Economia
Preço da Soja no Brasil Hoje: Análise Completa e Tendências de Mercado

Preço da Soja no Brasil Hoje: Análise Completa e Tendências de Mercado
Se você acompanha o agronegócio, sabe que o preço da soja no Brasil hoje é um assunto que mexe com muita gente. Afinal, essa commodity é um dos pilares da nossa economia, né? Muita coisa influencia o valor da saca, desde o clima lá fora até as decisões de compra da China. A gente separou as informações mais importantes para te dar um panorama completo de como anda o mercado da soja por aqui. Vamos dar uma olhada?
Pontos Chave da Soja no Brasil Hoje
- Os preços da soja no Brasil hoje variam bastante dependendo da região, com diferenças significativas entre os portos e o interior do país.
- A Bolsa de Chicago (CBOT) é um indicador global importante que afeta diretamente as cotações da soja no mercado brasileiro.
- A oferta e a demanda mundial, juntamente com fatores como clima e taxa de câmbio, são os principais motivos por trás da oscilação dos preços da soja.
- A soja é uma cultura essencial para o Brasil, sendo um dos produtos mais exportados e com grande impacto na balança comercial do país.
- O mercado de soja envolve uma cadeia complexa, desde o produtor até o consumidor final, com negociações que podem ser feitas no mercado físico ou através de contratos futuros.
A Soja no Brasil: Um Panorama Atual
O Brasil se consolidou como uma potência mundial no agronegócio, e a soja é, sem dúvida, a estrela desse cenário. Por mais de duas décadas, ela tem se mantido no topo da lista de produtos mais exportados pelo país. Essa liderança não é por acaso; a versatilidade da soja é impressionante, e o consumo de produtos derivados dela só aumenta. É um grão que movimenta a economia e está presente em muitos dos alimentos que consumimos.
O cenário atual da soja no Brasil é marcado por uma produção robusta, impulsionada por fatores como clima favorável em algumas regiões e a adoção de novas tecnologias no campo. No entanto, o mercado é dinâmico e sujeito a flutuações. Por exemplo, no início de setembro de 2025, observamos uma leve queda nos preços em praças como Paranaguá, com a saca a R$ 139,65, uma variação de -0,63% em relação à semana anterior. Esse tipo de movimento é comum e reflete as negociações globais e a expectativa de safras em outros países produtores, como os Estados Unidos.
“A soja é mais que um grão; é um motor econômico para o Brasil, conectando o campo ao mercado global e sustentando cadeias produtivas inteiras.”
Os principais estados produtores de soja no Brasil formam um verdadeiro cinturão agrícola. Mato Grosso, consistentemente, lidera a produção nacional, beneficiado por extensas áreas de cultivo e um parque tecnológico avançado. Outros estados como Paraná, Minas Gerais, Tocantins e Maranhão também desempenham papéis importantes, cada um com suas particularidades e contribuições para a safra total. Entender a dinâmica desses polos produtivos é chave para compreender o mercado como um todo. Para mais detalhes sobre a produção e os preços em diferentes regiões, você pode consultar dados de produção no Brasil.
A produção de soja no Brasil é um assunto que mexe com a economia do país, e é sempre bom ficar de olho nos números. A gente sabe que o clima tem um papelão na colheita, né? Para a safra 2025/26, as projeções indicam um crescimento de cerca de 3,1%, chegando a aproximadamente 75,5 milhões de toneladas. Isso é um bom sinal, mostrando que o setor está se recuperando e crescendo, mesmo com os desafios.
Quando falamos de quem mais produz soja no Brasil, alguns estados se destacam. O Mato Grosso, por exemplo, é um gigante nessa área, sempre liderando as estatísticas. Outros estados como Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul também têm uma participação muito importante no volume total da produção nacional. A produção no Paraná, por exemplo, está projetada para atingir 22 milhões de toneladas, um aumento de 4% em relação à safra anterior, segundo dados do Deral. Essa concentração em algumas regiões mostra a força do agronegócio nessas áreas.
Tecnologias e Inovações na Sojicultura Brasileira
O agricultor brasileiro não para de inovar. A busca por sementes de alto vigor, por exemplo, é uma constante para transformar o potencial da lavoura em produtividade máxima. Além disso, a adoção de tecnologias como o plantio direto, o manejo integrado de pragas e doenças, e o uso de defensivos mais eficientes e sustentáveis têm feito a diferença. A agricultura de precisão, com o uso de drones e sensores, também ajuda a otimizar o uso de insumos e a monitorar a lavoura de perto. Tudo isso contribui para que a soja brasileira seja cada vez mais competitiva no mercado internacional.
“A sustentabilidade na produção de soja é um tema cada vez mais presente, com produtores buscando práticas que conservem o solo e a água, além de reduzir o impacto ambiental. Isso inclui desde o manejo correto do vazio sanitário até a adoção de sistemas integrados, como a lavoura-pecuária-floresta (ILPF).”
O mercado de soja tem passado por momentos de instabilidade, com preços que sobem e descem dependendo de vários fatores. A proximidade da colheita nos Estados Unidos e as negociações comerciais entre China e EUA, por exemplo, podem travar o mercado por aqui. No entanto, a demanda global, especialmente da China, continua sendo um motor importante para o setor. É um cenário que exige atenção constante dos produtores e de quem atua na cadeia produtiva da soja. Para quem quer entender melhor o mercado, acompanhar as cotações da soja é fundamental.
O Mercado da Soja Hoje: Preços e Demanda Global
O preço da soja no mercado físico brasileiro, em 1º de setembro de 2025, mostra variações consideráveis entre as regiões. Por exemplo, em Paranaguá, o valor da saca estava em R$ 142,05, enquanto no Nordeste de Mato Grosso, o preço era de R$ 116,65. Essa diferença de mais de 20% evidencia a importância de acompanhar as cotações locais para tomar as melhores decisões de venda.
A Bolsa de Chicago (CBOT) continua sendo o principal termômetro para os preços globais da soja, influenciando diretamente o mercado brasileiro. As cotações em Chicago, como a de US$ 10,37 por bushel para o contrato de setembro de 2025, servem de referência para as negociações aqui. Fatores como o clima nos Estados Unidos, as políticas comerciais e a demanda de países como a China impactam esses valores.
O comércio da soja é complexo, envolvendo desde a produção até a exportação para grandes consumidores. A soja é um produto versátil, utilizada na alimentação humana, ração animal, biocombustíveis e na indústria química. Essa ampla gama de aplicações sustenta uma demanda global constante.
“A dinâmica de oferta e demanda é o motor principal por trás das oscilações de preço. Quando a produção aumenta em grandes players como Brasil e EUA, a oferta cresce, podendo pressionar os preços para baixo. Por outro lado, um aumento na demanda, sem um acompanhamento na oferta, tende a valorizar o grão.”
Para acompanhar essas variações em tempo real, plataformas como a Grão Direto oferecem cotações do mercado físico e futuro, além de conectar compradores e vendedores. Monitorar esses dados é fundamental para quem atua no setor.
Principais Destinos da Soja Brasileira
A soja brasileira tem como principais destinos mercados internacionais que demandam grandes volumes do grão. A China é, historicamente, o maior comprador, absorvendo uma parcela significativa da produção nacional. Outros destinos importantes incluem:
- União Europeia
- México
- Japão
- Países do Sudeste Asiático
Esses mercados consomem a soja para diversas finalidades, desde a produção de óleo e farelo para ração animal até o consumo humano e aplicações industriais. A qualidade e a logística eficiente do Brasil são fatores que contribuem para a sua competitividade nesses mercados.
Impacto da Soja na Economia Brasileira
A soja desempenha um papel vital na economia do Brasil. Como um dos principais produtos do agronegócio, sua exportação gera uma entrada expressiva de dólares, contribuindo para a balança comercial do país. Além disso, a cadeia produtiva da soja movimenta diversos setores, desde a fabricação de insumos e máquinas agrícolas até o transporte e a indústria de processamento.
- Geração de empregos: A sojicultura e suas atividades relacionadas empregam milhares de pessoas em todo o país.
- Arrecadação de impostos: A produção e comercialização da soja contribuem significativamente para a arrecadação fiscal.
- Desenvolvimento regional: As regiões produtoras de soja frequentemente experimentam desenvolvimento econômico e social impulsionado pela atividade agrícola. A soja é um dos pilares do agronegócio brasileiro, e sua performance no mercado global tem um reflexo direto na saúde econômica do país. Acompanhar o preço da soja hoje é, portanto, observar um termômetro da economia nacional. Para mais informações sobre cotações, você pode consultar o preço da soja em Paranaguá.
Desafios e Oportunidades para a Soja no Brasil

O setor da soja no Brasil, apesar de sua força, enfrenta um cenário dinâmico, repleto de desafios que exigem atenção e de oportunidades que podem impulsionar ainda mais o agronegócio.
Sustentabilidade na Produção de Soja
A busca por práticas mais sustentáveis se tornou um ponto central. Isso envolve desde o manejo correto do solo para evitar erosão até a redução do uso de defensivos agrícolas, priorizando alternativas mais ecológicas. A questão da moratória da soja, por exemplo, que busca evitar o desmatamento em áreas de vegetação nativa, continua sendo um tema debatido, com decisões judiciais e fiscalizações bancárias que impactam a concessão de crédito a produtores. A pressão por rastreabilidade e menor impacto ambiental é crescente, vinda tanto do mercado consumidor quanto de órgãos reguladores.
- Manejo do solo: Técnicas como o plantio direto e a rotação de culturas ajudam a manter a saúde do solo e a reduzir a necessidade de insumos.
- Controle de pragas e doenças: O uso de variedades mais resistentes e o manejo integrado de pragas diminuem a dependência de agrotóxicos.
- Uso eficiente da água: Irrigação de precisão e outras tecnologias buscam otimizar o consumo de água, um recurso cada vez mais valioso.
- Rastreabilidade: Garantir a origem e as práticas de produção da soja é um diferencial competitivo.
“A sustentabilidade não é mais um diferencial, mas uma exigência do mercado global. Produtores que investem em práticas responsáveis tendem a ter melhor acesso a mercados e a obter melhores preços.”
Perspectivas Futuras para a Soja Brasileira
Olhando para frente, o Brasil tem tudo para continuar expandindo sua produção de soja, mas precisa estar atento a alguns fatores. A demanda global, especialmente da China, segue forte, e o país se beneficia de um clima geralmente favorável para o plantio e a colheita, com projeções indicando crescimento na safra 2025/26. No entanto, a volatilidade nos preços internacionais, influenciada pela colheita nos EUA e por acordos comerciais, pode afetar as cotações internas. A demanda por biocombustíveis, como o biodiesel, também é um motor importante para o mercado da soja, já que ela é a principal matéria-prima.
- Clima: Condições climáticas favoráveis são um trunfo, mas eventos extremos podem causar perdas.
- Mercados Internacionais: Acompanhar a produção de outros grandes players e as políticas comerciais de países importadores é fundamental.
- Tecnologia: Investimentos em sementes de alta performance e em agricultura de precisão são chave para aumentar a produtividade e a eficiência.
- Logística: Melhorar a infraestrutura de transporte é um desafio constante para reduzir custos e garantir o escoamento da produção.
O mercado de contratos futuros, negociados em bolsas como a B3 e a de Chicago, oferece ferramentas para que os produtores se protejam contra a variação de preços, garantindo mais segurança financeira para suas lavouras.
Conclusão: O Futuro da Soja no Brasil

Olhando para frente, o cenário da soja no Brasil parece promissor, mas com seus próprios desafios. As projeções indicam um crescimento contínuo na produção, impulsionado por um clima que, espera-se, será mais amigável para a safra 2025/26, com estimativas apontando para um aumento de 3,1%. Isso significa que o país deve colher cerca de 75,5 milhões de toneladas. A demanda global, especialmente da China, continua sendo um motor forte, e a busca por neutralidade climática na produção também ganha espaço, mostrando que o setor está atento às novas exigências.
No entanto, o mercado não é uma linha reta. Fatores como a colheita nos Estados Unidos e as estratégias comerciais da China podem travar os preços aqui. Além disso, a volatilidade do câmbio e os custos de produção são sempre pontos de atenção para o produtor brasileiro. A soja é uma cultura complexa, e entender esses movimentos é chave.
O que podemos esperar?
- Inovações tecnológicas: A busca por sementes de maior vigor e práticas agrícolas mais eficientes, como a agricultura regenerativa, vai continuar. Isso ajuda a aumentar a produtividade e a resiliência das lavouras.
- Sustentabilidade em pauta: Questões como a moratória da soja e a fiscalização de práticas sustentáveis ganham cada vez mais relevância. O mercado exige responsabilidade ambiental, e o Brasil precisa se adaptar.
- Mercados diversificados: Embora a China seja um parceiro importante, explorar novos mercados e fortalecer acordos comerciais pode trazer mais segurança para o setor.
“O futuro da soja brasileira passa por equilibrar a alta produtividade com a responsabilidade ambiental e a adaptação às dinâmicas do mercado internacional. Quem investir em tecnologia e sustentabilidade terá uma vantagem clara.”
Em resumo, o Brasil tem tudo para continuar sendo um gigante na produção de soja. O segredo está em se manter atento às tendências, inovar e garantir que a produção seja cada vez mais sustentável e competitiva no cenário mundial. A soja é, sem dúvida, um pilar da nossa economia, e seu futuro depende de como enfrentaremos esses desafios e aproveitaremos as oportunidades que surgem.
Conclusão: O Que Esperar do Mercado da Soja
Bom, depois de toda essa análise, fica claro que o mercado da soja é um bicho bem complexo. Os preços mudam bastante de um dia para o outro, e isso depende de um monte de coisa, desde o clima lá fora até o que a China tá comprando. A gente viu que o preço varia bastante de região para região aqui no Brasil também, então é sempre bom ficar de olho no seu cantinho. A Bolsa de Chicago, a tal da CBOT, dita muita coisa, mas o que acontece aqui dentro, tipo a nossa produção e a demanda interna, também pesa. Para quem planta ou negocia soja, ficar informado sobre essas variações e entender os fatores que influenciam tudo isso é o caminho para tomar as melhores decisões e, quem sabe, ter um lucro maior. É um mercado que exige atenção constante, mas com as ferramentas certas, dá pra se virar bem.
Perguntas Frequentes sobre a Soja no Brasil
Quais são os estados brasileiros que mais produzem soja?
Alguns estados brasileiros se destacam muito na produção de soja. Mato Grosso é um dos líderes, mas outros como Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul também são super importantes para o mercado. Essas regiões têm clima e solo bons para o cultivo, além de muita tecnologia.
Por que o preço da soja muda tanto?
O preço da soja varia bastante por causa da lei da oferta e da procura, tanto no Brasil quanto no mundo. Se muita gente produz ou se a procura diminui, o preço pode cair. Já se a produção é menor ou se muita gente quer comprar, o preço tende a subir. O clima e as decisões de outros países também influenciam bastante.
O que é a Bolsa de Chicago (CBOT) e como ela afeta o preço da soja?
A Bolsa de Chicago, conhecida como CBOT, é como um grande mercado onde se negociam os preços futuros de vários grãos, incluindo a soja. O que acontece lá serve de referência para o mundo todo. Se os preços sobem ou descem em Chicago, isso geralmente afeta os preços aqui no Brasil também, pois é um indicador global.
Como posso saber o preço da soja na hora?
Existem plataformas online, como a Grão Direto, que mostram os preços da soja em tempo real. Você pode ver os valores do mercado aqui no Brasil e também os preços negociados em Chicago. É importante acompanhar esses dados para tomar as melhores decisões de venda ou compra.
Para que serve a soja no final das contas?
A soja é super versátil! Ela é usada para fazer óleo de cozinha, ração para animais, e até mesmo em produtos como tofu e leite vegetal para as pessoas. Além disso, ela é uma matéria-prima importante para fazer biocombustíveis, como o biodiesel, e também é usada em algumas indústrias.
Como a demanda por biocombustíveis mexe com o mercado da soja?
Como a soja é usada para fazer biodiesel, quando a procura por esse tipo de combustível aumenta, a necessidade de soja também cresce. Isso pode fazer o preço da soja subir, já que mais gente vai querer comprar para produzir o biocombustível. É uma relação direta que impacta o mercado.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Aprosoja MT mostra usos do milho além da culinária no 7º Festival da Pamonha

Foto: Mateus Dias / Aprosoja MT
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) participa do 7º Festival da Pamonha com um estande interativo e aberto ao público até terça-feira, em que apresenta a importância do milho para o estado e o papel essencial dos produtores rurais na cadeia produtiva.
No espaço, os visitantes também têm a oportunidade de conhecer a versatilidade do grão, presente não apenas na alimentação, mas em diversos itens do cotidiano, como cosméticos, medicamentos, produtos industrializados e biocombustíveis.
O festival é realizado na comunidade Rio dos Peixes, no km 23 da MT-251, e começou no sábado (18.04), seguindo até amanhã, terça-feira (21.04). Em sua 7ª edição, o evento busca impulsionar a economia local e fortalecer o turismo na região, reunindo uma programação diversificada com destaque para as atrações gastronômicas à base de milho.
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, que visitou o estande e conheceu a iniciativa da Aprosoja MT, destacou a relevância de Mato Grosso no cenário do agronegócio mundial. Segundo ele, o estado é uma referência quando o assunto é agro e, nesse contexto, o trabalho da Aprosoja MT ganha ainda mais importância ao promover informações sobre o milho, a soja e o desenvolvimento econômico da região.
“Olha, Mato Grosso é a capital mundial do agro. Quando você fala de agro, você fala de Mato Grosso e também precisa lembrar da Aprosoja MT. A Aprosoja MT está no lugar certo, falando de milho, de soja, do desenvolvimento e da nossa economia, além de trazer as pessoas para conhecer a nossa cultura. Isso faz parte. A entidade está investindo em Mato Grosso, não só nos produtores, mas principalmente nas pessoas, e isso é o mais importante”, ressalta o prefeito.
Para o secretário municipal de Agricultura e Trabalho de Cuiabá, Vicente Falcão, a presença da Aprosoja MT no evento reforça o papel social da entidade ao levar conhecimento à população por meio do estande. Ele destacou a importância de mostrar como a produção de milho e soja impacta desde o pequeno até o grande produtor, além de evidenciar a versatilidade desses grãos, presentes desde alimentos tradicionais até a geração de energia e combustíveis.
Falcão também ressaltou que o espaço alcança públicos de diferentes realidades sociais, promovendo integração e fortalecendo o vínculo com a comunidade do Rio dos Peixes. “É importante a presença da Aprosoja MT, mostrando que a associação também tem esse olhar social, trazendo conhecimento com seu estande. Aqui encontramos públicos de todas as realidades, mas o mais importante é essa confraternização da Aprosoja MT com a comunidade do Rio dos Peixes, em Cuiabá”, complementa o secretário municipal.
A professora, Osvanira da Silva, conta que o festival amplia a percepção sobre o milho, mostrando que o grão vai muito além de preparações tradicionais como pamonha e curau. Segundo ela, o contato com o estande e com a feira revela a variedade de usos do milho, presente em alimentos, produtos de beleza, combustíveis e até na ração animal.
“Nós estamos no sétimo Festival da Pamonha e as pessoas pensam que o milho só serve para fazer pamonha ou curau. Mas o milho tem inúmeras finalidades: bolo, salada, produtos de beleza, combustível, enfim, é riquíssimo na nossa vida. E a ração para animal, por exemplo, foi uma novidade pra mim. Aqui na feira tem inúmeros produtos feitos com milho, não só curau e pamonha”, finaliza Osvanira.
A Aprosoja MT segue com seu estande no Festival da Pamonha até terça-feira (21.04), recebendo visitantes e compartilhando informações sobre o universo do milho e do agronegócio, reforçando a conexão entre o campo e a sociedade durante toda a programação do evento. (com Giovanna Fermam/Assessoria)
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Etanol de milho avança no agro, mas gargalos logísticos travam expansão

Imagem: Freepik
A consolidação do etanol de milho como um dos eixos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro dominou os debates durante a 3ª Conferência Internacional da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) em conjunto com a Datagro. O evento reuniu produtores, indústrias, investidores e autoridades em um momento de expansão acelerada da cadeia, mas também de desafios estruturais que podem limitar o ritmo de crescimento.
Dados apresentados durante o encontro mostram que Mato Grosso produziu 5,6 bilhões de litros de etanol de milho na safra 2024/25, o equivalente a cerca de 70% do total nacional. A liderança é sustentada por uma combinação de oferta abundante de grãos, avanço industrial e estratégia de agregação de valor dentro do estado.
Os perigos da importação de tilápia do Vietnã
A produção brasileira deve superar 8 bilhões de litros na safra 2025/26, com projeções do setor indicando potencial de atingir quase 10 bilhões no curto prazo e até 16,6 bilhões de litros na próxima década. Hoje, o país conta com 27 biorrefinarias em operação e outras em construção, concentradas principalmente no Centro-Oeste.
A escolha de Mato Grosso como sede foi tratada como reflexo direto desse protagonismo. Durante a abertura, o governador Otaviano Pivetta destacou a mudança no perfil econômico do estado, com a industrialização do milho ganhando espaço nos últimos anos.
Segundo ele, a instalação das usinas alterou a lógica da cadeia produtiva ao permitir que o grão fosse processado dentro do próprio estado. “O produtor passa a ter mais opções de comercialização, reduz dependência da exportação e agrega valor à produção”, afirmou.
Apesar do tom otimista, os debates avançaram para além do crescimento. Um dos pontos mais recorrentes foi a necessidade de enfrentar gargalos logísticos e ampliar a infraestrutura para sustentar a expansão. O aumento da produção exige maior capacidade de armazenagem, transporte e integração com mercados consumidores.
Outro tema central foi o financiamento. Com o crédito mais restrito e juros elevados, representantes do setor destacaram a importância de instrumentos que garantam previsibilidade para novos investimentos, especialmente em um segmento intensivo em capital.
Para o presidente do Instituto do Agronegócio, Isan Rezende, o avanço do etanol de milho representa uma mudança estrutural no agro brasileiro, mas exige ambiente econômico estável.
“O etanol de milho cria uma nova dinâmica para o produtor, porque transforma o grão em energia e valor agregado. Mas esse crescimento precisa vir acompanhado de segurança para investir. Sem crédito acessível e sem logística eficiente, o setor pode perder competitividade”, afirmou.
Além do combustível, os coprodutos foram apontados como parte relevante da equação econômica. O DDG e o DDGS, utilizados na alimentação animal, ampliam a integração com a pecuária e ajudam a reduzir custos, especialmente em regiões produtoras.
O evento também destacou o papel do etanol de milho na segurança energética, em um cenário de instabilidade global. A alta do petróleo e as tensões geopolíticas reforçam o interesse por biocombustíveis, vistos como alternativa para reduzir a dependência externa.
Na prática, a expansão do etanol de milho já altera a lógica da produção agrícola. O milho deixa de ser apenas uma commodity voltada à exportação e passa a ter demanda interna mais consistente, o que contribui para maior estabilidade de preços e redução de riscos para o produtor.
O desafio agora, segundo participantes da conferência, é transformar o crescimento atual em um ciclo sustentável de longo prazo. Isso passa por resolver entraves estruturais e garantir que a industrialização do campo avance no mesmo ritmo da produção.
Com Pensar Agro
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Ação no STF pede suspenção da exigência do Prodes na concessão de crédito rural

Imagem: Faep
Em breve, os produtores rurais podem ter segurança para a tomada de crédito. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ingressou com medida cautelar no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender as Resoluções 5.193/2024 e 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), que restringem o acesso ao crédito rural com base em alertas do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes). A ação tem atuação direta do Sistema FAEP, comprovando que o sistema gera análises e penalizações incorretas a agricultores e pecuaristas.
“A expectativa com essa medida é evitar que os nossos produtores continuem sendo impedidos de acessar crédito durante a safra por critérios juridicamente questionáveis. O Prodes tem falhas comprovadas, que estão penalizando milhares de agricultores e pecuaristas, com multas ambientais e bloqueio do crédito. Isso não pode mais acontecer”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
Exportações de arroz disparam, mas preços limitam ganhos
Desde o mês passado, instituições financeiras estão negando crédito com base apenas em alertas de imagem do Prodes, mesmo sem análise prévia do órgão ambiental. Isso porque as resoluções aprovadas pelo CMN, em 2025, obrigam os bancos a verificarem no sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) se os imóveis rurais registram desmatamento depois de 31 de julho de 2019.
“Buscamos uma decisão do STF que impeça o bloqueio do acesso ao crédito antes da devida análise da situação ambiental dos produtores. O objetivo é suspender ou, ao menos, limitar os efeitos das normas do CMN”, afirma Meneguette.
A medida cautelar protocolada no STF é resultado de um conjunto de atuações do Sistema FAEP em relação ao tema. Desde junho de 2025, a entidade atua para corrigir o conceito de regras socioambientais impostas pelo CMN às instituições financeiras que operacionalizam o crédito rural.
Para reverter essa situação, o Sistema FAEP realizou reuniões com a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e com a Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg). O objetivo era alertar sobre o equívoco de utilizar levantamentos geoespaciais de forma automatizada para seguro e/ou crédito, sem avaliação técnica e jurídica e sem respaldo em decisões administrativas dos órgãos responsáveis pela fiscalização ambiental.
Em outubro do ano passado, o Sistema FAEP encaminhou ofícios aos Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e ao Banco Central, apontando novamente os equívocos e exemplificando os casos de falsos positivos apontados pelo Prodes.
Em novembro de 2025, o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, participou de uma reunião com a ministra do Planejamento e Orçamento, na época, Simone Tebet. O prazo de vigência das normas CMN foi prorrogado, mas os problemas continuaram afetando a captação de crédito de produtores rurais.
Com FAEP
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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