tornar uma das atividades mais promissoras do agronegócio mato-grossense.

A expectativa é que produtores rurais ampliem os investimentos em eucalipto e outras espécies destinadas à produção de biomassa, criando uma nova fonte de renda para propriedades agrícolas.

A transição energética pode abrir uma nova fronteira econômica para o setor florestal de Mato Grosso.

Análise CenárioMT

A decisão fortalece a imagem de Mato Grosso como referência em sustentabilidade dentro do agronegócio brasileiro. Ao mesmo tempo, cria oportunidades para produtores, investidores e empresas ligadas ao setor florestal. O crescimento das florestas plantadas pode gerar empregos, atrair investimentos e garantir segurança energética para indústrias estratégicas, como as usinas de etanol de milho.

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Brasil vira 3ª maior potência global em carne suína; entenda

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Reprodução/ CenárioMT

 

O Brasil superou o Canadá e assumiu o posto de 3º maior exportador mundial de carne suína no início de 2026, com recorde de 1,51 milhão de toneladas enviadas ao exterior.

O feito redefine o peso da suinocultura nacional no mercado global, deixando para trás o Canadá, que fechou o ano passado com 1,45 milhão de toneladas embarcadas.

Mato Grosso, com sua vocação para a produção de grãos, desempenha papel vital nessa engrenagem, garantindo a ração que sustenta esse crescimento acelerado do setor.

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O crescimento de 11,6% nas exportações não ocorreu por acaso, sendo fruto de uma estratégia de diversificação de mercados e controle sanitário rigoroso.

O Brasil agora faz parte do pódio mundial, posicionado atrás apenas da União Europeia e dos Estados Unidos, consolidando sua marca como fornecedor confiável.

A capilaridade na Ásia foi o grande motor das vendas externas, permitindo ao país conquistar destinos que antes eram dominados por concorrentes tradicionais do setor.

O que muda na mesa do mato-grossense?

Da porteira para dentro, a realidade também mudou drasticamente. A carne suína deixou de ser uma opção ocasional para se tornar uma proteína essencial no prato do brasileiro.

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Dados da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) mostram que o consumo per capita no país atingiu o marco histórico de 20 kg por habitante em 2025.

Essa força do mercado interno é o que garante a sustentabilidade da cadeia produtiva, protegendo os suinocultores contra as oscilações bruscas que podem ocorrer no comércio internacional.

Por que essa conquista fortalece o campo?

O sucesso do setor é resultado de investimentos constantes em tecnologia, genética avançada e bem-estar animal, pilares que garantem a qualidade do produto final.

Para o produtor em cidades como Lucas do Rio Verde ou Sinop, o crescimento da suinocultura representa uma nova fronteira para agregar valor ao milho produzido no estado.

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Inteligência Produtiva: Uso de genética de ponta para aumentar a produtividade.

Sustentabilidade: Manejo que atende aos padrões de sanidade exigidos globalmente.

Segurança: Equilíbrio entre vendas para o exterior e o consumo doméstico.

O CenárioMT continua acompanhando os números da suinocultura e os impactos desta nova liderança global para os produtores mato-grossenses. Veja aqui como o agronegócio de Mato Grosso segue se reinventando em 2026.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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