Destaque
Mostra de Comunicação ABMRA é palco da nova revolução criativa do Agro

Alberto Meneghetti
Nos últimos anos, o setor agropecuário tem passado por uma revolução silenciosa. O branding e a criatividade estão em ascensão, graças a um número crescente de empresas e marcas neste segmento que veem a oportunidade e a necessidade de valorizar o fator de percepção do público sobre suas marcas e reforçar a qualidade de seus produtos. Isso ocorre no contexto do desafio cada vez mais complexo da segurança alimentar, sustentabilidade e mudanças climáticas. Por isso, um festival de criatividade com foco no Agro torna-se mais importante do que nunca, abrindo espaço para a troca de ideias, inspiração, colaboração e contribuindo na nova era de inovação e diferenciação no campo.
A exponencialidade das mudanças na comunicação do Agro ganhou novos contornos com a digitalização, a inteligência artificial e as mil e uma opções que as empresas e suas agências têm, nos dias atuais, para atingir o produtor rural.
Neste sentido, a Mostra de Comunicação do Agro ABMRA, promovida há mais de 30 anos pela inquieta Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), promete ampliar na sua 22ª edição neste ano o conceito de criatividade e continuar na sua missão de ser um farol que aponta as tendências, as boas práticas de comunicação do segmento e observar, especialmente, o modo como marcas e negócios criaram soluções para atravessar mais um período de altos e baixos no campo, conectando-se também com a sociedade.
Nas feiras que aconteceram no início deste ano, já se pode constatar que a criatividade é fundamental para se diferenciar nos dias de hoje, com tanta competição pelo share-of-mind dos produtores rurais, público-alvo prioritário dessas ativações.
A cada ano, a Mostra de Comunicação do Agro ABMRA se renova e agrega mais elementos de atratividade. Além de um novo grupo de jurados de alto nível técnico, entre lideranças do Agro, criativos celebrados, produtores rurais, representantes da academia e veículos de comunicação, a edição deste ano trará novas categorias, sintonizadas com o novo momento da comunicação do segmento. Com isso, a categoria que concentrava as campanhas e ativações digitais terá duas subdivisões: uma voltada para plataformas online, sites e apps; e a segunda especificamente para campanhas digitais e peças online. Também vamos valorizar o excelente trabalho que está sendo feito pelos chamados “agroinfluencers”.
A 22ª Mostra de Comunicação do Agro ABMRA 2024 promete ser palco de uma nova revolução criativa, onde agências e marcas buscarão conquistar as mentes e os corações do público através de inovadoras ferramentas e plataformas de mídia, que não param de nos surpreender, alimentadas por inteligência artificial e por dados. Mas uma coisa é certa: o melhor continua sendo a inteligência criativa humana, suas sinapses e insights que são as que geram as grandes ideias, as conexões memoráveis e o engajamento. E são estas que brilharão em mais uma edição do maior festival de criatividade do agronegócio, que já está chegando, agora em agosto.
Aguardo vocês lá!
Sobre a ABMRA
A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) é a única entidade voltada exclusivamente ao marketing e à comunicação do Agro. Há 45 anos, fortalece o marketing disseminando as boas práticas contribuindo com todos que participam da cadeia produtiva do setor a se comunicarem melhor. Congrega a academia, empresas e indústrias, consultorias, agências de comunicação e propaganda, veículos de mídias e jornalistas. ABMRA – A Casa Dos Profissionais do Marketing e da Comunicação do Agro.
Alberto Meneghetti – Diretor da ABMRA e Coordenador Geral da 22ª Mostra de Comunicação do Agro ABMRA
Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias Mídia Rural
Destaque
Banimento do glifosato pode pesar no bolso

O ensaio destaca que o impacto de uma medida desse tipo não ficaria restrito ao campo – Foto: Divulgação
Uma interrupção regulatória sobre um insumo central para a produção agrícola pode gerar efeitos em cadeia sobre o campo, o crédito, a conservação do solo e o custo dos alimentos. A avaliação é de Lothar Langer Jr., estrategista e executivo de transformação do agronegócio, que analisa o cenário em torno da proposta de banimento do glifosato pelo Ministério Público e seus possíveis impactos sobre a estrutura produtiva nacional.
A discussão, segundo a análise, vai além de uma disputa ideológica. O ponto central está na dependência de uma cadeia complexa, em que decisões burocráticas repentinas podem alterar a dinâmica de manejo das lavouras e afetar etapas que vão da produção rural ao consumo final. O glifosato é apresentado como um insumo crucial para o funcionamento dessa engrenagem, e sua eventual restrição expõe a vulnerabilidade de um sistema que sustenta parte relevante do desempenho agrícola do país.
O ensaio destaca que o impacto de uma medida desse tipo não ficaria restrito ao campo. A retirada abrupta de uma ferramenta utilizada no manejo agrícola poderia pressionar o financiamento rural, mudar práticas relacionadas à sustentabilidade do solo e criar novos custos para produtores. Em uma cadeia interligada, esses efeitos tendem a se espalhar para outros elos, alcançando a formação de preços e, consequentemente, a mesa do consumidor.
A análise também chama atenção para o papel da governança regulatória e da ciência tropical na definição do futuro da segurança alimentar. Em um país com grande diversidade de ambientes produtivos, decisões sobre insumos agrícolas exigem avaliação técnica, previsibilidade e compreensão dos efeitos práticos sobre a produção. Sem esse equilíbrio, medidas tomadas de forma repentina podem ampliar incertezas e afetar a estabilidade de uma atividade estratégica para a economia.
Agrolink – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Destaque
Merendeiras de Lucas do Rio Verde vencem Concurso Nacional de Melhores Receitas da Alimentação Escolar

Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti
A criatividade e os sabores das duas receitas criadas pelas merendeiras da rede municipal de Lucas do Rio Verde conquistaram o público e venceram a 3ª edição do Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar. O Fundo Nacional de Desenvolvimento Educação (FNDE) divulgou o resultado nesta quarta-feira (3).
“É com muita alegria que recebemos a notícia de que as nossas duas receitas foram vencedoras no concurso. Gostaria de parabenizar as merendeiras Keila e Benilce e deixar aqui a gratidão da Secretaria a todos os profissionais da alimentação escolar, que se dedicam diariamente a oferecer o melhor aos estudantes da rede municipal. A merenda escolar é fundamental não apenas para a aprendizagem, mas também para o bem-estar e o desenvolvimento dos nossos alunos”, destacou a secretária de Educação, Elaine Lovatel.
As escolas responsáveis pelos pratos premiados também receberão R$ 8 mil cada, recurso que será investido na aquisição de equipamentos e na melhoria da infraestrutura das cozinhas escolares.
O concurso integra o projeto “Alimentação Escolar Nota 10” e é realizado pelo FNDE, em parceria com a Itaipu Binacional, por meio do programa Mais que Energia, além do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS) e da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Extensão, Pesquisa, Ensino Profissionalizante e Tecnológico (FADEMA).
O reconhecimento das receitas da merenda escolar no concurso nacional é motivo de alegria e orgulho para Lucas do Rio Verde. A conquista vai além da premiação: ela traduz o carinho, a dedicação e o compromisso com uma alimentação escolar de qualidade, além de valorizar o trabalho essencial das merendeiras e nutricionistas da rede municipal.
com Ascom Prefeitura/Camilly Barros)
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Destaque
Estado assina decreto que tributa a entrada de tilápia do Vietnã

Foto: Canva/ND Mais
A piscicultura paulista ganhou um novo instrumento de proteção diante do avanço das importações de pescado asiático. O Governo de São Paulo assinou um decreto que passa a tributar a entrada de filé de tilápia proveniente do Vietnã, medida recebida com entusiasmo pelo setor produtivo e considerada estratégica para reduzir desequilíbrios competitivos enfrentados pelos criadores brasileiros. A iniciativa atende a uma demanda antiga dos produtores, que vinham alertando para os impactos da crescente presença do pescado importado no mercado nacional.
Para a Associação dos Produtores de Peixes em Águas da União (Peixe SP), a medida representa uma tentativa de corrigir uma assimetria que vinha pressionando a rentabilidade da cadeia produtiva. Segundo a secretária-executiva da entidade, Marilsa Patrício, a tributação não deve ser interpretada como uma barreira comercial, mas como um mecanismo de equilíbrio concorrencial.
“O produtor brasileiro cumpre exigências ambientais, sanitárias e trabalhistas rigorosas, além de enfrentar uma carga tributária significativa. Quando o produto importado chega ao mercado com custos muito inferiores, cria-se uma competição desigual que compromete a sustentabilidade econômica da atividade”, afirma.
Concorrência em debate
A discussão sobre as importações de tilápia ganhou força nos últimos meses em meio ao crescimento da oferta de pescado asiático no mercado brasileiro. Representantes da cadeia produtiva argumentam que os custos de produção praticados no exterior, somados a diferenças regulatórias e tributárias, acabaram ampliando a pressão sobre os produtores nacionais.
Na avaliação da Peixe SP, o decreto paulista cria condições mais equilibradas de disputa comercial e reduz uma distorção que vinha afetando principalmente os piscicultores que investem em tecnologia, sanidade e sustentabilidade para atender às exigências do mercado.
Impacto direto nas propriedades
A entidade acredita que os efeitos da nova regra poderão ser percebidos rapidamente em diferentes elos da cadeia produtiva. Um dos principais reflexos esperados é a retomada da previsibilidade para investimentos nas propriedades aquícolas. Com maior estabilidade de mercado, produtores tendem a ampliar projetos de expansão, modernização de estruturas e adoção de novas tecnologias.
Além disso, a Peixe SP argumenta que o fortalecimento da produção local amplia a circulação de renda dentro do Estado. Na avaliação da entidade, o crescimento da piscicultura contribui para a arrecadação tributária, estimula investimentos regionais e fortalece economias ligadas ao agronegócio paulista.
Efeito pode ultrapassar as fronteiras paulistas
A decisão ocorre em um momento de preocupação crescente entre produtores nacionais diante do aumento das importações de filé de tilápia asiático. O setor vinha defendendo medidas que garantissem condições mais equilibradas de concorrência, especialmente em um mercado marcado pela elevação dos custos de produção, exigências regulatórias e necessidade constante de investimentos em sustentabilidade e biossegurança.
Para os representantes da cadeia produtiva, a iniciativa paulista poderá servir de referência para outros Estados e ampliar o debate nacional sobre mecanismos de proteção da produção aquícola brasileira.
Com MSN
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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