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Agricultura

Domínio da Índia sobre o comércio global de arroz alimenta crise hídrica

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Imagem: Freepik

Quando a Índia ultrapassou a China como o maior produtor mundial de arroz este ano, os políticos e o lobby agrícola do país marcaram o momento elogiando os agricultores resistentes e as políticas governamentais inovadoras.

A Índia quase dobrou a quantidade de arroz que exportou na última década, com remessas que ultrapassaram 20 milhões de toneladas no último ano fiscal.

FAEP cobra cumprimento de ordem judicial

Mas muitos produtores de arroz nas regiões agrícolas do país estão em um clima menos comemorativo.

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Entrevistas com produtores, funcionários do governo e cientistas agrícolas, bem como uma análise dos dados de águas subterrâneas, revelam uma preocupação generalizada de que as safras de arroz sedentas estão drenando de forma insustentável os já baixos aquíferos da Índia, forçando os agricultores a contrair empréstimos pesados para perfurar poços cada vez mais profundos.

Nos Estados de Haryana e Punjab, celeiro de arroz, a água subterrânea era alcançável a cerca de 30 pés há uma década, de acordo com 50 agricultores e oito funcionários do setor de água e agricultura.

Mas a drenagem se acelerou nos últimos cinco anos, e os poços devem agora atingir entre 80 e 200 pés, de acordo com os agricultores, cujos relatos foram corroborados por dados do governo e pesquisas da Punjab Agricultural University.

“Todo ano, o poço tem que ser mais profundo”, disse Balkar Singh, um fazendeiro de 50 anos de Haryana. “Está ficando muito caro.”

Ao mesmo tempo, os subsídios do governo que incentivam o cultivo de arroz desestimulam os agricultores a mudar para culturas menos intensivas em água, disse Uday Chandra, especialista em política do sul da Ásia da Universidade de Georgetown, no Catar.

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Os subsídios – alguns deles um legado das décadas passadas, quando a Índia lutou para alimentar sua crescente população – incluem um preço mínimo garantido pelo Estado para o arroz, que aumentou cerca de 70% na última década, bem como pesados subsídios de energia que incentivam a extração de água para uso agrícola.

O efeito líquido, segundo Avinash Kishore, do think-tank International Food Policy Research Institute, em Washington, é que um dos países com maior escassez de água do mundo está pagando aos agricultores para que consumam grandes quantidades de águas subterrâneas preciosas.

Os Ministérios da Agricultura e do Bem-Estar dos Agricultores e de Recursos Hídricos da Índia não responderam quando foram apresentados às descobertas da Reuters.

O primeiro-ministro Narendra Modi tentou anteriormente reformar as leis agrícolas, incluindo medidas que incentivariam mais compras de safras pelo setor privado.

Mas isso gerou temores de que o governo pudesse reduzir a quantidade de grãos que compra a preços garantidos, provocando protestos de milhões de agricultores que paralisaram o país há cinco anos e forçaram Modi a um raro recuo.

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A Índia é responsável por 40% das exportações mundiais de arroz, portanto, qualquer mudança na produção terá implicações globais, disse Kishore.

Além disso, a Índia produz muito mais arroz do que o necessário para alimentar sua população doméstica, que ultrapassou a da China em 2023 e se tornou a maior do mundo, com mais de 1,4 bilhão de pessoas.

“O grande volume de arroz que a Índia produz e exporta lhe confere um papel fundamental no comércio global”, disse Kishore. “Mas isso também levanta uma questão: o país deveria estar cultivando e vendendo tanto arroz?”

CUSTOS DE EXTRAÇÃO PUNITIVOS

Embora os agricultores de grande parte da Índia dependam de uma combinação de irrigação de superfície e de águas subterrâneas, os produtores dos Estados do norte de Punjab e Haryana, que são os principais produtores de arroz do país, geralmente dependem de águas subterrâneas.

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Essa dependência torna os produtores de arroz de ambos os Estados particularmente vulneráveis às mudanças climáticas, uma vez que os aquíferos não são totalmente recarregados quando as chuvas de monções são fracas.

Embora as chuvas de monções tenham sido fortes nos últimos dois anos, os agricultores têm extraído tanta água que os aquíferos em grande parte de Haryana e Punjab são classificados pelo governo indiano como “superexplorados” ou em níveis “críticos”.

Os dois Estados extraem anualmente entre 35% e 57% mais água subterrânea do que seus aquíferos reabastecem naturalmente, de acordo com dados do governo para 2024 e 2025.

Em uma tentativa de salvar a situação, as autoridades locais em 2023 impuseram proibições a novos poços em zonas criticamente exploradas.

Os produtores limitados aos poços existentes estão, por sua vez, gastando dezenas de milhares de rúpias por ano em equipamentos como canos mais longos e bombas mais potentes que podem extrair da oferta cada vez menor, disseram os agricultores.

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Entre eles está Sukhwinder Singh, que cultiva um terreno de 35 acres em Punjab.

O agricultor de 76 anos, que não é parente de Balkar Singh, disse que gastou entre 30.000 rúpias (US$334,11) e 40.000 rúpias no verão passado em equipamentos e mão de obra que lhe permitiram continuar cultivando arroz apesar da queda do lençol freático.

“Se os custos continuarem aumentando a cada estação, parece que logo se tornarão insustentáveis”, disse ele.

A produção de um único quilo de arroz consome de 3.000 a 4.000 litros de água, de acordo com o economista agrícola Ashok Gulati, que anteriormente aconselhou o governo sobre os preços das safras. Esse valor é de 20% a 60% maior do que a média global, de acordo com especialistas em políticas agrícolas.

Singh, o produtor de Punjab, disse que os agricultores com lotes maiores, como ele, ainda conseguem obter lucro porque sabem como lidar com os subsídios do governo e podem se dar ao luxo de perfurar poços mais profundos.

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Esse não é o caso dos produtores de subsistência, disse ele: “A queda do nível do lençol freático é uma grande preocupação para todos os produtores de arroz, mas os pequenos agricultores são os mais afetados, pois cada custo extra do cultivo diminui sua escassa renda.”

MUDANÇAS DE POLÍTICA?

Há alguns sinais de que as autoridades indianas estão esperando quebrar o ciclo vicioso entre os subsídios ao arroz e a extração de água subterrânea.

No ano passado, o governo de Haryana começou a oferecer um subsídio de 17.500 rúpias por hectare para incentivar os agricultores a mudar para culturas como o painço, que requerem muito menos água. O painço, que às vezes é usado como substituto do arroz, está ganhando popularidade em partes da Índia urbana devido aos benefícios percebidos para a saúde.

O incentivo oferecido pelo governo de Haryana para promover culturas como o painço, no entanto, está disponível apenas para uma estação de cultivo e, até o momento, não conseguiu promover a adoção em larga escala.

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O incentivo único é muito curto, de acordo com Gulati, que acredita que são necessários pelo menos cinco anos para incentivar os agricultores a fazer uma mudança de longo prazo do arroz para o painço.

O Haryana Department of Agriculture and Farmers’ Welfare não respondeu às perguntas sobre o programa.

Gulati disse que sua pesquisa indica que o Estado poderia incentivar os agricultores a mudar para culturas menos intensivas em água sem aumentar os gastos com subsídios.

Punjab gasta cerca de 39.000 rúpias em subsídios para fertilizantes e energia para cada hectare de arroz cultivado, mas redirecionar 35.000 rúpias para pagar os agricultores que cultivam culturas menos sedentas seria suficiente para permitir que eles mantivessem seus níveis de renda, disse ele.

O governo também economizaria ao reduzir o valor dos subsídios ao arroz pagos, disse ele.

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O Departamento de Agricultura de Punjab não retornou um pedido de comentário sobre o impacto do cultivo de arroz no lençol freático do Estado.

Os agricultores estariam dispostos a trocar de cultura se fossem devidamente incentivados, disse o produtor de arroz de Punjab, Gurmeet Singh.

“A terra de Punjab e Haryana é fértil e nós, como agricultores, estamos dispostos a trocar… desde que o governo compre nossa produção a preços de apoio do estado”, disse ele.

(Com Forbes Agro)

Fernanda Toigo

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Cooperação e infraestrutura são apontadas como caminhos para ampliar a irrigação no Brasil

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Foto: CNA

 

O fortalecimento da cooperação entre instituições públicas e privadas, a melhoria da infraestrutura energética no campo e a redução de entraves jurídicos estiveram entre os principais temas debatidos durante o 4º Workshop “Setor Agropecuário na Gestão da Água”, realizado nesta semana (16) pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

O evento reuniu especialistas, representantes do setor produtivo e autoridades para discutir estratégias voltadas à expansão da agricultura irrigada no país, considerada uma ferramenta importante para aumentar a produtividade e garantir maior segurança na produção agropecuária.

No primeiro painel do encontro, representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) apresentaram os avanços da cooperação técnica desenvolvida entre as instituições desde 2023.

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O superintendente de Regulação de Usos de Recursos Hídricos da ANA, Marco José Melo Neves, destacou que a parceria já resultou na realização de capacitações, webinars e ações voltadas à regularização do uso da água e aos processos de outorga, além da elaboração de instrumentos relacionados à Política Nacional de Recursos Hídricos.

Segundo ele, o trabalho conjunto tem contribuído para ampliar o conhecimento sobre o uso eficiente da água e fortalecer iniciativas de conservação dos recursos hídricos e do solo.

O coordenador técnico do Senar, Gabriel Sakita, ressaltou que a capacitação dos produtores rurais é um dos principais desafios para ampliar a irrigação de forma sustentável. Ele também destacou o desenvolvimento do Programa Nacional Água e Agricultura, que deverá integrar ações da ANA e do Sistema CNA/Senar.

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Energia elétrica é apontada como um dos principais desafio

O segundo painel abordou a irrigação sob a perspectiva legislativa, com foco em reservação de água e fornecimento de energia elétrica para o setor.

O deputado federal Zé Vitor, representante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), afirmou que a irrigação passou a ocupar posição estratégica nos debates do setor agropecuário. Segundo ele, a construção de políticas públicas voltadas à irrigação exige planejamento e previsibilidade orçamentária.

Já a consultora técnica da CNA, Daniele Coelho, destacou que um dos principais obstáculos enfrentados atualmente pelos produtores é a qualidade da energia elétrica disponível no meio rural.

A especialista defendeu a criação de condições que permitam tarifas mais atrativas e maior flexibilidade para que os produtores escolham os horários mais adequados para irrigar suas lavouras. Segundo ela, a irrigação deve ser vista como uma importante ferramenta de manejo, capaz de aumentar a eficiência no uso da água e do solo.

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Segurança jurídica também preocupa setor

Outro tema discutido foi a necessidade de avanços na legislação relacionada à construção de barragens destinadas à irrigação.

O assessor legislativo da Câmara dos Deputados, Lucas Azevedo de Carvalho, avaliou que a falta de uma previsão legal mais clara sobre a utilidade pública dessas estruturas gera insegurança jurídica e pode dificultar processos de licenciamento ambiental.

Segundo ele, a simplificação das normas e o reconhecimento explícito da utilidade pública das barragens para irrigação poderiam proporcionar maior segurança aos investimentos, sem reduzir as exigências ambientais previstas na legislação.

Protocolos e iniciativas fortalecem gestão da água

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Durante o workshop, o MIDR, a Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Parnaíba assinaram protocolos de intenções voltados ao fortalecimento da gestão dos recursos hídricos e ao desenvolvimento da irrigação.

Os participantes também conheceram o Projeto Laboratório Móvel de Irrigação (LMI), iniciativa que demonstra, na prática, tecnologias e equipamentos destinados a aumentar a eficiência dos sistemas irrigados e otimizar o uso da água no campo.

Para os participantes do evento, a combinação entre capacitação, infraestrutura adequada, segurança jurídica e gestão eficiente dos recursos hídricos será fundamental para ampliar a agricultura irrigada e garantir maior sustentabilidade à produção agropecuária brasileira.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Cooperativas de MT poderão acessar recursos federais

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Lei amplia investimentos para cooperativas de Mato Grosso – Reprodução

 

Uma mudança na legislação federal pode abrir uma nova fronteira de investimentos para milhares de cooperativas brasileiras. Foi sancionada nesta quarta-feira (16.06) a Lei Complementar nº 231/2026, que permite às sociedades cooperativas terem acesso aos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE).

A medida corrige uma limitação histórica que restringia o acesso aos financiamentos desses fundos principalmente às pessoas jurídicas tradicionais. Com a alteração, cooperativas dos setores agropecuário, industrial, mineral, logístico e de serviços poderão pleitear recursos destinados à expansão de empreendimentos e projetos estratégicos de desenvolvimento regional.

Na prática, a nova legislação abre caminho para que cooperativas tenham acesso a linhas de financiamento voltadas à ampliação da produção, aquisição de equipamentos, implantação de infraestrutura e geração de empregos.

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A mudança alcança diretamente regiões consideradas estratégicas para o desenvolvimento nacional. No Centro-Oeste, por exemplo, o acesso ao FDCO poderá beneficiar cooperativas ligadas ao agronegócio, setor que desempenha papel fundamental na economia de Mato Grosso.

A lei altera a Medida Provisória nº 2.156-5/2001, a Medida Provisória nº 2.157-5/2001 e a Lei Complementar nº 129/2009, incluindo expressamente as sociedades cooperativas entre os beneficiários dos financiamentos dos fundos regionais.

O texto estabelece que os recursos poderão ser destinados a empreendimentos de interesse das cooperativas, observadas as regras que serão definidas em regulamento.

Lucione Nazareth/VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Agricultura erradica foco de greening

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Equipes do DDV/Seapi encerram monitoramento no raio de 500 metros e agora passam para o de 2,4 km – Foto: Divulgação/Seapi

 

Uma força-tarefa da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) erradicou o foco de greening (HLB) e concluiu, nesta quinta-feira (11/6), o monitoramento em um raio de 500 metros ao redor da propriedade onde a doença foi identificada. Desde a confirmação do primeiro registro de greening no Rio Grande do Sul, em 8 de junho, servidores do Estado e da União atuam para conter e eliminar a doença no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai.

Até o momento, cerca de 60 plantas com sintomas compatíveis com a doença foram identificadas e erradicadas na área de contenção estabelecida ao redor da propriedade onde o foco foi detectado. As ações abrangeram 26 imóveis localizados no raio inicial de monitoramento.

Agora, as equipes do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Seapi iniciam o levantamento fitossanitário em um raio de 2,4 quilômetros ao redor do foco, abrangendo aproximadamente 230 imóveis.

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As ações incluem a remoção de plantas infectadas, o controle do psilídeo Diaphorina citri — inseto transmissor da bactéria causadora do greening — e o monitoramento das propriedades localizadas no entorno da área afetada. Os trabalhos são realizados em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), conforme as diretrizes do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Huanglongbing (PNCHLB).

Resposta rápida e efetiva  

O secretário da Agricultura, Márcio Madalena, destaca a rapidez da resposta adotada pelo Estado. “A confirmação do foco exige uma resposta rápida e coordenada. O Rio Grande do Sul realiza há anos ações de monitoramento e prevenção, o que permitiu identificar o problema e adotar imediatamente as medidas de contenção. Nosso objetivo é proteger a citricultura gaúcha e evitar que a doença se estabeleça no Estado”, afirma.

Segundo o diretor do DDV, Ricardo Felicetti, as ações de vigilância serão ampliadas nos próximos dias. “Vamos localizar todos os pontos críticos, identificar possíveis ocorrências da doença e reforçar as medidas de contenção para impedir sua disseminação”, explica.

A principal hipótese para a introdução do greening no Rio Grande do Sul é o uso de mudas irregulares já contaminadas. Por isso, o DDV/Seapi orienta produtores e consumidores a utilizarem exclusivamente mudas produzidas conforme a legislação federal, com origem comprovada, rastreabilidade e garantia fitossanitária.

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Imagem ilustra como o fruto fica internamente quando afetado pelo greening – Foto: Divulgação/Seapi

Vigilância permanente

A identificação do foco ocorreu após anos de monitoramento realizado pela Defesa Vegetal. Entre novembro de 2025 e março de 2026, foram instaladas e monitoradas 374 armadilhas em 77 municípios, totalizando 4.326 leituras para detecção do psilídeo transmissor da doença.

Em 2025, a Seapi realizou 211 inspeções em pomares de 65 municípios e coletou 13 amostras suspeitas, todas com resultado negativo para a bactéria causadora do greening. Em 2026, até a confirmação do foco em Palmitinho, outras 47 inspeções haviam sido realizadas em 19 municípios, também sem registros positivos.

Considerado a doença mais severa da citricultura mundial, o greening afeta todas as espécies de citros e não possui tratamento curativo. A enfermidade reduz a produtividade, compromete a qualidade dos frutos e pode levar à morte das plantas, causando prejuízos econômicos significativos à cadeia citrícola.

Com Agricultura/RS

Fernanda Toigo

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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