Economia
Projeto avalia cadeia produtiva do leite para propor estratégias de desenvolvimento

Divulgação
O projeto PiauiPec iniciou suas atividades neste mês de outubro com a realização da palestra “Produção leiteira no Brasil: Desafios e perspectivas”, realizada no dia 09, no auditório da instituição, em Teresina – PI. Nos dias que antecederam a palestra, a equipe também participou de reuniões com parceiros do ´projeto para articular a condução das demais atividades.
A palestra foi apresentada pelo pesquisador da Embrapa Gado de Leite Samuel Magalhães Oliveira, que é engenheiro agrônomo e doutor em Economia. Ele levou aos dados de produção do Brasil, à variação dessa produção nos últimos anos, e também à produtividade dos rebanhos, dos animais que estão sendo ordenados. “Mostramos também a variação disso nos dez anos, aonde se concentra a produção de leite, quais são as principais bacias produtoras do leite do Brasil, o que é interessante, nós temos 15 bacias principais no Brasil, e essas, cinco estão aqui na região Nordeste, uma próxima aqui do Piauí, que é a última bacia do sertão de Pernambuco, uma grande região produtora muito próxima aqui do estado Piauí”, acrescenta.
O pesquisador destaca que esses dados levantados até o momento irão contribuir para a compreensão da realidade da produção de leite no Nordeste, principalmente no Piauí. “Precisamos conhecer o histórico da produção do leite no Piauí, quais são os prós e os contras, quais são os desafios, as oportunidades, tudo isso a gente precisa dessas informações e de outras também que nós vamos levantar, ainda no âmbito do projeto, pra poder fazer um bom trabalho de pesquisa” complementa.
Ainda sobre o levantamento de dados sobre a produção de leite, ele explica estar tendo uma grande movimentação, uma grande mudança nos sistemas de leite, além de uma intensificação da produção, com maior adoção de tecnologias, concentração da produção em algumas regiões, aumentando a competitividade do Brasil nessa área, reduzindo custos e ampliando a produção.
Sobre o projeto
O PiauíPec é uma iniciativa da Embrapa (Unidades Meio-Norte, Gado de Leite e Caprinos e Ovinos), que conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi).
O projeto tem como principal objetivo identificar, através da realização de diagnósticos, os principais entraves ao desenvolvimento das cadeias produtivas da bovinocultura leiteira e da ovinocaprinocultura no Estado do Piauí, resultando no oferecimento de subsídios para a formulação de desenvolvimento setorial para as cadeias produtivas, bem como a avaliação dos processos de adoção das tecnologias recomendadas pela Embrapa, fornecendo retroalimentar o sistema corporativo de inovação da pesquisa agropecuária a partir da prospecção de novas demandas tecnológicas.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Meio-Norte, Sérgio Vilela, coordenador do projeto, a iniciativa visa encontrar caminhos e soluções para o desenvolvimento dessas duas cadeias produtivas no Piauí. “Historicamente essas cadeias sofrem um processo de baixo desempenho no seu processo de desenvolvimento. Baixa produtividade, baixo nível de produção e um mercado muito amplo para esses produtos e a gente não consegue atender. Então, vamos estudar profundamente quais são os fatores que interferem nesse processo de desenvolvimento, que atrasam esse desenvolvimento, para podermos orientar o poder público para desenvolverem ações, políticas públicas para estimular o desenvolvimento dessas duas cadeias produtivas, que são geradoras de renda e de emprego”, explica, acrescentando que até o final de 2027 já um conjunto de recomendações e orientações para o governo ter uma atuação mais assertiva para viabilizar essas cadeias produtivas.
Fonte: Assessoria/Eugênia Ribeiro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Caqui brasileiro tem primeiro embarque para a Costa Rica

Imagem: Abrafrutas
A fruticultura brasileira alcançou mais uma importante conquista no mercado internacional com a realização do primeiro embarque de caqui brasileiro para a Costa Rica. A operação marca a entrada oficial da fruta no mercado costarriquenho e representa mais um resultado concreto dos esforços de promoção comercial, abertura de mercados e articulação institucional desenvolvidos para ampliar a presença das frutas brasileiras no exterior.
As exportações brasileiras de caqui vêm apresentando crescimento expressivo nos últimos anos. Em 2025, o Brasil exportou 890 toneladas da fruta, gerando uma receita de US$ 1,8 milhão. Em relação a 2024, o resultado representa um aumento de 95,64% no volume exportado e de 83,53% no valor das exportações, demonstrando o avanço da presença do caqui brasileiro nos mercados internacionais.
A atuação da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) foi decisiva para a concretização dessa conquista. Em fevereiro de 2026, durante uma rodada de negócios promovida pela Adidância Agrícola do Brasil e pelo Setor de Promoção Comercial (SECOM) da Embaixada do Brasil em San José, a entidade, representada pelo diretor executivo, Eduardo Brandão, apresentou a qualidade, a diversidade e o potencial da fruticultura brasileira a importadores costarriquenhos. A iniciativa despertou o interesse comercial pelo caqui brasileiro e abriu caminho para a realização do primeiro embarque da fruta para a Costa Rica.
A partir desse contato, foram iniciadas as tratativas técnicas e fitossanitárias necessárias para viabilizar as exportações. O processo avançou de forma ágil e culminou na publicação dos requisitos fitossanitários para a importação do produto pelas autoridades da Costa Rica. Em menos de um mês após a conclusão das exigências regulatórias, foi realizado o primeiro embarque comercial da fruta.
Para Eduardo Brandão, diretor executivo da Abrafrutas, o resultado demonstra a importância do trabalho contínuo de abertura de mercados e da atuação conjunta entre setor produtivo, governo brasileiro e parceiros internacionais.
“Esse primeiro embarque para a Costa Rica reforça o potencial da fruticultura brasileira e a importância do trabalho de promoção comercial realizado pela Abrafrutas para ampliar mercados e oportunidades para os exportadores brasileiros”, afirma Brandão.
Segundo o diretor executivo, a diversificação dos destinos de exportação é um dos pilares para o crescimento sustentável da fruticultura nacional, ao reduzir dependências comerciais com ampliação da presença das frutas brasileiras em mercados com potencial de consumo.

A operação foi realizada pela MBR Company, empresa associada da Abrafrutas e uma das principais exportadoras brasileiras de frutas frescas. Para o diretor comercial da MBR, Renato Miralla, a chegada do caqui brasileiro à Costa Rica representa um marco estratégico tanto para a companhia quanto para o setor.
“A importância dessa operação é muito grande. É o primeiro país da América Central para o qual a MBR exporta em seus 22 anos de história. Entendemos que é um mercado promissor, com interesse crescente por frutas brasileiras. Todo o processo foi conduzido de forma extremamente profissional, envolvendo a Abrafrutas, o importador e as autoridades competentes dos dois países”, afirma.
Segundo Miralla, os principais desafios envolveram o cumprimento das exigências regulatórias dentro da curta janela da safra do caqui e os entraves logísticos para a região. Apesar disso, o embarque foi realizado com sucesso e recebeu boa receptividade dos compradores costarriquenhos. A expectativa da empresa é estruturar um programa regular de fornecimento para os próximos anos.
Com Telma Martes/Abrafrutas
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Renegociação de dívidas rurais não amplia dívida pública

Imagem: Faep
O Projeto de Lei (PL) 5.122/2023, aprovado pelo Senado Federal no dia 10, estabelece mecanismos para a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos e crises de mercado, utilizando recursos já existentes. A proposta, que agora segue para análise da Câmara dos Deputados, está estruturada para ser aplicada sem a criação de novos tributos ou ampliação da dívida pública, afirma o Sistema FAEP.
O texto estabelece que o limite das operações será definido pelo próprio Governo Federal por meio de decreto, garantindo ao Executivo o controle sobre o alcance do programa conforme sua disponibilidade orçamentária. Além disso, prevê a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal, preservando a destinação mínima de 50% dos valores para a Educação, e de outras fontes do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR).
O Sistema FAEP acompanha a tramitação do projeto desde 2023 e defende a aprovação da proposta como uma alternativa para permitir a recuperação da capacidade produtiva dos agricultores que acumulam prejuízos após sucessivos eventos climáticos.
Em janeiro, o Brasil somava R$ 153,6 bilhões em saldos problemáticos nos empréstimos rurais. No Paraná, o endividamento rural chegou a R$ 10,8 bilhões no mesmo mês.
“O aumento do endividamento rural é resultado de uma combinação de fatores, especialmente os cortes realizados pelo Governo Federal no orçamento do Seguro Rural, os eventos climáticos extremos registrados nos últimos anos e as sucessivas crises de preços que comprometeram a renda dos produtores. O PL é uma luz no fim do túnel, trará fôlego e condições para a continuidade da produção de alimento”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
O PL 5.122/2023 também autoriza o uso de saldos não utilizados de fundos vinculados ao Ministério da Fazenda, dos superávits dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), Nordeste (FNE) e Norte (FNO), além do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).
De acordo com o projeto, o risco de crédito permanecerá com as instituições financeiras, que serão responsáveis por avaliar a viabilidade das renegociações.
Impacto fiscal
Após a aprovação do projeto pelo Senado, o Governo Federal divulgou estimativas de impacto fiscal que variam de R$ 140 bilhões a R$ 800 bilhões. Em resposta, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), com apoio do Sistema FAEP, divulgou um documento técnico esclarecendo pontos relacionados às fontes de recursos e à estrutura de financiamento prevista no projeto.
Com FAEP
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Pão no Bafo de Palmeira conquista Indicação Geográfica

Pão no Bafo de Palmeira conquista Indicação Geográfica, o 27º selo do Paraná Foto: Divulgação
Com 148 anos de existência, o pão no bafo de Palmeira, nos Campos Gerais, conquistou o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência (IP), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O reconhecimento foi divulgado nesta terça-feira (16) e eleva para 27 o número de produtos paranaenses com selo de IG, o que mantém o estado na liderança nacional.
A conquista é resultado de um trabalho conjunto entre produtores, Sebrae/PR, Prefeitura de Palmeira, Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e a comunidade local. O processo envolveu ações de mobilização, capacitações e a criação da Associação dos Produtores de Pão no Bafo de Palmeira (Apafo), responsável pela gestão e promoção da Indicação Geográfica.
De acordo com o diretor-geral da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Bruno Bruno Krevoruczka, a conquista da Indicação Geográfica para o Pão no Bafo de Palmeira deve trazer benefícios econômicos para a região do Campos Gerais. “O selo de Indicação de Procedência agrega valor, estimula o turismo e a gastronomia local e abre novas oportunidades de renda para as famílias da região. O Paraná, a cada conquista como essa, demonstra a qualidade do que é feito aqui e a importância do trabalho em conjunto das instituições, dos extensionistas e dos nossos produtores”, disse.
A certificação garante proteção ao uso da denominação, estabelece critérios para sua utilização e amplia a visibilidade do produto e do município. A formação da Associação dos Produtores de Pão no Bafo de Palmeira (Apafo) também fortalece a organização dos produtores em torno da preservação da tradição gastronômica local.
ORIGEM – O Pão no Bafo é parte da história da cidade bicentenária de Palmeira, fundada em 1819. A iguaria chegou à região em 1878 com imigrantes russo-alemães que se estabeleceram em comunidades de Quero-Quero, Colônia Papagaios Novos, Santa Quitéria, Lago e Pugas.
A receita é preparada com três ingredientes principais: carne suína, repolho e pães cozidos no vapor, todos em camadas dentro da panela. A história de quase 150 anos do prato em solo paranaense foi o bastante para que o alimento se tornasse um dos principais símbolos gastronômicos paranaense.
A exemplo disso, em 2015, o prato foi reconhecido como Patrimônio Imaterial de Palmeira. A proposta foi formalizada após a verificação de que o preparo se enquadrava na legislação vigente do Ministério da Cultura e do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como patrimônio imaterial, o primeiro da cidade.
Atualmente, a cidade reconhece outros patrimônios imateriais, como a gengibirra, gasosa paranaense produzida à base de gengibre que começou na colônia Cecília, pertencente ao município de Palmeira. No cenário musical, a cidade conta com a fanfarra do Colégio Dom Alberto e a banda Lira Celeste da Igreja Assembleia de Deus. O idioma próprio da Colônia Witmarsum, o Plautdietsch, foi o último reconhecimento de patrimônio imaterial do município, realizado em 2020.
LIDERANÇA NACIONAL – Em uma estratégia voltada à valorização de produtos regionais e ao fortalecimento da economia local, o Paraná ampliou a articulação para o reconhecimento de produtos com selo de Indicação Geográfica. Hoje, o Estado soma 27 IGs reconhecidas e ocupa, de forma isolada, a liderança nacional. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 21 registros, e São Paulo com 15.
Somente em 2026, o Paraná conquistou cinco novos registros. Além do Pão no Bafo de Palmeira, também foram certificados o couro de peixe de Pontal do Paraná, o ginseng de Querência do Norte, o café da Serra de Apucarana e as tortas de Carambeí.
Em 2025, o Estado obteve oito novas Indicações Geográficas, entre elas as ostras do Cabaraquara, ponkan de Cerro Azul, broas de centeio de Curitiba, cracóvia de Prudentópolis, carne de onça de Curitiba, café de Mandaguari, urucum de Paranacity e queijo colonial do Sudoeste do Paraná.
Também possuem selo de IG no Paraná o mel de Ortigueira, queijos coloniais de Witmarsum, cachaça e aguardente de Morretes, melado de Capanema, vinhos de Bituruna, mel do Oeste do Paraná, barreado do Litoral do Paraná, bala de banana de Antonina, erva-mate de São Mateus do Sul, camomila de Mandirituba, uvas finas de Marialva, cafés especiais do Norte Pioneiro, morango do Norte Pioneiro e goiaba de Carlópolis.
Há ainda o mel de melado da bracatinga do Planalto Sul do Brasil, IG concedida a Santa Catarina que envolve municípios do Paraná e Rio Grande do Sul.
Outros quatro produtos paranaenses têm pedidos em análise no INPI, entre eles acerola de Pérola, cervejas artesanais de Guarapuava, mel de Capanema e a cambira, prato típico de Pontal do Paraná.
Com AEN/PR
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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