Meio Ambiente
Vai ter frio até o fim de abril?
Noites de frio e até com geada, como no final da última semana nas regiões serranas, serão escassas no restante de abril | MYCCHEL LEGNAGUI/SÃO JOAQUIM ONLINE
O que esperar do frio até o fim de abril? Os últimos dias tiveram um breve período de temperaturas mais baixas com o ingresso de uma massa de ar frio na sequência de um ciclone extratropical, mas o cenário de curto e médio prazos aponta para condições mais típicas de “meia estação”.
O final da última semana proporcionou uma pequena degustação de frio à noite e em horas da madrugada com marcas abaixo dos 5ºC nos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul e até 12ºC na zona Sul de Porto Alegre.
O período de marcas mais baixas logo chegou ao fim neste fim de semana com o retorno da instabilidade que trouxe de volta a chuva, desacompanhada de uma nova massa de ar frio. É o que normalmente ainda ocorre nesta época do ano em que os períodos com baixa temperatura tendem a ser mais curtos, com grande alternância térmica entre períodos de temperatura agradável ou um pouco de calor e dias mais amenos ou mesmo frios. Abril é um legítimo mês de transição com menos dias de calor e um aumento dos dias de temperatura amena e agradável, alguns com madrugadas frias.
As noites de frio são mais preponderantes no final do mês, precedendo maio que costuma ter um aumento maior de noites frias. Anúncios
Em Porto Alegre, abril tem temperatura mínima média histórica na estação do bairro Jardim Botânico de 16,8ºC. Já a temperatura máxima média histórica, pela série 1991-2020, é de 26,4ºC, ou seja, as médias ainda são relativamente altas comparadas aos meses de inverno. O mesmo ocorre no Sudeste do Brasil. Na cidade de São Paulo, com base em dados do Mirante de Santana, a mínima média histórica de abril é de 17,5ºC. Já a média máxima histórica é de 26,6ºC. Logo, não é um período do ano ainda propício a dias de frio.
SEMANA QUE COMEÇA SERÁ MAIS QUENTE DO QUE A MÉDIA
Não há previsão de ingresso de nenhuma massa de ar frio de maior intensidade para a semana que começa em estados do Sul, Centro-Oeste e o Sudeste do Brasil. Ao contrário, a tendência é de marcas acima da média desta época do ano.
O mapa abaixo mostra a projeção de anomalia de temperatura (desvio da média) do modelo de clima do Centro Meteorológico Europeu (ECMWF) para o período de 13 a 20 de abril na América do Sul.
Como se observa no mapa, a tendência é de marcas acima da média histórica do meio de abril em quase toda a América do Sul, incluindo estados do Centro-Sul do Brasil. A exceção fica por conta de áreas mais a Leste do Sudeste e do Nordeste do território brasileiro.
Na Região Sul, a semana deve ser marcada por máximas de 27ºC a 30ºC na maior parte dos municípios e algumas cidades vão superar os 30ºC. Ou seja, haverá tardes com calor moderado em diversos locais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná. Uma tarde ou outra devem ter máximas menores por instabilidade que se prevê para meados desta semana.
Vários modelos numéricos de previsão do tempo, inclusive, indicam o avanço de uma massa de ar muito quente para o Sudeste do Brasil no final desta semana com tardes muito quentes para esta época do ano e de forte calor em São Paulo e no Rio de Janeiro.
E O FRIO APARECE NO FIM DO MÊS?
Modelos com tendências para mais longo prazo hoje não indicam nenhuma massa de ar frio de maior intensidade que derrube a temperatura de forma abrangente no Centro-Sul do Brasil até o fim de abril. A perspectiva é que na Região Sudeste os últimos dez dias de abril tenham predomínio de tardes com temperatura ainda acima da média e muitas com calor, até forte para a época do ano.
Os dados apontam que na Região Sul poderia haver uma redução da temperatura em alguns dias com marcas mais amenas ou agradáveis, mas sem previsão de frio intenso, que às vexes marca presença do fim de abril.
Até poucos dias atrás, alguns modelos apontavam a possibilidade de uma massa de ar frio mais intensa, mas reverteram a tendência, cenário que se esboça até o fim de abril, portanto, com base nos dados de hoje, é de marcas predominantemente acima da média histórica nos termômetros do Centro-Sul do país com um número de dias de calor acima do comum para a época do ano e escassos de temperatura mais baixa ou amena.
Com METSUL
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Meio Ambiente
Frio e chuvas favorecem lavouras de inverno na Região Sul

Foto: Pixabay
As lavouras de inverno da Região Sul seguem avançando sob condições meteorológicas, em geral, favoráveis, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia. As chuvas registradas recentemente contribuíram para a recomposição da umidade do solo, especialmente no Paraná, reduzindo a restrição hídrica e favorecendo a emergência, o enraizamento e o desenvolvimento vegetativo de culturas como trigo e aveia. No Paraná, a maior parte das áreas cultivadas está em fase vegetativa, embora ainda existam lavouras em emergência e outras iniciando a floração. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a semeadura continua avançando com condições favoráveis ao estabelecimento inicial das culturas.
No caso da aveia cultivada em Guarapuava, no Paraná, os elevados volumes de chuva registrados no fim de maio e ao longo de junho mantêm o armazenamento de água no solo em níveis adequados, sem indicação de restrição hídrica durante o ciclo da cultura. O cenário favorece o desenvolvimento inicial das plantas e cria condições para o avanço da fase vegetativa.
A chegada de uma massa de ar frio ao longo da semana provoca queda nas temperaturas na Região Sul, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, mantendo as máximas em patamares mais baixos. Segundo o Inmet, os efeitos do frio variam de acordo com o estágio de desenvolvimento das lavouras. Em fases iniciais, como emergência, emissão de folhas e perfilhamento, as culturas de inverno costumam apresentar maior tolerância às baixas temperaturas, registrando, em geral, apenas uma redução temporária no ritmo de crescimento.
Nas lavouras em fase vegetativa, como a aveia em desenvolvimento inicial, o frio moderado tende a favorecer o perfilhamento, contribuindo para maior densidade de plantas e melhor uniformidade das áreas cultivadas. O risco, no entanto, aumenta em lavouras mais avançadas, principalmente durante as fases de alongamento, emborrachamento, floração e enchimento de grãos. Nesses estágios, episódios de frio intenso e geadas podem comprometer estruturas reprodutivas, afetar processos fisiológicos e reduzir o potencial produtivo.
Além dos impactos sobre as plantas, as baixas temperaturas também podem influenciar a dinâmica das pragas. O Inmet destaca que o frio tende a reduzir a atividade e a população de pulgões, responsáveis pela transmissão do vírus do nanismo-amarelo. Com menor pressão da praga no início do ciclo, pode haver redução da necessidade de aplicações precoces de inseticidas, desde que o monitoramento em campo confirme baixos níveis de infestação. O instituto ressalta ainda que a alternância entre períodos chuvosos e dias mais secos favorece a redução da pressão de doenças fúngicas nas culturas de inverno, especialmente quando comparada a cenários de elevada umidade e molhamento foliar prolongado.
A previsão meteorológica indica a intensificação e o deslocamento de um sistema de baixa pressão sobre a Região Sul nos próximos dias. A condição deverá favorecer a formação de áreas de instabilidade e o retorno das chuvas a partir de quinta-feira (18). Os maiores acumulados são esperados para o sudoeste, centro-sul e norte do Paraná, além do norte de Santa Catarina, onde os volumes podem superar os 50 milímetros.
As temperaturas devem permanecer baixas durante o fim de semana em grande parte do Rio Grande do Sul, na Serra de Santa Catarina e no sul do Paraná. Nessas áreas, as mínimas poderão ficar abaixo de 10°C, com registros pontuais inferiores a 8°C em regiões mais elevadas. As máximas devem permanecer abaixo de 12°C em grande parte da região.
Diante desse cenário, o Inmet reforça a importância do acompanhamento constante das atualizações meteorológicas para auxiliar o planejamento das atividades agrícolas, reduzir riscos operacionais e contribuir para a tomada de decisões relacionadas ao manejo das lavouras e à organização das operações de campo.
Agrolink – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Meio Ambiente
Super El Niño pode aparecer já no inverno

Imagem: Metsul
O consenso entre os principais modelos climáticos internacionais indica que o El Niño de 2026-2027 pode atingir intensidade muito forte e até histórica. Após o fim da chamada Barreira de Previsibilidade do Outono, período em que as previsões do Pacífico costumam ser menos confiáveis, os modelos passaram a convergir de forma impressionante para um cenário de forte aquecimento das águas do Pacífico Equatorial nos próximos meses.
Os sinais e indicadores observados atualmente no oceano e na atmosfera reforçam a perspectiva. Fortes rajadas de vento de Oeste sobre o Pacífico Equatorial estão favorecendo o deslocamento de águas mais quentes para Leste enquanto grandes volumes de calor se acumulam abaixo da superfície do mar.
Há possibilidade de novas ondas oceânicas de Kelvin nas próximas semanas, mecanismo que costuma acelerar o fortalecimento dos episódios de El Niño ao transportar calor adicional para a região Central e Leste do Pacífico.
Caso as projeções se confirmem, o mundo poderá enfrentar um “Super El Niño”, classificação usada para os eventos mais intensos já registrados. Não é possível afirmar se recordes históricos serão quebrados, mas o fenômeno se desenvolve em um planeta que já apresenta temperaturas globais sem precedentes. Por isso, um El Niño muito forte e com intensidade extraordinária entre o final de 2026 e o início de 2027 não é descartado.
Com base nos indicadores atuais, com o índice tradicional ONI já apresentando 1,5ºC de anomalia em junho, que é anomalia equivalente a um El Niño forte, a MetSul considera altamente provável que condições de Super El Niño sejam alcançadas no trimestre entre julho e setembro com o pico do fenômeno ocorrendo no trimestre outubro a dezembro.
ESTADOS DO SUL SERÃO OS MAIS IMPACTADOS PELO SUPER EL NIÑO
O El Niño impacta o clima em todas as regiões do Brasil com a diminuição da chuva mais ao Norte do país e um grande aumento da precipitação mais ao Sul, mas nenhuma região deve ser tão afetada por este evento como o El Niño.
Para o Sul do Brasil, os sinais são especialmente preocupantes. A experiência histórica mostra que o El Niño inevitavelmente vai trazer chuva extrema, cheias de rios, enchentes, e muitos temporais severos de vento e granizo. Não é uma pergunta se haverá ou não enchentes, mas sim quantas e o tamanho.
A MetSul destaca que o período de maior risco será o segundo semestre, especialmente o fim do inverno e a primavera, e o outono de 2027, mas mesmo no verão podem ocorrer eventos extremos.
Embora aumente o risco de uma nova catástrofe, o retorno do fenômeno com intensidade muito possivelmente maior que em 2023-2024 não significa que haverá uma repetição da enchente histórica de maio de 2024.
Não há relação linear entre a intensidade do El Niño e a ocorrência ou magnitude de um desastre em determinada região. As grandes enchentes dependem da soma de diversos fatores atmosféricos em paralelo e que só podem ser avaliados com maior precisão em previsões de curto prazo.
Com METSUL
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Meio Ambiente
Previsão de chuva para esta semana. Veja onde!

Imagem: Magnific
Onde mais vai ter chuva no Brasil nesta semana? Conforme a análise da MetSul, com base em modelos numéricos, a chuva terá maiores volumes nesta semana no Sul e no Norte do Brasil, embora chova com acumulados muito acima da média de junho em pontos entre o Centro-Oeste e o Sudeste.
O mapa acima mostra a projeção de chuva para esta semana do modelo meteorológico Icon, do Deutscher Wetterdienst, o serviço meteorológico da Alemanha, e que pode ser consultado pelo nosso assinante na seção de mapas.
Na Região Norte, onde gradualmente chega ao fim o inverno amazônico e a temporada chuvosa na região, os maiores volumes devem se dar no Amazonas e Roraima, mas com volumes localmente altos no Norte do Pará e no Amapá. No Tocantins, a chuva será escassa com tempo seco.
Na Região Nordeste, a precipitação deve ser escassa na maior parte da região e em grande número de cidades não chove nesta semana. Onde deve chover é em pontos da costa, inclusive forte em diferentes pontos.
No Centro-Oeste, a chuva será escassa parte da região nesta semana com dias em que o tempo seco e firme vai predominar. No entanto, áreas de baixa pressão que atuam no Sul do Brasil devem levar chuva ao Mato Grosso do Sul e até ao Centro-Sul de Goiás em plena estação seca do Planalto Central.
Já na Região Sudeste, também haverá instabilidade na segunda metade da semana. Os volumes de chuva podem ser altos para esta época do ano no interior de São Paulo. A chuva afetará ainda o Rio de Janeiro e o Oeste (Triângulo), Sul e o Centro de Minas Gerais.
No Sul do Brasil, a semana será de maior instabilidade com áreas de baixa pressão que vão formar dois ciclones na costa, um nesta terça e outro na sexta. A maioria dos dias da semana terá chuva na Região Sul. Instabilidade mais forte ocorre entre quinta e sexta pela segunda área de baixa pressão com risco de chuva forte e temporais.
Com METSUL
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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