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Agronegócio

Safra do arroz é aberta pelo sétimo ano consecutivo na Embrapa

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Foto: Paulo Rossi e Jô Folha/Divulgação

 

 

Na tarde desta quinta-feira (20), teve início a colheita de arroz no Rio Grande do Sul. O ato simbólico que marca o início da safra foi realizado durante a 35ª Abertura Oficial da Colheita de Arroz e Grãos em Terras Baixas, na Estação Experimental de Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, município de Capão do Leão (RS). Este é o sétimo ano consecutivo que o evento ocorre nas dependências da Embrapa.

As boas-vindas de Clenio Pillon, diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento (DEPD) da Embrapa, deram início às manifestações das autoridades. Pillon afirmou que a realização do evento na Instituição representa a realização de um sonho construído a muitas mãos. Nesse sentido, valorizou a presença de instituições públicas e privadas e do setor produtivo, que representam o melhor em termos de genética, insumos, boas práticas para o sistema de produção e máquinas e equipamentos.

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“Nós temos aqui uma verdadeira cidade da inovação, que transforma a lavoura arrozeira e as demais cadeias associadas nesse ambiente de terras baixas em uma grande referência mundial”, disse.

Na sequência, falou sobre alguns desafios estratégicos do setor, não apenas orizícola, mas também do País e do mundo. Entre eles, foram levantadas questões como segurança alimentar – fazendo referência aos avanços na produção de alimentos nos últimos 50 anos -; soberania alimentar, relembrando a dependência de insumos; mudanças climáticas, fazendo alusão à crise climática recente no estado; e, por fim, descarbonização.

“Hoje, os consumidores não querem mais só consumir um alimento, mas um alimento saudável, produzido com balanços ambientais adequados. Essa será, cada vez mais, uma grande preocupação para a humanidade. temos um compromisso muito forte, não apenas com a questão da sustentabilidade por uma visão de mercado, mas com uma visão ética da sustentabilidade”, acrescentou.

Por fim, também afirmou a necessidade de inclusão sócio-produtiva e digital, no campo e na cidade. “Esse é um papel de protagonismo esperado para a pesquisa agropecuária nacional, que aqui representa essa grande aliança nacional que ajudou a transformar esse país em um celeiro para a nossa humanidade”, finalizou.

Alexandre Velho, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), afirmou estar se encaminhando ao fim de sua jornada como presidente da Federarroz. Também valorizou o evento como promotor da sustentabilidade no campo e agradeceu às empresas parceiras: Embrapa, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Instituto Riograndense do Arroz (Irga). “Sem esta união de forças, não conseguiríamos fazer um evento desta magnitude”, afirmou.

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Na sequência, apontaram algumas dificuldades do setor, como os altos custos de produção – o principal problema atual das tarefas na visão de Velho. Nesse sentido, criticou a intervenção no mercado do arroz e reforçou a necessidade de segurança agrícola e, no âmbito estadual, de maior reserva de água. “Quando pego a projeção de produtividade que a Conab anuncia e divide pelo custo real de produção da mão de obra do Estado, chego facilmente ao valor de R$ 95. O produtor não pode vender arroz abaixo desse preço. Tem prejuízo”, avaliou.

Por fim, Gabriel Souza, governador em exercício, iniciou sua fala liberando a eficiência e competência do produtor de arroz gaúcho, que produz 70% do grão no Brasil. Também falou sobre os ganhos em produtividade com base em tecnologia e manejo, valorizando o comprometimento dos produtores e da ciência, em especial da Embrapa e do Irga.

Além disso, destacaram alguns investimentos voltados ao setor, como na malha ferroviária gaúcha e na remodelação das carreiras do próprio Irga; abordou um acordo com o Ministério Público para retirar uma área já produtiva consolidada da reserva legal do estado; e programas direcionados à viabilização de supervisão aos produtores. Com relação ao último ponto, ainda fez referência à necessidade do setor se preparar para as mudanças climáticas, fazendo alusão aos eventos recentes.

O ato ainda contornou com a manifestação do superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Estado, José Cleber Dias de Souza, que, ao abordar as contribuições da pasta, fez um resgate histórico dos investimentos em ensino e pesquisa agropecuária no Brasil na década de 1930, que, por sua vez, culminou posteriormente na criação da Embrapa. E o senador Luis Carlos Heinze, que, entre outros assuntos, destacou as contribuições da tecnologia sulco-camalhão, desenvolvida pela Embrapa, que facilita a privacidade e a drenagem nas terras baixas e viabiliza o cultivo de culturas como a soja.

Fonte: Assessoria

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mercado de café reage após sequência de quedas

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A recuperação também encontrou suporte na queda do dólar – Foto: Pixabay

 

O mercado de café apresentou recuperação na última semana, após uma sequência de quedas entre o fim de maio e o início de junho, mas continua condicionado por fundamentos baixistas. Segundo a StoneX, as cotações encontraram apoio em indicativos de curto prazo, apesar de a expectativa de uma safra recorde no Brasil seguir pressionando o cenário.

No arábica, a força vendedora levou os preços à mínima de US¢ 238,85 por libra-peso na sessão de terça-feira, o menor nível em mais de um ano e meio. A partir de quarta-feira, porém, o mercado iniciou uma correção, favorecida pela entrada das cotações em uma região tecnicamente sobrevendida.

A recuperação também encontrou suporte na queda do dólar diante do real e na redução dos estoques certificados da ICE. Com isso, o vencimento de julho do arábica encerrou a semana cotado a US¢ 257,2 por libra-peso, com alta de 4,3% no período e avanço em relação à mínima intradiária registrada na terça-feira.

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No robusta, o movimento foi mais intenso. O vencimento de setembro de 2026, que já reúne a maior liquidez, terminou a semana a US$ 3.525 por tonelada, valorização de 9,0%. O contrato liderou a recuperação diante dos sinais de retenção de oferta no Vietnã, após meses de pressão vendedora.

Mesmo com a reação expressiva nas bolsas, o mercado permanece ancorado em fundamentos baixistas. A recuperação recente foi conduzida por fatores técnicos, pelo comportamento do câmbio, pela redução dos estoques certificados e pelos sinais de menor disponibilidade imediata do robusta, sem alterações relevantes no quadro geral.

Agrolink – Leonardo Gottems

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Abate de bovinos bate recorde no primeiro trimestre e reforça força da pecuária brasileira

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Foto: Acrimat

 

O Brasil registrou um novo recorde no abate de bovinos durante o primeiro trimestre de 2026. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 10,289 milhões de animais, entre machos e fêmeas, foram abatidos entre janeiro e março deste ano, o maior volume já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do instituto.

O resultado confirma o avanço da produção pecuária nacional e demonstra a elevada capacidade da cadeia produtiva da carne bovina em atender tanto o mercado interno quanto a demanda internacional.

Na comparação com o mesmo período de 2025, o volume abatido cresceu 3,27%. Já em relação ao primeiro trimestre de 2024, o aumento foi ainda mais expressivo, chegando a 9,1%.

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Expansão da produção impulsiona resultado

Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o desempenho recorde reflete a expansão da pecuária brasileira observada nos últimos anos, resultado de investimentos em genética, manejo, nutrição animal e ganhos de produtividade nas propriedades rurais.

Além disso, a competitividade da carne bovina brasileira no mercado internacional tem contribuído para manter o ritmo de crescimento do setor, favorecendo o escoamento da produção e estimulando a atividade pecuária em diversas regiões do país.

Mercado interno e exportações sustentam cresciment

O Cepea destaca que os números evidenciam a importância estratégica da pecuária bovina para a economia brasileira. O setor continua desempenhando papel fundamental no abastecimento do mercado doméstico e, ao mesmo tempo, ampliando sua presença no comércio internacional.

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A crescente demanda por carne bovina em mercados externos, aliada à capacidade produtiva nacional, tem fortalecido a posição do Brasil entre os principais produtores e exportadores mundiais da proteína.

Setor mantém protagonismo no agronegócio

O recorde registrado pelo IBGE reforça o protagonismo da pecuária bovina dentro do agronegócio brasileiro. Com produção crescente e elevada competitividade, a atividade segue contribuindo para a geração de empregos, renda e divisas, consolidando-se como um dos pilares do desenvolvimento econômico nacional.

A expectativa do setor é de que o desempenho continue sustentado ao longo do ano, acompanhando a evolução da demanda e a capacidade de produção das propriedades rurais brasileiras.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Demanda mais aquecida faz preço do suíno vivo reagir após mais de um mês de quedas

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Reprodução/CenárioMT

 

Os preços do suíno vivo voltaram a subir em algumas das principais praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, interrompendo um período de retração que se estendia desde o Dia das Mães, celebrado em 10 de maio.

Segundo pesquisadores do Cepea, a recuperação das cotações foi impulsionada pelo aumento da demanda por animais vivos, especialmente na Região Sul do país. O movimento representa a primeira reação positiva observada no mercado após mais de um mês de pressão sobre os preços.

A valorização ocorreu em um contexto de maior interesse das indústrias frigoríficas, que intensificaram a procura por lotes extras de animais para abate. Com a demanda mais firme, produtores conseguiram negociar reajustes positivos nos valores pagos pelo suíno vivo.

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Indústria amplia compras e fortalece mercad

De acordo com o Cepea, o comportamento mais ativo dos frigoríficos foi determinante para a recuperação das cotações. A necessidade de reforçar escalas de abate elevou a procura por animais disponíveis no mercado, reduzindo a pressão sobre os produtores.

A movimentação foi mais perceptível nas regiões produtoras do Sul do Brasil, onde a demanda apresentou maior intensidade nos últimos dias.

Carne suína ainda não acompanha valorização

Apesar da melhora observada no mercado do suíno vivo, o mesmo movimento ainda não foi verificado na carne suína. Conforme destacam os pesquisadores, a valorização dos animais não foi acompanhada pelos preços da proteína no mercado atacadista.

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O cenário indica que, embora a procura pelos animais tenha aumentado, o consumo da carne ainda segue em ritmo mais moderado, limitando repasses ao longo da cadeia produtiva.

Os agentes do setor acompanham agora a evolução da demanda nas próximas semanas para avaliar se a recuperação observada no mercado de animais vivos terá força suficiente para influenciar também os preços da carne suína.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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